É melhor ser feliz ou ter razão?

Atitudes orgulhosas podem nos aprisionar e custar um preço alto demais
Ao assistir o filme O Leitor, do diretor Stephen Daldry, uma característica da personagem de Kate Winslet me chamou a atenção: o orgulho. Hanna Schmitz, vivida por Kate, é uma das ex-carcereiras do campo de concentração de Auschwitz na época da Segunda Guerra Mundial. E vai a julgamento, junto com outras ex-guardas. É acusada de ser a mandante de uma ordem cujo resultado foi a morte de várias judias. Para confirmar se Hanna realmente assinou o relatório que comprovaria sua responsabilidade na autoria do episódio, o juiz pede que ela escreva seu nome num papel. Ela, analfabeta, prefere assumir a culpa a declarar que não sabe ler nem escrever.
E nós, quantas vezes, ao tomarmos uma atitude orgulhosa, também não nos aprisionamos? Você se lembra de circunstâncias em que preferiu sofrer uma penalidade repleta de dor por causa de seu orgulho?
Enxergamos o quanto é desgastante, por exemplo, lutarmos por fazer valer nossa própria opinião sobre outra, a de alguém muito querido, só porque não queremos admitir que estamos errados. Por orgulho, nos recusamos a reconhecer que o outro está com a razão e nós equivocados. Preferimos insistir no nosso ponto de vista, só porque tememos parecer, de algum modo, inferior. Teimamos em apresentar uma imagem superior.
Em outras palavras, pagamos um preço muito alto para que essa máscara de falsa superioridade seja mantida. Achamos que esse preço de manter o orgulho intacto será menor do que o incômodo de afirmarmos nossas limitações e erros.
Acabamos, com isso, deixando um rastro de efeitos nocivos ao nosso redor, para nós e para as outras pessoas. É como um médico, por exemplo, que não assume seus limites e mantém orgulhosamente uma fachada de superioridade por aparentar saber fazer certos procedimentos técnicos. Ele poderá ser duramente desmascarado quando chegar um paciente e lhe exigir a execução eficiente desse procedimento que falsamente emite saber. Essa decisão orgulhosa talvez coloque em risco a vida do paciente, leve sofrimento à sua família e decrete o fim de sua carreira. Vale a pena pagar o preço desse orgulho?
Não seria muito mais construtivo e benéfico reconhecer suas limitações, pedir sinceras desculpas por qualquer erro e se dispor a aprender – e corrigir – o que o seu orgulho anteriormente impediu de aprimorar? Além do aprendizado vindo com o aprimoramento, ganha-se a consciência tranquila por ter agido sabiamente. E isso não tem preço, pois traz liberdade perpétua. Afinal, a disposição em aprender nos liberta das amarras do orgulho. É como diz a frase popular: “Entre ser feliz e estar com a razão, prefiro ser feliz.”

Beijãozão nocês…

Yub
Artigo originalmente postado na Revista Personare:

O Louco e o movimento antimanicomial!!

Saudações SABIAMENTE LOUCAS a todos!!

 

Em 1997, há um ano cursando filosofia na PUC, fui com meu amigo Kélsen André num ciclo de palestras na Associação Médica aqui em BH. O movimento antimanicomial surgia com o lema Liberdade ainda que tan tan. Refletia o lema da bandeira de Minas Gerais: Liberdade ainda que tardia.

 

No dia 18/05, a luta antimanicomial se manifestou nas ruas de BH e em várias faculdades de uma maneira muito bela. E o Kél me enviou um e-mail. Divulgou isto:

 

O Poema é de Victor Martins dos Santos e chama Quem é louco?

 

Quem é louco?

Ele que ouve vozes

Ou você que nunca ouve ninguém?

Ele que vê coisas

Ou você que só se vê?

Ele que fala o que pensa

Ou você que fala sem pensar?

 

Quem é louco?

Ele que diz ser rei

Ou você que se acha um e não diz?

Ele que não controla seu humor

Ou você que finge ser estável?

Ele que cria neologismo

Ou você que não sai dos estereótipos?

 

Quem é louco?

Ele que tem fuga das idéias

Ou você que não abre mão das suas?

Ele que não dorme a noite

Ou você que passa a vida inteira dormindo?

Ele que tenta se matar

Ou você que se mata todos os dias?

 

Em fim quem é louco?

Ele que não se mascara

Ou você que tira a máscara e vive uma vida de fantasia?

Quem é louco?

Que tire a máscara antes de perguntar.

 

Esse poema me lembrou bem a dinâmica do Arcano O LOUCO do Tarot.

 

 

 

 

Quando esse símbolo se apresenta, podemos ouvir as vozes repressoras da sociedade:

 

– Trate de se vestir direito.

– Coloque roupas que combinem.

– Pare de andar tão desleixado e distraído.

– Concentre-se.

– Olhe para frente e preste atenção no seu caminho.

– Ande corretamente.

– Tome modo, moço!

– Seja responsável!

– Você TEM de ser assim, assim e assado.

– Faça sempre deste jeito!

– Não ouse arriscar-se; siga na linha.

 

Enfim, conselhos que a sociedade e nós tendemos a cobrar dos loucos e do nosso lado “Louco.” Ficamos incomodados com a liberdade, o desapego e o desprendimento do Louco. Sua imprevisibilidade nos assusta. Pois não há como esperar um comportamento formal, padronizado, “correto”, seguro.

 

E por essa impossibilidade de controlar o inovador, o não-convencional e “o que dá na telha”, os loucos e nossa faceta “Louca” nos assombram. Ficamos desconcertados, temerosos do que poderá acontecer, do que um louco poderá fazer. E dos efeitos dessas ações imprevisíveis, ousadas, surpreendentes.

 

Quando encontramos um mendigo, um louco na rua (uma Estamira, por exemplo), algo em nós fica nervoso, ansioso, sem saber como reagir a uma presença que não se apega a rótulos e padrões. Qualquer atitude pode surgir dali.

 

Quando conversamos com um mendigo, um louco na rua (uma Estamira, por exemplo), podemos ouvir os maiores disparates desconexos. E também frases, reflexões e olhares repletos de sabedoria. Mas precisamos estar abertos ao inesperado e às surpresas para sermos brindados pelo conteúdo inusitado que sairá deles.

 

Precisamos aceitar e dar vazão à nossa faceta O Louco para recebermos esse elixir surpreendente dos loucos, o qual poderá ampliar nossos horizontes perceptivos. São encontros marcantes…

 

Beijãozão nocês…

Yub


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Criminal Minds, Grey’s Anatomy, Smallville e The Mentalist!

No final de semana passado e neste, me deliciei com o final de temporada das séries que AMO!!

 
 

O final de Grey’s Anatomy foi SURPREENDENTE!!! Fico maravilhado com a criatividade e a inteligência de Shonda Rhimes. Ela consegue aperfeiçoar o PERFEITO!?!?! Quando crescer, quero ter idéias e escrever no mesmo nível de qualidade que Shonda… hehehe

 
 

The Mentalist, em sua primeira temporada, foi marcante. O episódio final, claro, precisava confrontar, de algum modo, o serial killer Red John e Patrick Jane. Não teria jeito é de matar Red John… porque a série terminaria… rsrs

 
 

Já Criminal Minds – minha série PREDILETA – também surpreendeu… Depois de resolvido o caso dos irmãos “O Médico e o Monstro” rsrs, Hoch se deparou com uma surpresinha nada agradável… Porém, mesmo assim, não foi possível encontrar no olhar de Hoch o medo. Impressionante… Ele consegue ser o cara que mais me convence de que não está representando. Parece ser realmente quem ele é na série. Eis um dos mais importantes atributos de um excelente ator…

 
 
 

Smallville foi uma decepção… está decaindo. Parece seguir o trajeto declinante de Heroes. Só que Heroes conseguiu essa decadência radical logo na 3ª.Temporada (não assisto mais). Já Small decaiu pra caramba na anterior (7ª.), com a morte de Lionel Luthor e a renca de super-heróis que invadiu o seriado.

Esta 8ª. Temporada foi fraquinha demais. Quando parecia que eles conseguiriam superar a saída de Lex Luthor ao criar um outro anti-herói (Davis Bloome) à altura do lado sombra (junguianamente falando) de Clark Kent (Superman), avacalharam tudo. Se fossem fiéis à mitologia da sombra, a qual não se destrói, mas se integra, teriam ido bem. Essa era a intenção de Clark (vide último episódio). Porém, não foi mantida pelos diretores e escritores da série.

Uma pena, pois recriaram bem o mito de Hades (Davis Bloome) e Perséfone (Chloe Sullivan). Esta vivia metade do ano no mundo dos Ínferos, ao lado de Hades, e a outra metade na superfície da terra, ao lado de sua mãe. Chloe fez esse sacrifício por Clark. Mas não durou muito. Arrumaram um jeito de trucidar o vilão e o colocarem de um modo infantil. Enfim, não gostei (MINHA NAMOLADA QUE ME PERDÕE – MAS ELA SABE DESSA MINHA OPINIÃO rsrs)!!! Aliás, se não fosse por ela, não assistiria mais… hehehe.

 

Bem, é isso! Agora vai demorar alguns meses para assistir as novas temporadas. Também agradei de Private Practice (claro, só podia ser da GENIAL Shonda Rhimes). O bom de não ter mais série é que terei mais tempo para ler e escrever, principalmente aqui no Blog. rsrs

 

Beijãozão nocês…

Yub

 


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Tragédia ou oportunidade? Carl Rogers e um exemplo inspirador!

Ontem à noite, eu e a Cris assistimos um filme comovente e inspirador. Chama-se Meu filho, meu mundo. Uma história verídica de uma criança autista: Raun Kaufman. Seus pais (o casal que está no vídeo acima) tiveram de se virar sozinhos para ajudar seu filho. Chegaram a procurar diversas ajudas profissionais para auxiliar Raun, o qual foi identificado com autismo severo. Doze dos treze sintomas eram manifestados por ele. E não conseguiram encontrar uma terapia realmente humana na época (por volta do início dos anos 70).

Desse modo, Barry e Samahria Kaufman decidiram ajudar Raun segundo os princípios que acreditavam (e praticavam) em suas próprias vidas. Conseguiram. E acabaram criando o método Son-Rise. Eles têm uma fundação para crianças autistas. Raun foi o primeiro autista beneficiado por tal programa.

Segundo Samahria, quando as pessoas perguntam como eles desenvolveram os princípios do programa de seu filho, ela diz que, para responder, precisa voltar à época antes de Raun nascer. Com a palavra, Samahria Kaufmam:

“Naquela época, Barry e eu estávamos em um processo de auto-descoberta. Isso envolvia descobrir e mudar as crenças que alimentavam os nossos medos, os julgamentos, as angústias. E transforma-las em algo que nos fizesse sentir bem conosco e com tudo em nossa vida. Quando Raun nasceu e foi diagnosticado com autismo, já éramos pessoas bem diferentes. Somente por causa de nossas mudanças pessoais que pudemos acolher essa criança em nossas vidas como fizemos: o percebíamos, víamos seus comportamentos e os desafios como uma oportunidade para nós. Ainda não sabíamos o porquê da oportunidade. Mas era uma oportunidade. E não uma tragédia em nossas vidas. Sentíamos que a presença dele era uma dádiva. Assim decidimos. Realmente decidimos que seríamos esperançosos sobre o futuro.”

Tenho me deliciado com a psicologia de Carl Rogers: A Psicologia Humanista. **Uma pausa para dizer que Rogers era (tinha de ser, né? rsrs) capricorniano (08/01/1902). http://www.astrotheme.com/portraits/JPE58LLQBp7F.htm ** Ele acreditava na capacidade do ser humano, no potencial do ser humano em se tornar livre para criar o seu futuro.

O que me deixou comovido no exemplo inspirador do casal Haufman foi justamente a coragem e a fé deles no potencial de Raun para se curar do autismo. “Acreditávamos que nossa atitude de aceitação seria mais atraente e convidativa para ele do que uma desaprovação.”

Raun, depois de ter demonstrado um progresso considerável, falando, aprendendo e participando da vida social, regrediu e apresentou todos os sintomas novamente. Foi um choque para seus pais e irmãs. Porém, eles aceitaram esse fato. Não a falsa (e passiva) aceitação que a gente costuma ter perante o inevitável e a realidade dos fatos. Muito pelo contrário. Eles aceitaram ativamente essa escolha de Raun. E diziam que, se ele quisesse, sairia novamente de seu mundo recluso e participaria novamente do “nosso mundo.” Continuaram acreditando no potencial de Raun para essa transição. Mas, seja qual fosse a escolha dele, seria respeitado, aceito e amado.

Quer gesto de amor mais nobre do que o de deixar/aceitar a outra pessoa ser do jeito que ela é, demonstrando nosso amor constantemente, MESMO ASSIM? Ou seja, não forçar a barra para que ela seja como NÓS queremos que ela seja? “Quando estamos com alguém que nos ama do jeito que somos, que nos aprova assim, somos diferentes com essa pessoa. Nós nos abrimos mais para ela. Nós nos sentimos mais ligados a ela. Ao contrário de como seríamos com quem nos julga ou mostra não aceitar algo em nós. Somos diferentes com essa pessoa. Com as crianças ocorre o mesmo. Elas percebem isso. Então, a aceitação era muito importante.” (Samahria)

O sonho dessa faceta de minha personalidade simbolizada por meu Urano na Casa 7 é viver essa atitude de aceitação e liberdade (Urano) em cada relacionamento meu (Casa 7) com cada amigo, parente, colega e inimigo. Graças aos Céus, eu e a Cris (uma uraniana, claro! rsrs), nesses 4 anos, tentamos construir diariamente um relacionamento assim. E isso “não tem preço.”

Esse princípio humanista é a base de nossa relação, muito antes de encontrarmos uma psicologia que a esclarece de forma magistral (como é a de Carl Rogers). Sem ela, sem a PRÁTICA dela, creio que não estaríamos mais juntos. Ou estaríamos, mas sempre nos machucando, nos frustrando e nos fazendo sofrer. Não, não estaríamos. Não suportamos fazer isso um com o outro, com os outros, e nem com nós mesmos…

Beijãozão nocês…

Yub

Casa 8: crises e transformações por meio de um relacionamento íntimo

Introdução: o fascínio desta temática

A percepção e a tentativa de compreender a dinâmica envolvida numa relação mais íntima sempre me fascinaram. Adoro enxergar a influência que tal troca íntima provoca na vida de duas pessoas que se relacionam mais profundamente. E o quanto esse intercâmbio traz à tona conteúdos emocionais, medos e potenciais até então ocultos em cada pessoa.

A Astrologia muito me ajudou – e assim continua – a alcançar certos níveis de compreensão outrora apenas vislumbrados e almejados. E tal processo é de uma beleza enriquecedora. É sobre isso que quero compartilhar agora.

Desenvolvimento: reflexões, mediunidade, experiências e descobertas

Como minha professora de Astrologia falava: “Yubertson, não existe muro entre as Casas.”

Realmente… Parece que há pontes que interligam perfeitamente cada Casa Astrológica, conduzindo a experiência simbolizada por cada uma a um ponto de gradação mais complexo e completo na Casa Astrológica seguinte. Eis a complementação intrínseca nas 12 que compõem o Círculo Zodiacal. É a completude simbolizada pelo círculo que elas formam.

E entre a Casa 7 e a Casa 8, especificamente, essa ponte existente entre ambas talvez poderia ser considerada na verdade mais como um túnel. Porque transpassa aquela sensação que temos quando nos locomovemos por um túnel: de uma certa clareza e visibilidade num contato objetivo e dinâmico com o outro (referente à Casa 7), desembocamos numa via escura que inicialmente nos assusta pelo choque da visibilidade agora drasticamente reduzida. Precisamos forçar a vista para adaptar-nos à escuridão ali reinante e buscar aquela coragem do fundo da alma, necessária para nos sentirmos seguros diante daquele ambiente até então desconhecido (referente à Casa 8).

Essa fusão de uma “via” astrológica na outra, simbolizada, no caso, por essa complementaridade entre as Casas 7 e 8, quando observada, estudada e averiguada de maneira prática em nossos relacionamentos, traz em si uma oportunidade incrível de autoconhecimento. Esta é originada mais diretamente por aquilo que cutucamos e provocamos (bem como pelo que somos cutucados e provocados) na troca com o Outro.

A Casa 7, enquanto Casa Cardinal, associada ao elemento Ar e sendo domicílio de Vênus, evidencia, basicamente, uma atitude dinâmica no nosso agir exterior, relativo a uma troca interpessoal. Representa a situação em que compartilharemos nossos valores com quem relacionamos. Nesse partilhar, teremos a chance de receber em troca um espelho, a partir do qual poderemos alcançar um nível mais claro e objetivo a respeito de nós próprios (não é à toa que ela é oposta ao Ascendente).

Daí a importância vital do Outro na nossa vida. A partir do que “ele” vai nos mostrando sobre nós mesmos, temos a oportunidade de nos conhecer melhor, principalmente no que diz respeito ao que gostamos/valorizamos de trocar numa relação, ao estilo e maneira de nos comportar num relacionamento. Este Outro é, portanto, fundamental para essa autoconscientização e maior autoconhecimento.

E depois que estamos de mãos dadas numa parceria (Casa 7), uma nova etapa se apresenta para nós (Casa 8). Após alcançarmos uma maior percepção sobre aquilo de que gostamos, valorizamos e desejamos dar e receber no intercâmbio afetivo (Casa 7), vamos agora adentrar naquele túnel do qual falamos anteriormente (Casa 8). Será que estamos, então, preparados para descobrir nessa escuridão aspectos até então desconhecidos, inconscientes e/ou bastante sutis de nossa natureza interior?

Só percorrendo esse túnel para sabermos. E, para tal percurso, precisamos de muita coragem (Plutão e Marte se encontram domiciliados nesta tal de Casa 8). Essa “dupla dinâmica” simboliza o tipo de experiência pela qual tendemos a vivenciar quando envolvidos numa troca mais íntima com o Outro. Iremos cutucar e provocar (Marte) uma natureza talvez ainda oculta/dormente/inconsciente (Casa 8) deste Outro, recebendo talvez a mesma intensidade (Plutão) como reação daquilo que geramos (Casa 8).

Essas cutucadas e provocações incomodam e ameaçam o sentido de segurança até então alcançado por cada um de nós, pois, muito provavelmente, conteúdos ainda ignorados, reprimidos, inconscientes, sutis de nossa natureza, serão acordados por esse estímulo marcial: Plutão à vista! E é daí que poderemos extrair nossas mais profundas riquezas (Plutão), atingindo um nível mais intenso de segurança (Casa 8).

Afinal, a Casa 8 não é uma área da vida onde buscamos a segurança (Casa sucedente) emocional (Casa associada ao elemento Água)?
E qual é a maneira mais comum de tentarmos atingir essa segurança emocional? Não é através do jogo de poder envolvido nas tentativas de controlar, dominar, manipular psiquicamente, sexualmente, financeiramente, emocionalmente as pessoas e os ambientes?
Então, quando estamos tentando buscar essa segurança emocional através dessas posturas existenciais, de acordo com o Signo ocupante dessa Casa em nosso Mapa, quem está reinando aqui é a nossa vontade pessoal/egoísta, certo?
Porém, a Casa 8 é um marco de transcendência, pois as 6 primeiras Casas indicaram uma jornada rumo a uma maior definição e autoaperfeiçoamento de nosso eu, que, a partir da 7, já começa a se colocar de uma maneira mais social/coletiva no processo existencial, de modo a compartilhar essa mesma personalidade já delineada, doando-se mais, não pensando mais tanto em si. E na Casa 8 esse doar aos outros se torna ainda mais intenso – daí também a associação com a transformação que essa área da vida representa.
Bom, continuemos então nessa linha de raciocínio: como alcançar essa segurança emocional? Já percebemos que manipular, controlar, dominar egoisticamente nos traz apenas uma ilusão de que controlamos e de que estamos seguros.
Com algum tipo de crise (morte, separação, vampirismo, fracasso financeiro, possessão psíquica, etc.), isso pode ofertar-nos a possibilidade da transformação, tendo a compreensão de que tudo na vida é transitório.
Assim, chegando nesse nível de compreensão a respeito da transitoriedade da ilusória segurança emocional, teremos de cavar mais fundo para encontrar a verdadeira segurança emocional. E qual é?
É a profunda paz interior! E essa paz só pode ser alcançada quando nossos obstinados desejos pessoais compulsivos, os quais nos levavam a adotar posturas não muito saudáveis (mas que eram o meio mais natural encontrado por nós objetivando a segurança emocional), são transformados através da entrega e da receptividade a essa Vontade Maior da Vida, a esse Poder Libertador existente em nossa Alma.
Aí sim, nesse nível de entrega e de receptividade (é uma Casa de Água, certo?), nossa personalidade estará em mais unicidade com o poder transpessoal, representando, segundo os posicionamentos de nossa Casa 8, a maneira como vivenciamos essa entrega e receptividade à força psíquica.

Convém lembrar aqui o quanto pessoas com uma Casa 8 “povoada” possuem uma presença eloqüentemente silenciosa, “atuando no astral” – no campo psíquico dos outros e do ambiente – com uma força toda especial. Podem, assim, incomodarem bastante… Pois trazem à tona o que está reprimido no outro.
Talvez esse incômodo ocorra em função do quanto nós resistimos naturalmente às mudanças, pois tendemos a acomodar-nos com a nossa sensação/ilusão de segurança eterna em relação ao que já nos é conhecido (independente do quanto ruim tal realidade possa ser).

Tais pessoas (com Planetas na 8) poderiam ser aquelas consideradas agentes catalisadoras de mudanças. Tudo bem que qualquer encontro mais profundo com a natureza mais íntima do Outro gera
mudanças de mão dupla, porém, aquelas que possuem algum Planeta nesta área do Mapa Natal costumam ser mais “preparadas” para exercer essa influência sobre a atmosfera psíquica do Outro, bem como a sentir mais fortemente o que esse conteúdo encontrado no Outro traz consigo.

Parece que tais pessoas são “convocadas” pelo Destino para estarem ao lado do Outro nos momentos que este “precisa” de uma bela e transformadora cutucada, aquela que, por exemplo, gera uma crise existencial significativa, a partir da qual haverá a possibilidade de enterrar certas facetas obsoletas de si próprio. E, com isso, abre-se espaço para o renascimento das mesmas sob um outro nível de consciência, propiciador do sentido mais profundo de segurança.

Também sou levado a refletir sobre aquelas histórias a respeito dos médiuns (aqueles considerados assim por terem uma sintonia e uma “atuação” mais “apurada” com o “mundo espiritual”), em que há uma captação do campo sutil de energia da pessoa que está diante de algum desses seres “antenados.” O acesso ao campo psíquico da pessoa é feito por eles e a partir do que ali percebem, revelam facetas e situações dela que, nessa revelação, traz um certo choque cheio de ebulição que pode ser aproveitado para gerar uma transformação significativa na vida dessa mesma pessoa dali em diante.

Esse revelar o oculto (o que estava inconsciente, o que se mostrava num nível bastante sutil de percepção) tende a ser uma experiência impactante para a pessoa que desconhecia tais “fatos” e, assim, pode tanto ter um efeito construtivo quanto destrutivo. Dependerá muito da maneira como esse desvelar foi feito pelo médium, da maturidade da pessoa, do momento e do nível de vulnerabilidade em que a mesma pessoa se encontrava, enfim, de inúmeros fatores (talvez tão escondidos e sutis, para não dizer desconhecidos, quanto o estilo de experiência relativo a esta Casa).

Tais histórias mediúnicas (sendo verdadeiras factualmente ou não), no mínimo, podem estar sinalizando a importância e o efeito evidenciados num contato mais íntimo entre nós e o Outro. É uma experiência forte, impactante, que chacoalha nossa segurança num nível muito privado de nossa natureza psíquica. É um terreno do existir muito complexo e delicado, que ainda demanda muita experimentação e pesquisa pessoal e profissional de nossa parte.

De todo modo, não entrando no mérito da veracidade ou não do fenômeno mediúnico nem nos perdendo nos questionamentos a ele associados, tais como se o médium estaria acessando o inconsciente coletivo, ou uma reencarnação passada da pessoa, ou um complexo psíquico (segundo a terminologia junguiana) existente na alma da pessoa ou da dele que acaba sendo projetado na pessoa, etc., creio que talvez possamos aprender muito refletindo na natureza do elemento água referente à Casa 8.

Explico-me melhor: independentemente se a pessoa é considerada médium ou não, uma pessoa com a Casa 8 marcante tem uma atuação mais efetiva sobre a intimidade do Outro. Levando em consideração que o elemento água simboliza uma sabedoria feminina (talvez semelhante ao agir pela não-ação – Wu Wei – preconizada pelos Orientais), muito provavelmente, uma maneira de atuar sobre a atmosfera psíquica do Outro poderia ser através da receptividade acolhedora ao Outro. Primeiro o médium precisa ser receptivo (elemento água) para só então “expressar” todo o poder de influência e transformação simbolizados pelos posicionamentos existentes na Casa 8.

Em outras palavras, em vez da pessoa com sua Casa 8 (principalmente com posicionamentos marcantes aí), ficar procurando deflagrar as melecas existenciais/psíquicas do Outro, tal como um estuprador psíquico, violentando o Outro com revelações impactantes a respeito de suas sombras (incluindo nestas as capacidades/forças latentes ainda não desenvolvidas), o que poderia gerar muita destruição, ela poderia, em contrapartida, usar toda a sabedoria contida na receptividade acolhedora em relação ao Outro (Água/Casa 8). Ou seja, quando o Outro quiser e/ou se sentir preparado para compreender certas facetas de si mesmo , ele “virá em direção” à pessoa com uma Casa 8 considerável.

Desse modo, os efeitos repercutidos nos recônditos mais profundos do Outro e da própria pessoa teriam a possibilidade de serem muito provavelmente bastante construtivos, uma vez que estariam em ressonância com o que esta área do Mapa Astrológico evidencia por estar ligada ao elemento água.

Mas e aquelas pessoas que não possuem Planetas em seu Mapa Natal nesta Casa?

Pelo que tenho percebido em minha experiência e estudos, a linha de raciocínio acima exposta também funciona, ou seja, a partir de uma receptividade para com a vinda do Outro, há nesse encontro a oportunidade de um contato mais construtivo, pois aquelas qualidades e comportamentos relativos ao simbolismo do Signo da Cúspide da 8 têm condições de serem expressados com maior naturalidade, digamos assim. Afinal, o estilo apropriado concernente a uma Casa de água (acolhedora, receptiva) foi correspondido.

Assim, uma pessoa, por exemplo, com Sagitário ocupando a Cúspide da 8, vai aguardar a vinda e a postura receptiva do Outro, o qual virá, muito provavelmente, com questionamentos filosóficos e existenciais (Sagitário). Estes criarão a oportunidade para tal pessoa filosofar, esclarecer, fazer pensar, refletir, mostrar e inspirar o Outro com muita sabedoria, bom-humor e simplicidade enaltecedores (Sagitário). Digamos que o estilo da catalisação de mudanças de um Sagitário na Casa 8 poderá ser a partir da força e do poder (Casa 8) de sua sabedoria profunda, a qual é usada e expressada para alargar os horizontes mentais, filosóficos, religiosos e existenciais (Sagitário) do Outro, tocando-lhe mais intimamente (Casa 8), pois veio do mais profundo da pessoa com tal Signo na 8.

Já a pessoa com Touro na Casa 8 poderia gerar transformações (Casa 8) na vida financeira (Touro) do Outro, trazendo-lhe maior estabilidade, segurança e ponto de apoio e de estrutura. Oferta ao Outro (Casa 8) também a possibilidade de aprender a lidar melhor com o seu corpo, com o mundo material, com os seus valores práticos (Touro).

Obviamente que, como essa tal de Casa 8 é uma via transformadora de mão dupla, o que expus como capacidade de provocar e gerar mudanças profundas no Outro (segundo os posicionamentos astrológicos ali presentes), também podem ser remetidas à própria pessoa justamente a partir deste contato imediato com um outro ser humano e ambiente.

E, nesse caso, por exemplo, uma pessoa que tenha o Signo de Virgem aí localizado, pode ser muito beneficiada (Casa 8) se enveredando por terapias que utilizam bastante o corpo (Virgem), tal como a cinesiologia, o shiatsu, o do-in. Esse tipo de contato com uma outra pessoa pode ser muito enriquecedor para alguém que tenha Virgem na Casa 8, tendo em vista que pode extrair dela certas riquezas anteriormente reprimidas, bloqueadas, desconhecidas, não-desenvolvidas (Casa 8) que, a partir desses toques em certos pontos específicos do corpo, há uma maior conscientização e posterior compreensão para que tais recursos sejam trazidos à tona e colocados a serviço do processo de auto-transformação dela própria (Casa 8).

Conclusão: a importância do “túnel” em nossa vida

Tentei transmitir o quanto significativa pode ser para o nosso autoconhecimento essa experiência de passarmos pelo túnel existente entre a Casa 7 e a Casa 8, neste contato imediato com o Outro.

E, talvez, para percorrermos com mais proveito esse trajeto que nos remete a muitos conteúdos possivelmente ocultos, reprimidos, profundos, sutis, inconscientes de nós mesmos e do Outro, a Astrologia possa contribuir e muito nesse sentido. Porque, ao tentarmos dissecar, aceitar e compreender as possíveis dinâmicas comportamentais relativas aos nossos simbolismos astrológicos ali presentes, podemos, assim, direcionar com uma certa consciência o contato com essa realidade de nós mesmos e do Outro, visando um enriquecimento conjunto que beneficie a todos (Casa 8).

Então, munidos de um certo conhecimento a respeito dos posicionamentos astrológicos existentes nas nossas Casas 7 e 8, nos enveredemos por esse túnel que as conecta, respirando fundo, concentrando nosso olhar como se fôssemos uma águia, encontrando em nosso eu mais profundo a coragem de atravessar essa escuridão com muita determinação e intensidade. Pois é chegada a hora de transmutarmos nossos medos e fraquezas em poder e riquezas inestimáveis, anteriormente inconscientes, evitados e/ou não trabalhados. Mas, agora, em decorrência de nossa coragem desbravadora, têm tudo para serem transformados em poderosos recursos a serem belissimamente ofertados nestes contatos imediatos com o Outro.

Beijãozão nocês…

Yub

Reine sobre mim e o egoísmo no ato de ajudar!!

No Domingo à noite, eu assisti o filme REINE SOBRE MIM. E um detalhe me chamou a atenção: o quanto a nossa vontade de ajudar uma outra pessoa pode justamente trazer-lhe mais sofrimento do que aquele que queríamos ver reduzido ou sanado. A dor que provocamos na outra pessoa será infinitamente maior do que a que já “enxergamos” nela.

Sempre me incomodou bastante intrometer no processo existencial dos outros. Deve ser meu Urano na Casa 7, o qual simboliza a disposição em deixar o outro (Casa 7) livre (Urano). Não gosto de forçar as pessoas a fazerem isto ou aquilo, “melhorarem” ou “evoluírem.” É uma pretensão absurda de minha parte querer que o outro tome determinadas decisões e “supere” certas “fraquezas” e experiências sofridas. Pra quê fazer isso? Cada um segue sua vida, caminha no ritmo que lhe aprouver.

Como não gosto de ninguém intrometendo na minha vida, dizendo que DEVO agir assim ou assado, tenho horror a fazer o mesmo com as pessoas. Quem quiser o tipo de auxílio que eu tenho condições de prestar, que venha, que peça, que declare objetiva e claramente esse desejo. Mesmo quando querem minha ajuda e pedem de modo indireto, eu reluto. Tendo, no máximo, a perguntar diretamente se ela, na verdade, quer algum tipo de ajuda de minha parte, em função do que estou percebendo no comportamento dela.

Pelo fato de conhecer – e trabalhar – com Astrologia, Numerologia e Tarot, acabo guardando os posicionamentos astrológicos e numerológicos das pessoas que se relacionam comigo, meus amigos, clientes e colegas. Sei quais os ciclos e os tipos de desafios eles provavelmente estão passando. E isso, antigamente, era um fardo para mim. Porque acabava achando que as pessoas não estavam vivendo o que “era” para elas viverem (em função da interpretação que fazia do simbolismo astrológico e numerológico delas e do que percebia no viver delas). E me desembestava a intrometer na vida delas para dizer-lhes “a verdade”. Quanta pretensão, arrogância e egoísmo de minha parte. Credo! Graças aos céus procuro não cair mais nessa bobagem.

Quando a gente quer forçar o outro a seguir por um caminho que NÓS consideramos o “certo” para ele, isso gera um desgaste de energia inútil. Porque essa nossa atitude presunçosa acaba gerando ainda mais resistência no outro, no que diz respeito a seguir o trajeto que nós imaginamos ser o melhor para ele. Ele finca os pés ainda mais fortemente na postura que vem tendo.

O Tao Te King, de Lao Tsé, foi uma bênção para mim. Ali percebi que o relaxamento, a liberdade ofertada ao outro e o desprendimento de se seguir o que se apresenta possível em cada momento de nossa vida é o melhor veículo de mudança – tanto para nós quanto para a mudança que gostaríamos de ver nas outras pessoas. Quanto mais confiamos na sabedoria da vida, de cada um está no seu caminho, seguindo-o do jeito que dá conta e, no fundo, quer, puxa, é libertador. Há um respeito pelas escolhas do outro.

Além disso, desenvolvemos a receptividade. Se o outro quiser a nossa ajuda, de algum modo ele virá. E perceberemos esse movimento.

Mas é justamente aí que se encontra o perigo de cair naquela armadilha da intromissão novamente. Sim. Porque quando o outro chega para pedir a nossa ajuda, o risco de a oferecermos de modo intrometido, arrogante e presunçoso dá o ar de sua graça. Porque poderemos impor, mesmo que sutilmente, o que consideramos correto para o outro seguir, decidir, desenvolver. E, o pior, passarmos a medir milimetricamente se o outro está avançando, seguindo a trilha que nós lhe mostramos…

Sei que muitos amigos, amigas e clientes podem me interpretar erroneamente. Muitas vezes, quando recebo um e-mail de alguma pessoa querida me pedindo ajuda, percebo que tal pessoa não quer efetivamente essa ajuda. Ela não demonstrou claramente que quer respostas bem fundamentadas astrologicamente, tarologicamente, numerologicamente para aquilo que está sendo sofrido na vida dela. E como não pediu explicitamente tal orientação, eu não a dou. No máximo, pergunto se ela realmente quer minha opinião astrológica, numerológica e tarológica a respeito de determinada situação ou sofrimento. Dependendo da resposta dela, beleza. Vou falar o que estou enxergando em seu simbolismo astrológico, numerológico e tarológico. E deixarei claro que o que ela fizer com essa orientação é da alçada dela, liberdade dela, livre-arbítrio dela, escolha e decisão dela. Eu continuarei considerando-a uma pessoa querida e aberto a auxilia-la no que me for possível, dentro de minhas limitações. Afinal, não sou vidente.

Beijo bem carinhoso nocês…
Yub

Dúvida sobre problema financeiro e Numerologia!

Na minha comunidade sobre Numerologia no Orkut, a Numerologia Psicológica, uma pessoa colocou a seguinte dúvida:

GOSTARIA QUE ALGUÉM ME CONFIRMASSE, EU TENHO DESTINO 4 E LIÇÃO DE VIDA 4, ISSO SERIA A CAUSA DOS MEUS PROBLEMAS FINANCEIROS ? SE FOR O QUE DEVO FAZER? BJS NO CORAÇÃO!!
OBS: SE AJUDAR, EU TENHO ALMA 1 E PERSONALIDADE 3.

YUB: o senso comum (e a gente, qdo inicia nossos estudos na Numerologia) acredita que só o Número 8 é auspicioso financeiramente. E essa visão é muito rasa e imperfeita.

O sucesso financeiro vem até nós quando nós praticamos os dons que temos, de acordo com os Números que ocupam as diversas posições do nosso Mapa Numerológico. E, principalmente, quando temos a coragem de fazer o que gostamos – o que é mais visivel em nossos Números de Motivação (soma das vogais) e de Impressão (soma das consoantes). Além, claro, qdo enfrentamos e superamos os medos e as resistências de desenvolver e expressar os talentos dos Números de nossos Desafios.

Por isso, é FUNDAMENTAL que tal pessoa – que tem Número de Motivação (Alma) 1 – procure liderar, dar vazão à sua originalidade, aos seus projetos inovadores, desenvolvendo sua independência e sua criatividade dinâmica e progressista (1). Isso te dá muito prazer, seja em qual profissão escolher. E te ajudará a ganhar dinheiro.

E como tem Número de Impressão (Personalidade) 3, é fundamental vc lidar com o público, se expor, se comunicar, criar e se expressar de maneira inteligente e versátil (3), pois isso também é algo que vc, secreta ou inconscientemente – tanto deseja.

Seguindo o que significa essas duas posições, tendemos a facilitar nossa vida quanto a ter dinheiro, pois estaremos dando vazão ao que tanto desejamos e sentimos prazer.

E, no que tange a essa pessoa, com duas Lições Existenciais (Número de Expressão e Destino) simbolizadas pelo 4, desenvolver a praticidade, a paciência, a capacidade organizacional e a determinação em GRADUALMENTE alcançar suas metas (4).

Falei para ela fazer o seu Mapa Numerológico com um numerólogo confiável e competente. Ele a auxiliará mais e aprofundará no que esbocei aqui.

Beijãozão nocês…
Yub

(3) Reflexões a partir de SONHOS e SIMBOLISMOS!

Saudações SIMBÓLICAS e ONÍRICAS a todos!!

Continuando a transcrição de trechos do livro da von Franz (O CAMINHO DOS
SONHOS) e a reflexão dos mesmos, aqui está o de hoje:

“Os SONHOS não nos protegem das vicissitudes, doenças e eventos dolorosos da existência. Mas eles nos fornecem uma linha mestra de como lidar com esses aspectos, como encontrar um sentido em nossa vida, como cumprir nosso próprio destino, como seguir nossa própria estrela, por assim dizer, a fim de realizar o potencial de vida que há em nós.”

Eis o que os SÍMBOLOS (sejam astrológicos, numerológicos, tarológicos, cotidianos e oníricos) nos oferecem: uma condução sábia perante os NATURAIS eventos dolorosos da existência.

Lembro-me de quando era novo. Eu gostava de rezar bastante. Achava que, ao rezar, nenhuma coisa ruim aconteceria comigo e com a minha família. E fui percebendo, à medida que crescia, que muitas pessoas buscam a espiritualidade – ou mesmo a Astrologia, a Numerologia e o Tarot – para, na verdade, se protegerem de certas situações inevitáveis da vida: doença, morte/perdas, decepções, desilusão amorosa, etc.

Os SÍMBOLOS podem até nos proteger de vários acidentes de percurso, pois conseguem nos mostrar possíveis resultados de certas decisões e eventos em nossa vida. Ao mudarmos nossa postura, segundo tais indicações SIMBÓLICAS/ONÍRICAS, evitamos tais acidentes. Mas nos imunizar contra a velhice, as perdas, a morte e as doenças inevitáveis (e que fazem parte do processo natural de viver), isso eles não conseguem.

Percebo, por exemplo, o quanto certos clientes chegam até mim com receio de algum trânsito de Saturno ou Plutão sobre algum Planeta Pessoal (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus e Marte) de seu Mapa Natal. Têm medo de que seu pai (Sol), sua mãe (Lua), seu irmão (Mercurio), a pessoa parceira (Vênus) e sua vitalidade (Marte) morram (Saturno/Plutão).

O que fatalmente ocorrerá não é possível de ser previsto de maneira exata. Um símbolo possui um leque variado de formas de manifestação prática/vivencial dentro de um específico colorido. Do mesmo modo que SONHAR com dentes caindo. Há mesmo casos de morte física de algum parente após o sonho com dentes caindo. Porém, nem sempre. Muitas vezes, como já ocorreu algumas comigo, esse SIMBOLISMO DE DENTES CAINDO costuma simplesmente denotar que chegou uma fase MUITO PROPÍCIA para a REESTRUTURAÇÃO de nossa vida.

Mudanças significativas e essenciais, as quais abalam com nossas estruturas e seguranças (dentes), estarão ativas. Porém, essa reestruturação do que nos é seguro e nos estrutura/dá estabilidade (dentes caindo) pode ser provocada EXTERIORMENTE por eventos que não têm nada a ver com a morte de algum parente.

Do mesmo modo, um trânsito de Saturno representa também uma fase de reestruturação. Se tal trânsito fizer aspecto com nossa lua, pode indicar a época propícia (trânsito) para passar por um aprendizado (trânsito) voltado para a reestruturação (Saturno) de nossa família (Lua), de nosso lar (Lua), de nossas emoções (lua) e do que nos proporciona um sentimento de segurança (Lua). É uma fase excelente para desenvolvermos (trânsito) mais maturidade (Saturno) emocional (Lua).

Agora, COMO, ou seja, por meio de QUAIS FATOS/EVENTOS EXTERIORES essa reestruturação (Saturno) emocional/familiar (Lua) se processará, só um vidente mesmo para dizer. O SÍMBOLO em si não nos permite decretar e bater o martelo veementemente para dizer que ocorrerá a morte (saturno) da mãe (lua), por meio da qual nos impeliria a assumir mais responsabilidade (Saturno) familiar (Lua) e maturidade (Saturno) emocional (Lua). Há um leque de POSSÍVEIS EVENTOS referentes a esse tipo de aprendizado… mas não há como afirmar qual realmente se manifestará em nossa vida.

Conscientizando-nos de que a fase (simbolizada pelo trânsito de Saturno, por exemplo, aspectando nossa Lua natal) veicula a oportunidade da maturidade (saturno) emocional (lua) por meio de reestruturações (Saturno) emocionais, familiares, domésticas (Lua), procuraremos estar preparados para esse peculiar aprendizado. E seja o que for que ocorrer conosco, nos focaremos na lição maior envolvida nesse evento.

Poderemos, sim, saber que muitos “sintomas” poderão ser sentidos e vividos por nós (referentes a tal simbolismo saturno-lua), tais como a sensação de aprisionamento (Saturno) familiar (Lua), repressão (Saturno) maternal (Lua), bloqueios (Saturno) emocionais (Lua), distanciamento e receio de lidar com (Saturno) nosso lado yin (Lua), nossa mãe (Lua), nossa família (Lua) e nossa carência emocional (Lua).

Abrir esse leque de possíveis sintomas, de acordo com o SIMBOLISMO (onírico, astrológico, tarológico e numerológico), nos permite a conscientização de possíveis efeitos/vivências em determinada fase. E, quem sabe, nos envolvemos – TAMBÉM CONSCIENTEMENTE – num trabalho alquímico e psicológico condizente com opções “mais positivas/construtivas” que se enquadram com o que tal SIMBOLISMO pode significar.

Eis a “linha mestra” citada na frase da von Franz que temos à nossa disposição, a partir do que os SONHOS e os SÍMBOLOS nos fornecem.

Beijãozão nocês…
Yub

Reflexões Astrológicas sobre a personalidade de Wolverine!

Ontem assisti o filme X-Men Origins: Wolverine. Fiquei ainda mais impressionado com os aspectos Casa 8 de Logan. Por quê?

Pessoas com a Casa 8 do Mapa Astrológico repleta de Planetas (como considero a de Wolverine) tendem a passar por inúmeras – e impactantes – transformações. Muitas vezes, tais transformações são originadas por perdas: morte, rompimentos de relações íntimas, fracasso financeiro, etc.

Havia atribuído a Wolverine a presença de Saturno/Marte/Urano em Touro na Casa 8. Saturno tende a simbolizar muito do ambiente de nossa família. As repressões e as cobranças familiares/sociais vêm muito do que Saturno representa no nosso Mapa Astrológico.

No filme (se você ainda não assistiu, *** NÃO LEIA o que escreverei daqui em diante ***), Jimmy (o garoto Wolverine) nasce numa fazenda. Depois de abandonar o exército, vive com sua esposa Kayla de maneira simples no alto de uma montanha. E trabalha como lenhador. Após se transformar em Wolverine, ele foge para uma fazenda e ganha o amparo de um casal de idosos fazendeiros.

Esse ambiente em que busca a segurança, a estabilidade, a tranquilidade em um ambiente cercado pela natureza (fazendas) é bem a cara do Signo de Touro. No caso de Wolverine, a suposição astrológica minha é a de que ele poderia ser uma pessoa com Saturno em Touro.

Costumo observar em pessoas com Saturno em Touro a forte ligação com a natureza. Se sentem seguros e estáveis (Saturno) em uma atmosfera natural, simples e em contato direto com a natureza/terra (Touro).

A primeira perda de Jimmy é a de seu pai (que considerava ser seu pai). Logo depois, a de seu verdadeiro pai. E recebe a primeira rejeição quando mata seu verdadeiro pai. Pois sua mãe, naquele instante, o julga uma aberração.

A outra perda de Jimmy, agora chamado de Logan (desde quando entrou para o exército com seu irmão Victor) é a de sua mulher Kayla. Victor “mata” sua esposa.

Depois disso, vem a morte do casal de velhinhos que acolheu Wolverine logo após sua transformação.

Podem ser exemplos de uma possível Casa 8 lotada no Mapa Astral de Wolverine.

Casa 8 e Touro estão bem ligados à expressão violenta da raiva. No caso do Signo de Touro, sai uma raiva muita instintiva e irrefreável quando pressionado ou afrontado na manifestação de seus desejos. No que tange à Casa 8, sai uma raiva explosiva e carregada de ódio em função de vingança mediante perdas e traições. Creio que ambos os casos se adequam à personalidade de Wolverine. E sai com a violência agressiva de Marte. Com a excentricidade/originalidade de Urano. E a estrutura de Saturno. De sua estrutura óssea (Saturno) sai garras (Marte) de modo surpreendente, inesperado e bem excêntrico (Urano) – que mais tarde serão metálicas (Urano; ou Saturno?), fruto de uma experiência científica avançada (Urano). A implantação do metal Adamantium (Urano) em sua estrutura óssea (Saturno) fez ele ficar mais pesado (Saturno).

Parece que Jimmy/Logan/Wolverine é impedido de criar intimidade e um laço de confiança com as pessoas. Algo súbito (Urano), violento (Marte) e repressor (Saturno) ocorre quando ele cria um vínculo de intimidade (Casa 8).

Lembro de uma cliente, com Urano em Escorpião na Casa 8. Ela namora há quase 10 anos. Era amante do atual namorado e, depois que este se separou da esposa, passou a ser namorada dele. Porém, não casaram até hoje, não falam em se casar e vivem bem assim. Cada um mora na sua casa. Quando um vai dormir na casa do outro, dormem em camas separadas. Nem na mesma cama conseguem dormir juntos. E quer algo mais íntimo do que o que representa uma cama de casal?

Ela e seu namorado, portanto, têm uma ligação de alma e uma química sexual e tanto (Escorpião na Casa 8). Gostam, inclusive, de experimentar coisas diferentes e inusitadas no sexo (Urano na Casa 8). Mas são incapazes de dormir na mesma cama (Urano na Casa 8). Precisam desse distanciamento (Urano) íntimo (Casa 8). Ora passam muito tempo sem fazer sexo e, em outras fases, experimentam muita coisa nova no sexo. Onde Urano se encontra no Mapa Natal há essa tendência: afastamento para haver novidades em encontros/atividades futuras (segundo as questões da Casa em que tal astro se encontra). Além de Escorpião também ter essa tendência de ir com tudo, intensamente, querendo beber até a última gota de algo. E depois que a sede está saciada, se recolhe e necessita se renovar intimamente. Para aí sim se lançar em novas descobertas, em novas pesquisas, em novos riscos em prol de algo mais profundo, mais intenso e vitalizante/transformador.

A Casa 8 também tende a mostrar o tipo de transformações pelas quais passaremos. Ou como reagiremos às crises, transformações, perdas. E ele – supostamente, claro – tem Saturno/Urano/Marte ali.

Suas transformações (Casa 8) vão leva-lo a ter novas metas (Marte), se reestruturar (Saturno) e ganhar ainda mais autonomia (Urano). E reagirá às crises, transformações e perdas (Casa 8) de modo agressivo (Marte), ambicioso (Saturno) e inusitado/inesperado/revolucionário (Urano).

Eis um pouco da personalidade de Wolverine, pelo que vi ontem no filme. Foram justificativas – com alguns exemplos – do posicionamento que inicialmente supus como destaque num possível Mapa Natal desse mutante.

Beijãozão nocês…
Yub