O Mapa Astral de Oscar Pistorius, Escorpião e o amor que mata ou morre!

Resolvi pesquisar o Mapa Astral de Oscar Pistorius, o qual está sendo acusado de matar a namorada, a modelo Reeva Steenkamp. 
E encontrei no site http://www.astrotheme.com/astrology/Oscar_Pistorius o seu círculo zodiacal. Eis:
E me lembrei do que conversei com uma amiga querida nessa 3a.feira. Ela tem Vênus em Escorpião. E o marido tem Vênus em Escorpião também, só que em conjunção com Saturno. Ela me falava sobre o nível de ciúmes e obsessão dele. Estão em crise e ela teme que ele seja violento com ela. 
Escorpião é um dos signos mais possessivos, ciumentos e obsessivos que tem. E veja o Stellium de Pistorius em Scórpio: Vênus-Plutão, Mercúrio e Sol. 
No Mapa de homem heterossexual, nós enxergamos como ele encara as mulheres e o amor através da Lua e de Vênus (e da Casa 7 e 8, claro!). A Lua de Pistorius está em Leão: ele se relacionava com uma beldade (Leão), a modelo Reeva Steenkamp. Homens com Lua ou Vênus em Leão AMAM se relacionar (Vênus) com uma celebridade, uma artista, uma mulher chamativa, carismática e com uma aparência de rainha (Leão). 
O detalhe é que ele tende a ser bem ciumento e possessivo. Vênus em Escorpião. E para reforçar, Vênus em conjunção com Plutão. Putz… altamente possessivo… Leão na Casa 7 – a pessoa parceira (Casa 7) precisa ser uma rainha (Leão). E isso reforça a Lua em Leão de Oscar. 
Muitas pessoas com Vênus em Escorpião ou em Aspecto com Plutão DETESTAM o término de uma relação. Porque, para eles, é uma morte (Escorpião/Plutão). Muitas vezes, se não podem ficar com a pessoa parceira, morrem (o escorpião que se pica para não ser morto por um outro bicho/homem) ou matam (o escorpião possessivo que não aceita o término, a traição, a perda, o distanciamento). E tudo isso estava intensificado no mapa de Oscar, porque ele tem Vênus em Escorpião e em conjunção com Plutão. 
Essa minha amiga está numa magreza impressionante… E é notório o quanto as pessoas com algum Planeta em Escorpião associado ao amor (Marte em Escorpião para o caso de mulheres, Lua e Vênus em Escorpião para ambos os sexos, Escorpião na Casa 7) definham diante das crises conjugais, ficando quase puro osso. Porque elas estão sem vida… E Escorpião quer mais que tudo a vida através do amor. É algo vital para eles. 
A questão é o tanto de signo fixo que predomina no Mapa de Oscar Pistorius: Ascendente e Marte em Aquário. Lua em Leão. Sol, Mercúrio, Vênus e Plutão em Escorpião. Quando pessoas com signos fixos ficam com raiva, elas viram o incrível hulk. Falei sobre isso aqui no blog. http://yub-interpretacoesastrologicas.blogspot.com.br/2012/05/touro-leao-escorpiao-e-aquario-e-o.html
Ou seja, quando explodem, explodem de modo impactante, como uma bomba atômica, como o incrível Hulk. Ainda mais quando Marte – o planeta da guerra – já está indicando uma tendência agressiva por estar num aspecto conflitante (quadratura) com o Sol. Tais configurações marciais são excelentes para atletas, para competidores. É o caso de Pistorius. Ele é um atleta paralímpico. E com toda essa força e determinação, explica-se porque o cara conseguiu vencer a limitação de ser biamputado e se tornar um mega campeão. Muito signo fixo lhe dá essa perseverança toda. É um guerreiro, sem sombra de dúvidas!
O que está envolto em dúvidas é se ele matou premeditadamente a namorada ou não. O caso está em julgamento. Acompanhe aqui: Caso Pistorius
OBS.: Vejam que o Trânsito de Saturno por Escorpião está justamente ativando a conjunção Vênus-Plutão de Oscar – e a quadratura com a Lua em Leão. Além de estar ali, no Meio do Céu – o ponto mais visível e, portanto, o que todo mundo nota em nossa personalidade. E todo mundo está notando (Meio do Céu) o processo de Oscar Pistorius na situação em que a sua namorada (Vênus) foi morta (Plutão-Saturno).
Beijãozão nocês…
Yub

(3) Amor? Vênus e as formas destrutivas de amar

Chegou a hora de adentrarmos diretamente em cada Aspecto Astrológico envolvendo Vênus que podem indicar o potencial de violência – seja física, psicológica, emocional, etc. Porque a gente acredita que relacionamento violento é aquele em que há agressão física. Nem sempre… existe muita violência sutil, talvez mais impactante que a física. E muitas vezes colorido de uma forma altamente “nobre” na aparência do ato violento. Com calma, vamos ver cada tipo. 
No caso de hoje, o qual Vênus aspecta Marte no Mapa Natal, temos a probabilidade mais escanrada de violência física. Marte é considerado o “senhor da guerra.” Também é vinculado à agressividade.
Conhecia um casal. Mas só havia feito o mapa dele. Tinha uma convivência regular com ele, pois fazia parte de meu ciclo de amizades. Ele tem Vênus em Escorpião em oposição a Marte em Touro. Ele e ela formavam aquele casal que quebrava o pau constantemente – e faziam “as pazes” (Vênus) na cama.  
Na verdade, eles viviam se agredindo, principalmente verbalmente. Embora, algumas vezes, fisicamente. Mas se davam super bem no sexo. Foi um relacionamento de anos. Todo mundo ficava intrigado com o fato deles se odiarem e se machucaremm tanto, e ainda permanecerem juntos. O sexo os mantinha. Era um sexo quente, tórrido e intenso. Mantiveram a relação nesse nível durante o tempo que ficaram juntos. Brigas (Marte) constantes na interação afetiva (Vênus); sexo quente (Marte) e bastante prazeroso (Vênus).
Certo dia, o ataque de ciúmes dela foi tanto que ela abriu a porta do carro em movimento e se lançou para o asfalto. Ele a segurou no instante exato, impedindo-a de se esborrachar no chão. Parou o carro porque não conseguia dirigir nem segurá-la ao mesmo tempo.
Ela, então, saiu do veículo quando este parou e deitou na frente do carro. E gritava para ele passar por cima dela quando o ligasse. Foi uma cena dantesca. Um barraco e tanto.
Vênus-Marte costuma vincular amor (Vênus) a violência física (Marte). Quanto mais for alvo da raiva (Marte) e das agressões (Marte) do outro com quem convive (Vênus), mais prazer (Vênus) tem. 
Vejo algumas mulheres com esse posicionamento considerando a agressividade do homem (Marte) sobre elas como prova de amor (Vênus). Algumas clientes que já atendi me relataram corajosamente que chegam ao ponto de provocar tanto o seu homem para que eles reajam de forma agressiva, violenta, impulsiva e raivosa. Conseguem, assim, a expressão do amor deles. Para elas, isso é evidência de que a amam.
Esse, portanto, é o aspecto astrológico envolvendo Vênus que mais visivelmente é taxado de violento. Falaremos nos próximos posts sobre aquelas formas menos evidentes de violência na esfera amorosa.
Beijãozão nocês…
Yub  

(2)AMOR? VÊNUS e as formas destrutivas de Amar

Quando, na primeira parte desta série de tópicos sobre Vênus e as formas destrutivas de Amar, eu dei o exemplo de minha Vênus em Sagitário na Casa 9 em oposição a Saturno em Gêmeos na Casa 3, eu mencionei que explicaria melhor a questão das profecias que se autorrealizam.
Eu vejo cada posicionamento astrológico como um símbolo que retrata um potencial. É uma profecia: há a forte possibilidade daquilo acontecer. Muitas vezes, são potenciais que já começam a se manifestar na vida de nossos pais. 
Por exemplo: Vênus é símbolo do feminino. E, portanto, associado à mãe. Também ao modo como ela e o nosso pai se relacionavam. Como era a relação entre o pai e a mãe na época de nosso nascimento? Vênus mostra isso. (Na verdade, todo o nosso Mapa, cada posicionamento astrológico, mostra a dinâmica que existia na vida de nosso pai, de nossa mãe e da relação entre eles).
Essa experiência afetiva (Vênus) de nossos pais já será uma forma que nos influenciará na nossa maneira de amar (Vênus) futuramente. É como se o potencial de nossa forma de amar (Vênus) ganhasse corpo e detalhes que aumentarão as probabilidades de atrairmos determinado perfil de pessoa parceira no futuro. Além de específicas situações em nossas relações amorosas. 
Compartilhando meu próprio exemplo, falei das experiências de dor e sofrimento (Saturno) envolvendo viagens (Sagitário/Casa 9) que trouxeram obstáculos (Saturno) e cortaram (Saturno) um sentimento de afeto e um namoro (Vênus). 
Quando nasci e nos meus primeiros anos de vida, minha mãe teve de ficar bastante tempo regularmente sozinha por conta das várias viagens que meu pai fazia a trabalho. Foi bem sofrido pra ela, pois – além de cuidar de minhas duas irmãs, trabalhava e iniciara seu curso superior (Casa 9) – eu tive vários problemas de saúde desde os meus cinco meses de vida até cinco anos de idade. 
O que quero dizer com isso? Que a gente tende a repetir padrões familiares (herdados principalmente de nossos pais e avós) em nossos relacionamentos afetivos. No filme AMOR?, há várias histórias que retratam o histórico de violência entre os pais (ou entre o pai e os filhos). E a repetição, na vida amorosa dos filhos (protagonistas do filme) desses padrões. 
Porém, há histórias no filme – e também próximas a nós, ou até as nossas próprias vivências amorosas – que passam bem longe dessa repetição de padrões familiares no amor. Como explicar isso? 
Sinceramente, não sei. É mais uma questão de crença. Como acredito em outras vidas (reencarnação), eu vejo muito a ocorrência da repetição kármica de uma determinada experiência amorosa, a qual foi intensa no passado e também retorna com tudo no presente. 
Já até escrevi sobre essa questão há alguns anos atrás, na lista voadores. Aqui está:
Saudações REENCARNACIONISTAS a todos os Voadores!!

Dificilmente eu sinto que estou começando uma relação/amizade nova, com uma pessoa que nunca vi em tempos pretéritos. Fico até brincando comigo mesmo, silenciosamente, falando: “Puxa, quando é que vou conhecer alguém realmente novo, tendo uma amizade realmente nova?!?” rsrs

As amizades que tenho construído nesta atual encarnação, na verdade, estão sendo é continuadas…

Em questão de relacionamento amoroso, então, vixe! Nem se fala…

Porém, eu percebo um incômodo interno, uma sensação diferente em mim quando eu e a pessoa nos enveredamos para a REPETIÇÃO. Sinto isso. E essa sensação foi ficando mais clara a cada ano.

Não sei se concordam comigo mas, pra mim, NA GRANDE MAIORIA DAS VEZES, quando conhecemos alguém e há aquela possibilidade de um romance, de um caso, de um namoro, enfim, de um envolvimento um pouco mais “sério” do que o casual, acho FUNDAMENTAL observarmos os detalhes deste encontro, o teor das conversas, a abordagem e reação de um para com o outro, a fase em que estamos vivendo.

Por que observar tudo isso??

Porque todos esses detalhes podem nos revelar o ponto, a fase e a dinâmica interpessoal onde paramos na última existência em que nos relacionamos, em que houve um envolvimento maior do que o casual entre nós.

É impressionante… Se observamos os primeiros dias, e, principalmente, o primeiro encontro: as conversas, os olhares, as reações, os sentimentos, as aversões, os pensamentos, as idéias fixas que nos martelam naqueles instantes do encontro (reencontro) que parecem não nos deixar, não nos largar, enfim, tudo isso, MOSTRA pra gente MUITA coisa em nosso vínculo com tal pessoa e, PRINCIPALMENTE, o ponto onde chegamos numa existência pretérita.

É a partir daí que tudo pode tomar um novo rumo, um novo seguimento. OU a MESMÍSSIMA HISTÓRIA de outrora CONTINUAR SE REPETINDO…

São nesses instantes e primeiros encontros que a ENCRUZILHADA se escancara.

O bonito é identificar essa ENCRUZILHADA e podermos fazer uma outra escolha, atingirmos níveis em nossa troca com a outra pessoa que não atingimos no passado. É o momento decisivo de reescrevermos novas linhas, novos parágrafos, novos capítulos no que vem se repetindo a eras… E é tão difícil fazer essas novas escolhas… Dar esse novo seguimento à história que tivemos e vivemos agarrados, presos, enfim, repetindo pra caramba com a outra pessoa…

Se nós conseguíssemos ter maior clareza dessa ENCRUZILHADA, do que vivemos antes e do que podemos viver de hoje em diante, não ficaríamos repetindo tanto uma mesma ladainha, um mesmo nível de sentimento, um mesmo grau de troca com a outra pessoa e, obviamente, não teimaríamos em repetir tanto certos apegos, sofrimentos, alegrias que já não estão mais disponíveis, já não fazem mais sentido de se repetirem…

Mas é MUITO difícil tomar esse novo rumo, dar esse novo seguimento ao vínculo, à relação, à troca e ao compartilhar com outra pessoa. Vencer o peso do ímã do passado, do modo como nos relacionamos no passado é algo MUITO difícil… Parece que a agulha da bússola desse vínculo fica teimosamente pendendo para aquele nível de troca, para aquela direção já mofada de tanto ser repetida durante taaaaanto tempo…

Experimentem essa observação e essa ampla percepção aos momentos iniciais do (re) encontro e fiquem antenados para o surgimento da ENCRUZILHADA. É aí q está o nosso poder de escolha, de tomar uma nova decisão.

Mas é JUSTAMENTE nesse momento que toda a força de nossos hábitos, apegos, laços, sentimentos, emoções e vícios de outrora estão mais fortemente presentes, como a nos empurrar a repetir, repetir, repetir, repetir, repetir um mesmo estilo de vínculo, uma mesma forma de relação, um mesmo nível de intercâmbio, de laço.

É justamente nessa ENCRUZILHADA que todo o passado se faz presente, implorando por nossa atenção: por nossa repetição. É também neste momento que um novo futuro se apresenta, largo, expansivo, com novas possibilidades de troca, de vínculo, de forma, de maneira de vivermos com tal pessoa.

Se não quisermos prestar atenção, sermos receptivos a todos esses detalhes dos primeiros encontros, vale a pena focar em APENAS UM DETALHE. Porém, a nossa sinceridade perante esse ÚNICO detalhe É TUDO! Se formos sinceros a este ÚNICO DETALHE a observarmos, poderemos compreender MUUUUITA coisa do vínculo que tínhamos e estamos inclinados a voltar a ter com a outra pessoa.

Que detalhe é este??

O NOSSO PRIMEIRO IMPULSO.

Nosso primeiro IMPULSO é o de trepar com tal pessoa?? Ou é de corrermos léguas dela?? Ou é de darmos colo para tal pessoa?? Ou é de extrema fraternidade?? Ou é de violência: queremos matá-la? Queremos dominá-la?? Queremos controlá-la?? Queremos destruí-la?? Ou queremos nos defender de tudo quanto é maneira desta pessoa, por mais louco que isso seja, já que ela não demonstrou aparentemente nenhum motivo para assim querermos urgentemente nos defender dela??

O PRIMEIRO IMPULSO é revelador.

Vocês se lembram do primeiro encontro que tiveram com esta pessoa que vocês estão pensando nela agora??? Lembram do primeiro impulso diante dela??

Se formos sinceros o suficiente para admitir o que estamos percebendo nesses nossos primeiros impulsos, puxa-vida, podemos ter uma ENORME chance de não cairmos nas mesmas armadilhas, vícios, comportamentos em nosso vínculo com a outra pessoa.

Bom, quis aproveitar uma conversa com um grande amigo meu para compartilhar com vocês essas percepções que venho tendo sobre os vínculos que temos com outras pessoas e a nossa maneira de perpetuar um laço e o nível de relação que constantemente tivemos (principalmente o da última vez que nos encontramos em uma encarnação passada).
Pode parecer loucura tudo isso que escrevi. Porém, se experimentarem, se observarem, se forem receptivos(as) a essas experiências práticas diante das outras pessoas, principalmente dos primeiros encontros entre vocês e elas, talvez vocês possam ter respostas reveladoras sobre o laço que as unem no presente… Pelo menos tem sido assim comigo. 😀
Beijos esquisotéricos em todos…
Yub

Independente da origem familiar ou kármica (de outras vidas) de nossa maneira de amar, eu irei abordar – a partir do próximo post – o primeiro aspecto de Vênus no Mapa Natal:
VÊNUS EM ASPECTO COM MARTE (ou Marte na Casa 7; Áries na Casa 7: regente da Casa 7 em aspecto com Marte e também, para mulheres heterossexuais, Sol em Aspecto com Marte ou Marte angular/próximo ao Ascendente, ou Descendente, ou Meio do Ceu ou Fundo do Céu).
Beijãozão nocês…
Yub

AMOR? – Vênus e as formas destrutivas de AMAR.

Há alguns meses, eu tive a ideia – e a vontade – de escrever um post sobre o AMOR. Porém, eu queria tratar esse tema de uma forma diferente. Claro, levando em consideração a ferramenta da Astrologia. 
Em conversas com a Cris, o insight inicial começou a tomar forma. Porque a Cris trabalha num abrigo para mulheres que sofreram violência por parte do companheiro. E as prosas entre nós focava a busca de um olhar mais amplo, sábio, compreensivo sobre essa forma de amar. Amar? Violência é uma demonstração de amor? 
Anos atrás, eu enchia a boca para dizer que AMOR não é violento. Quando um casal colore a relação com gestos de violência – seja psíquica ou física -, eu considerava que isso poderia ser tudo (doença, perturbação, problema), menos amor. 
Mas meu olhar mudou. A compreensão gera um efeito interessante em nós e na nossa forma de ver – e viver – a vida. Considero sim a violência como uma forma de demonstrar AMOR. Porém, isso não quer dizer que APROVO essa maneira de expressar afeto. Embora considere que, muitas vezes, diante de um histórico de vida (educação, principalmente por parte dos pais) e de uma tendência potencial da personalidade (vista no Mapa Astrológico), o amor está vinculado à violência. 
E essa inclinação comportamental a viver um AMOR BANDIDO independe de classe social. Porque tenho clientes e pessoas próximas a mim que compartilham comigo episódios de violência em sua vida afetiva. Ao mesmo tempo que temos histórias vivas, reais, que a Cris tem a oportunidade de se envolver no trabalho com as mulheres do abrigo. Enfim, formas destrutivas de AMAR estão presentes na vida de todos, independente de classe social, escolaridade, opção sexual, cor, raça, credo. 
Pelo fato de ter assistido o filme AMOR?, do diretor João Jardim, no sábado passado, dentro do projeto Ler-Imagem que alguns professores da Faculdade Newton Paiva bancam, apresentam e comentam, o estopim para publicar uma série de posts sobre este tema acendeu pra valer em mim. E hoje lhes apresento a primeira parte. 
Quero falar sobre as diversas FORMAS destrutivas de AMAR, a partir do posicionamento do planeta VÊNUS no Mapa Natal (mas servirá também para a Casa 7; bem como para o Sol e Marte no mapa de mulheres). No fundo, por mais que servirá para ambos os sexos, essas interpretações sobre Vênus e as formas negativas de expressar amor terão como público alvo as mulheres. 
Deixe-me, neste post, contextualizar o fundamento sobre o qual se assentará o tipo de reflexão e informação que transmitirei nos proximos posts. 
Meu interesse nesse assunto ganhou uma inicial forma quando fui ler um texto. Esse texto foi apresentado por um dos professores da Cris, a qual faz faculdade de Psicologia. Faz parte de uma das disciplinas que ela estuda no atual período em que se encontra. E se chama: ENTRE AMOR E VIOLÊNCIA – do livro Sexo, Amor e Violência, de Cloé Madanes. 
Selecionei este trecho:
“Todos os problemas trazidos na terapia podem ser pensados como originários do dilema entre amor e violência. A principal questão do ser humano é amas, proteger e ajudar o outro, ou intrometer, dominar e controlar, provocando dano e violência (…)
            “Violência pode também ter a função de obter amor. Uma criança pode bater no seu irmão para ser punido pelo seu pai, que, de outra forma, estaria indiferente a ele. A punição torna-se um ato de amor no qual ele expressa preocupação mais do que indiferença. 
             “(…) Poder é usado como vantagem pessoal. Pessoas são, principalmente, motivadas pelo desejo egoísta de se satisfazerem, e as relações são, na maioria das vezes, baseadas no interesse. Cada meta do indivíduo parece ser para dominar e para seu próprio benefício. 
             “(…) Uma criança pode buscar castigo como um meio de obter atenção. Uma esposa pode desenvolver um sintoma de incapacidade na esperança de despertar a preocupação do parceiro. Rivalidade, discriminação, antagonismo e desavenças são frequentemente baseados no desejo de ser especialmente favorecido. O desejo de ser amado e apreciado pode externar as melhores qualidades da pessoa, mas, também, resultar em irracionalidade, prejuízo e egoísmo.”
VÊNUS – no Mapa Natal – representa o desejo de cada pessoa ser amada e apreciada. E a forma que cada uma pode buscar esse amor e essa apreciação (Vênus) dependerá dos Aspectos que esse Planeta faz no Mapa Astral. E, claro, o lado negativo desse desejo, por mais que seja colorido pela expressão/característica dos Aspectos de Vênus, a causa é uma incógnita. Histórico de vida, nível cultural, vidas passadas (para quem acredita, como eu), etc.
Porém, o interessante é verificar a interação familiar, como os pais e avós se relacionaram, e as primeiras experiências amorosas que cada pessoa teve. Porque, por exemplo, uma pessoa com Vênus em Aspecto com Plutão (ou Plutão e/ou Escorpião na Casa 7), que viu seu namorado (Vênus) morrer (Plutão), pode ter muito medo de passar por essa experiência novamente em uma futura relação. 
E, portanto, a causa dessa pessoa não romper um relacionamento afetivo que já está morto há muito tempo, mas que ela não admite, pode ser para evitar a dor da perda que sofreu com outra pessoa no passado. Esse tipo de postura é muito comum em quem tem Vênus em Escorpião, Vênus em Aspecto com Plutão ou Escorpião e/ou Plutão na Casa 7. Ou seja, para não sofrer novamente com mais uma perda (Plutão) afetiva (Vênus), tal pessoa se submete a situações bizarras de abuso, dominação, controle e até mesmo violência (Plutão) por parte da pessoa parceira (Vênus).
Outro trechinho:
“O desejo de amar e proteger pode revelar nossas mais altas qualidades de compaixão, devoção, generosidade e bondade. Traz também à tona intrusão, possessão, dominação e violência. Intrusão e violência são, frequentemente, justificadas em nome do amor.”
VÊNUS também mostra nossa forma de amar e proteger, não apenas como desejamos ser amados e apreciados. Podemos, então – mesmo que inconscientemente -, gostarmos de receber a expressão do amor de forma violenta. E o tipo de violência que consideramos uma maneira de sermos amados dependerá do Planeta que aspecta Vênus em nosso Mapa Natal. 
Um exemplo do quanto uma experiência na infância ou mesmo adolescência pode nos marcar durante muito tempo. E termos medo de repetir essa situação afetivamente dolorosa no futuro. 
Tenho Vênus em Sagitário na Casa 9 em oposição com Saturno em Gêmeos na Casa 3. Quando eu tinha uns 9 anos, viajei para Santa Catarina com meus pais. Na verdade, vivíamos viajando por esse Brasilzão.Ficamos num hotel. E ali, me chamou atenção uma garotinha. Eu criança me senti atraído por essa menina. Porém, antes mesmo de ter a oportunidade de me aproximar dela, em determinado dia, eu cheguei na janela do hotel. E coincidentemente eu vi essa menininha com seus pais e irmãos entrando no carro repleto de bagagens. Ela estava indo embora. 
Aquela cena foi um baque pra mim. Marcante, dolorosa, sofrida. E me senti abandonado, rejeitado e desamparado (Saturno) em meu amor por ela (Vênus), por conta de que ela estava viajando (Sagitário/Casa 9) para longe de mim e nunca mais a veria. 
Essa situação se repetiu em um romance com uma garota que realmente estava gostando (Vênus), por volta dos 19 anos, lá em Sete Lagoas (para onde ia todo final de semana). O vínculo afetivo (Vênus) foi cortado (Saturno) por conta da mudança/viagem (Sagitário) da garota (Vênus), que se mudou de lá e foi morar em Brasília. 
Por que estou compartilhando isso? 
Porque tenho uma tendência a considerar que os potenciais e os tipos de amor caracterizados (Vênus) em nosso Mapa Natal parecem ser uma espécie de profecias que se autorrealizam. Falarei melhor sobre essa questão no próximo post…
Obs.: Estou desenvolvendo um novo produto de Numerologia para o Personare. Está na fase final. E meu tempo disponível para os blogs está curto. De todo modo, me disciplinarei aqui para continuar diariamente esse tema…
Beijãozão nocês…
Yub