O Louco trazendo caos para a minha noite…

Louco

Ontem, 2a.feira, dia 06/01/14, saí com o par LOUCO / REI DE OUROS como Arcanos do Dia.

O Louco tende a simbolizar o caos, a confusão.

Também representa surpresas. O inesperado bate à sua porta.

Pela manhã, adiantei bastante o meu trabalho. Realizei várias tarefas do dia.

À tarde, fiquei com minha filhota.

À noite, ao começar minha caminhada e posterior corridinha na esteira, BOOM!!!

A energia do bairro foi embora! Algum transformador num post próximo à rua onde moro estourou.

Eu tinha feito apenas dez minutos de caminhada!!

Será que o fato de eu ter o Rei de Ouros como Arcano Menor mostrou que assuntos do corpo (naipe de ouros) teriam uma ênfase na surpresa (Louco), tal como esta da energia elétrica me impedindo de fazer meus exercícios físicos diários?

A questão é que atrapalhou também meu profissional (também associado ao naipe de Ouros). Porque eu tinha ainda três  interpretações de sonhos a fazer para minhas clientes. E adiantar as PREVISÕES DE NUMEROLOGIA para 2014 de uma outra cliente.

Louco danadinho… rsrs

Ainda bem que estava com um Arcano de Ouros. Esse naipe encara a realidade como tem de ser, sem dramas. Não ficamos esperneando, reclamando, etc. Ainda mais um Rei de Ouros. Ele encara com ainda mais lucidez e maturidade as surpresas e inesperados do Louco.

Aproveitei para meditar. E depois lanchei junto com a Cris à luz de velas. rsrs E proseamos legal sobre sonhos e alguns detalhes dos desafios e processos de cada um de nós.

Por volta das 21:20h, a energia voltou. E eu trabalhei até meia noite para finalizar as tarefas programadas para essa segunda-feira.

Beijãozão nocês…

Yub

 

Libertando-se de hábitos nocivos, padrões familiares e comodismos: o cachorro Louco!

Hoje de manhã tinha tirado o par de Arcanos do Dia. Saiu O Louco e o 2 de Copas. Sempre deixo o par numa prateleira de umas das minhas estantes de livro que ficam no escritório onde trabalho e digito estas palavras. Como tais prateleiras ficam ao lado de duas escrivaninhas, fui pegar meus documentos na gaveta de uma delas. Sophia estava no meu colo. Sairíamos para ela vacinar e depois ir no Banco do Brasil (em greve) ver se resolveríamos uma pendência na conta da Cris. 
Sophia viu as cartas e, claro, as pegou. Ficou segurando, olhando atentamente para a dO Louco. Apontou o dedinho para o cachorrinho. Ai eu disse:
– Isso! O cachorrinho, filhota! Esse cachorrinho arranha o pé do moço (e arranhei o dela, mostrando). Sabe por que ele faz isso?
Ela me olhou. Eu respondi:
– Porque o cachorrinho não quer que o moço se jogue no abismo. Está chamando a atenção dele para não fazer isso, filha. 
Aí eu me lembrei da terapia junguiana. Quando surge um cão ou outro animal doméstico em nossos sonhos, principalmente os cachorros, isso indica que padrões instintivos (hábitos herdados de nossos pais/avós) estão atuando e influenciando nosso ego. Escolhas baseadas nestes padrões estão no comando. É necessário muita consciência para não reproduzirmos hábitos negativos…
Então, me veio à mente a conversa que tive ontem à noite com a Cris sobre alguns de nossos padrões comportamentais negativos herdados de nossas famílias. E na hora linkei com o Louco, o cachorro e o simbolismo desse animal. 
Daí um milhão de fichas a respeito da simbologia dO Louco caíram antes de sair de casa. 
Ele representa o potencial de fazer diferente, de inovar, de iniciar uma nova jornada – com ousadia – mesmo sem saber para onde essa nova trilha nos levará. 
Encaixou como uma luva na questão do cachorro simbolizar os hábitos instintivos que nos impedem de fazer escolhas diferentes, principalmente daquelas que nossos pais e familiares fizeram. 
Ou seja, sempre quando estamos para tomar uma decisão diferente daquela que nossos padrões familiares nos “obrigam”, esses hábitos arraigados (cachorro) nos chamam a atenção. As vozes internas de nossos pais e avós não aceitam que façamos diferente. Elas nos obrigam a seguir pelo mesmo e tradicional caminho que eles foram. 
“Não faça isso, meu filho, minha filha. É um caminho perigoso. Mantenha-se no que é seguro e já nos acostumamos” – o cachorro do Louco nos diz. 
“Olha esse precipício que está à sua frente… o próximo passo será perigoso… é um caminho sem volta… você vai sofrer, você vai se estrepar, você vai se perder, meu filho, minha filha…” – insiste o cachorro do Louco. 
É aí que esse Arcano entra em ação. Arriscar, ousar e tomar um caminho diferente do que fomos criados, dos medos e padrões comportamentais dos pais e avós não é fácil. É preciso coragem. É preciso ousadia. É preciso arriscar sair do tradicional, do convencional, do seguro. 
Cabe a nós decidir se ouviremos o cachorrinho e travaremos o nosso processo original e progressista… ou nem dar bola para ele (o Louco está com um olhar para um horizonte longínquo que apenas os olhos da alma enxergam… é para lá que devemos ir). É arriscado, sim. É incerto, sim. É perigoso, sim. Mas é tremendamente excitante, empolgante. É o espírito de aventura em ação. 
Obs.: até no trânsito eu resolvi hoje fazer caminhos diferentes ao dirigir pelas ruas de BH indo levar Sophia vacinar e a uma agência do Banco do Brasil. O inusitado (Louco) é que mesmo em greve, fomos atendidos. Enquanto a Cris resolvia, eu e Sophia brincávamos e corria por uma agência livre de pessoas e funcionários… puro Louco! rsrs
Beijãozão nocês…
Yub

O Louco e o Iron Maiden: a ousadia de arriscar de Bruce Dickinson

O Louco do Tarot simboliza a ousadia de ir por uma direção na qual não se tem clareza sobre o que acontecerá. 
O que o futuro lhe reserva? Não se sabe, mas vai assim mesmo. Isso é arriscar! Isso é ousar!!
O interessante neste depoimento de Bruce Dickinson é que ele até cita um detalhe presente na Carta O Louco: 
Tudo o que eu tinha, carregava comigo em uma pequena mala e eu realmente não tinha para onde ir.”
Era a trouxinha que o protagonista desse Arcano carrega! E ele não tem para onde ir. Ele simplesmente segue seus instintos e vai. Não pensa. Vai. A vida é uma aventura. 
E olha o que o vocalista do Iron Maiden disse:
Em recente entrevista ao site sueco Talarforum, o vocalista do Iron Maiden falou sobre sua carreira como empresário e entre outros assuntos falou também sobre como gastou suas últimas dez libras para ir a um show de rock, que eventualmente o levou ao posto de vocalista do Iron Maiden.

“Eu havia saído de casa e tinha apenas dez libras no bolso, era todo o dinheiro que eu tinha. Era uma noite de verão e enquanto eu caminhava pela rua me perguntava em que banco eu iria dormir. Tudo o que eu tinha, carregava comigo em uma pequena mala e eu realmente não tinha para onde ir. Enquanto eu olhava procurando um banco adequado, comecei a pensar sobre o que eu faria com meus últimos trocados. Como faço para ‘investir’ minhas dez libras? Pensei: acho que vou pegar o metrô, comprar comida… ou talvez eu deveria poupar o dinheiro? Depois de pensar em alternativas por um bom tempo, eu percebi que estava na frente de um Clube de Rock, que inclusive ainda existe, chamado Dingwalls. Sabia que algumas bandas tocariam lá e pensei que se eu ainda ia dormir num banco do parque, eu poderia ao menos entrar e tomar umas cervejas. Então, eu paguei minhas últimas 10 libras na entrada para o show e encontrei lá um http://www.ironmaiden666.com.br/2013/04/as-10-libras-que-mudaram-vida-de-bruce.html

Beijãozão nocês…
Yub

O Louco: sem noção do perigo. Inocência ou Ousadia?

Está vendo o moço aí da figura? Reparou que ele se encontra na pontinha de um precipício? E nem olha pra baixo? Será confiança demais que não cairá? Ou não tem a mínima noção do perigo de flertar com a queda?

Nestes dias, dois eventos me fizeram lembrar do Louco. Um deles foi esta imagem que vi no facebook e compartilhei na minha página:

O cara está também no precipício! Na beiradinha da queda… Ele tem noção do perigo? Ou confia demais em sua capacidade de que não cairá, o que o faz pagar o preço do risco?

O outro evento foi ver minha filha na beirada da cama… Para o tamanho e idade dela, ainda mais numa cama alta, ele estava ali, representando O Louco na beira do abismo. No caso dela, não tem noção nenhuma do perigo.

Não é à toa que muitos livros de tarot associam O Louco à criança – ou ao adolescente que se acha e corre riscos (como nos pegas de carro), considerando que nada lhe ocorrerá (nenhum acidente).

Quando, então, saber se O Louco – no nosso jogo de Tarot – está simbolizando o risco da inocência ou a ousadia daqueles que flertam com o perigo da queda?

Creio que o melhor que podemos fazer, enquanto Tarólogos, é trazer à consciência do consulente que a vida está pedindo sim um gesto de ousadia. E a própria existência poderá apresentar situações surpreendentes, inusitadas, com uma carga de risco.

Valerá a pena alertarmos o consulente para ver se ele não está correndo riscos desnecessários, não quer radicalizar numa decisão surpreendente graças à inocência, à imaturidade, a uma rebeldia juvenil.

Quando estamos cientes do risco, ousamos com consciência. E não nos deixamos ser levados pela inocência infantil.

Beijãozão nocês…
Yub

Quando a culpa é a herança que levamos nas costas (O Louco)

Eu nunca, nunca, nunca imaginaria que aquela trouxa que o Louco carrega poderia ter como conteúdo A CULPA… Nunca… mas é o Louco surpreendendo mais uma vez.

Aquela trouxa costuma ser vista nos livros de Tarot como simbolizando as experiências que tivemos e que levamos para as próximas que virão.

Então, porque tais experiências não podem ser justamente aquelas que mais pesam sobre nossas costas? Justamente por estarem marcadas pelo peso da culpa?

Quantas vezes iniciamos uma relação com a culpa do que fizemos num relacionamento anterior? Com a culpa das escolhas que fizemos e das atitudes que tivemos no fracasso de uma relação do passado?

Essa bagagem arqueia nossas costas e influencia um novo ciclo (Louco) e uma nova trilha existencial (Louco) que estamos prestes a percorrer (Louco).

Não há como iniciar nenhuma nova jornada (Louco) sem levarmos o que acumulamos de experiência (Louco) em experiências anteriores.

E não tem algo que grude tanto na gente e influencie tanto nossas aparentes novas escolhas do que a maldita culpa.

Cada dia que passa, cada cliente que atendo via skype, cada leitura de Tarot que faço por email, cada história que ouço e cada conversa que tenho com as pessoas me mostram o quanto a culpa é o grande protagonista da novela de nossa vida. E um protagonista vilão, claro.

Quando tive esse insight de o conteúdo dessa bagagem que o Louco carrega nas costas ser de CULPA, entendi muita coisa. Especialmente numa ironia que tende a se repetir.

Existe na psicologia (pelo menos na junguiana e na sistêmica) um fato recorrente. Ou a gente repete a história de nossos pais (e avós) ou muda radicalmente e vai por uma trilha que NUNCA poderia ser considerada repetitiva…

Um exemplo é o de seguir a carreira do pai ou de ir para uma outra completamente nada a ver com a profissão paterna.

Porém, tanto uma quanto a outra, quando vista de forma mais profunda e verdadeira, são reproduções de escolhas e estilos de vida de nossos pais (e avós).

O Louco se enquadra mais nestas escolhas aparentemente originais, diferentes, excêntricas em relação às da família de origem. Mas é só na aparência que houve essa opção por uma profissão bem diferente da do pai. Porque estamos carregando nas costas nesta experiência profissional é o que herdamos lá: as intenções, os objetivos, as resistências, as limitações, as barreiras e os enroscos que nortearam nossos pais.

E se libertar dessa bagagem demanda muita sabedoria. É necessário olhar para trás. E aí sim iniciar um ciclo de originalidade (Louco), uma jornada em que vamos em busca da nossa verdadeira identidade – não aquela que é uma reprodução cultural, familiar, social, econômica, enfim, do que os outros querem que nós sejamos (que vai contra o que nossa alma almeja para nós).

Nesse processo, será essencial não carregarmos a culpa por seguirmos uma trilha escolhida por nossa alma e não pela sociedade (com seus inúmeros representantes).

Beijãozão nocês…

Yub

O Carro e O Louco: Corra Lola, Corra!!

Cara… é impressionante. Quando saio de casa, pegando ônibus para ir a algum lugar, e tenho como Arcano do Dia O Carro ou O Louco, só pego motorista maluco e ousado. 

E os caras não fazem esforço para pisar fundo no acelerador e fazer manobras radicais não. Eles fazem isso com uma naturalidade tamanha… Parecem ter na mente os cálculos milimétricos de cada esquina, carro estacionado, curva e ultrapassagens. Meu Deus… mesmo passando por ruas estreitas e com carros estacionados em ambos os lados da mesma, os motoristas não estão nem aí. Vão tirando fino de cada veículo que entram em sua rota.

Cara… é tenso. É arriscado. Eles ousam. Eles parecem não ter noção do perigo. E assim é quando O Carro e O Louco saem em nosso jogo de Tarot. São Arcanos que trazem consigo uma certa inocência. Aquela que não lhes dá muita noção do perigo. Apenas têm o impulso de ir, de se movimentarem para onde seus instintos mandam.

O Carro e O Louco podem ser muito impulsivos, porque confiam excessivamente em suas capacidades. Consideram que superarão quaisquer obstáculos. Acreditam mesmo nisso. Ou melhor, parecem nem questionar. Não ficam analisando. Simplesmente vão, avançam.

O risco, claro, é o de acidentes. Porque é como se um adolescente metido à besta tenha pegado o carro do papai e se acha o ás no volante. Essa imprudência e arrogância podem custar caro. Mas O Carro e O Louco deixam todas essas preocupações, receios e precauções para outros Arcanos. Eles simplesmente vão. Seu lema é: Corra Lola, Corra!

Beijãozão nocês…
Yub

O Louco: saia da rotina e experimente o diferente!

Na 4a.feira passada, quando tirei uma folguinha de uma semana dos meus blogs de Astrologia, Numerologia e Tarot, saí com O Louco como Arcano do Dia. E subitamente me veio uma ideia de almoçar fora com a Cris neste dia. Ela topou!
Eu tinha terapia às 14 horas. Fomos ao Pátio Savassi e comemos num Self Service. Tem um lado do Louco que representa a distração. E essa tende a gerar algo surpreendente. O efeito de distrair é uma surpresa.
Isso ocorreu quando fui pegar uma carne, achando que era aquelas de “panela”, mas ao provar, era fígado. Há muitos anos não comia fígado. Sei que é uma excelente fonte de ferro. Então, por mais que não seja muito fã do gosto dessa carne, considerei um engano (Louco) proveitoso. Comi.
Após a terapia, passamos na biblioteca pública, renovei o volume 3 da trilogia millennium, do Stieg Larsson e fomos lanchar no Diamond. Lá, também experimentei o diferente (Louco). Pedi um suco no Marietta que nunca havia tomado.
Quando O Louco se faz presente, ele simboliza uma disposição de sair da rotina e experimentar o novo, o diferente, o nada comum para os seus respectivos gostos, valores e padrões.
Foi o que ocorreu comigo na 4a.feira passada.
Beijãozão nocês…
Yub

O Louco: onde está a luz no fim do túnel?

Ontem saí com O Louco como Arcano do Dia. E o que vivi nessa quinta-feira me proporcionou a oportunidade para ter um insight bem bacana sobre um dos atributos dessa Carta.
Quando O Louco sai num jogo de Tarot, ele simboliza a necessidade de dar um salto no escuro. Sim, precisamos arriscar – mesmo não vendo com clareza o caminho adiante. É preciso se jogar, se lançar no desconhecido.
Existe uma certa confusão sobre por qual trilha seguir quando o Arcano 0 se faz presente. É por isso que O Louco implica em seguir os instintos. Porque a gente não enxerga bem o que poderá ocorrer conosco. Mas esse lado instintivo está aí para ser usado, para nos guiar.
Ontem, então, eu levantei às 6 horas para meditar e continuar minha renovada prática co-criadora a partir dos livros de AUTOHIPNOSE da Teresa Robles e do Fabio Puentes. Eu costumo alimentar meus três monstros, ops, meus três blogs logo após o café da manhã. Porém, ontem, eu simplesmente comecei diferente. Eu fui logo respondendo vários e-mails pendentes da 4a.feira e preparando as aulas do dia dos cursos via internet que ministro.
Como algumas alunas pediram para eu adiantar as aulas de Tarot e de Numerologia, a fim de levarem em suas respectivas viagens de Carnaval, assim o fiz. E fui instintivamente fazendo o que era prioritário. 
Logo após o almoço, escrevi mais uma parte do novo conteúdo de Numerologia que estou criando para o Personare. Pronto! Chegara o momento de escrever nos Blogs – já que não escrevera pela manhã, como costumo fazer. Porém… eis que a energia elétrica vai embora!!!! Ficamos de 16 horas até 23 horas sem luz… 
Ainda bem que segui meu instinto e produzira tudo o que precisava de prioridade pela manhã e início da tarde… E com a escuridão reinante, eu tive esse insight de que O Louco não vê a luz no fim do túnel. Ele simplesmente vai, segue seu instinto e faz o que parece diferente, saindo da rotina, porque internamente ele sabe que isso será melhor. E assim foi na minha quinta-feira… 
Beijãozão nocês…
Yub  

O Louco e a abertura diante da vida

Na 4a.feira passada, dia 17/11/2010, eu estava com O Louco como Arcano do Dia. Vivi experiências muito interessantes que retratam a manifestação prática do que essa Carta representa.
Talvez a mais engraçada foi a de ter pegado um motorista de ônibus “louco.” rsrs Nunca havia pegado um motorista tão ousado como este. Mas não era uma ousadia à lá Carro, por exemplo. O motô fazia tudo com naturalidade. Suas manobras ousadas eram espontâneas. Ele as executava como se não estivesse fazendo nenhum esforço. Ele não estava concentrado, com raiva ou movido por um foco específico ao manobrar de maneira tão arriscada e fluida como fazia. Ele, inclusive, conversava agradavelmente com uma passageira – o que, em determinados instantes, aparentava uma distração da parte dele em relação ao trânsito.
Vi muito dO Louco nessa postura dele. Ele simplesmente fazia as manobras sem pensar nelas, sem fazer esforço, sem uma emoção muito definida. Ele simplesmente dirigia com naturalidade daquela forma fluida e arriscada ao mesmo tempo. Parecia nem ligar para o trânsito, para as limitações da rua em relação ao tamanho do ônibus, para os carros que poderiam vir do sentido contrário da pista. Enfim, fiquei impressionado com a “encarnação” dO Louco nesse estilo de dirigir do motorista do ônibus. Aquilo me inspirou.
Então, passei a viver levemente este dia. Eu fui almoçar na casa de meus pais. Dali iria cortar o cabelo, depois pegar um ônibus para devolver os livros da Biblioteca Pública lá na Savassi. E dali ir à pé para a aula do curso sobre interpretações de sonhos. Sim, quando saio com O Louco, há essa movimentação bem semelhante à dO Carro. Uma jornada, com várias caminhadas e questões a serem resolvidas na rua. 
Alguns imprevistos surgiram. Imprevistos não, oportunidades naturais para eu conseguir o que eu queria. Por exemplo: era aniversário de minha sobrinha, a qual também almoçaria na casa de meus pais nesse dia. Eu até então não sabia o que daria de presente para ela. E, mesmo assim, não me preocupei. Me abri para que o universo apresentasse para mim qual seria o melhor presente para ela. Essa disposição de espírito, aberta, disponível para que as situações ocorram, pra mim, é bem a cara dO Louco. 
Essa oportunidade veio. A Cris me pedira para levar até minha mãe – que faz um trabalho bem bacana na Pastoral da Saúde no bairro onde mora – algumas bijouterias. Minha mãe as doaria. Quando entreguei o pacotinho com tais objetos para minha mãe, esta me mostrou um relógio. Disse que a minha afilhada estava querendo um relógio. E aquele ali era a cara dela! Só que tinha o problema de estar com alguns detalhes precisando de reparos. 
Decidi que aquele seria o presente ideal para minha afilhada. Resolvi ir até o relojoeiro do bairro para consertá-lo. Aproveitaria e faria uma cópia de uma das portas da casa de meus pais que até então eu não tinha feito. O Louco vai apresentando as oportunidades. Se estamos abertos a elas, as usufruimos. 
Fui para a Biblioteca Pública, devolvi os livros e segui à pé. Há algum tempo, eu queria conversar com o Ítalo e a Junia sobre o preço da consulta psicológica dele. Eu faço terapia numa linha que não é a junguiana. É mais comportamental e existencial. E venho querendo fazer uma na linha junguiana. Com o Curso sobre sonhos, que esse casal ministra, eu aumentei o meu desejo de mudar de terapeuta. Só que precisava de um momento a sós com eles, sem nenhum aluno, para fazer determinadas perguntas não somente a respeito do preço cobrado pelo Ítalo. E imaginava como eu conseguiria isso. Não consegui vislumbrar nenhuma saída. Mas fui até o curso com essa vontade de saber mais. 
Então, quando cheguei na esquina do consultório deles, onde nossa aula seria ministrada dali a uns 10 minutos, eu ouço:
– Yub!
Olho para trás e vejo a Junia!!!! ÓTIMO!! Era a oportunidade de fazer as perguntas para ela, sem que nenhum outro aluno atrapalhasse. Perguntei detalhes da consulta do Italo enquanto caminhávamos para o consultório deles. 
Então, quando O Louco sai em alguma consulta, em algum jogo de Tarot ou mesmo como Arcano do Dia, ele preconiza a importância dessa postura aberta, receptiva e disponível a arriscar com naturalidade, de coração aberto ao que a vida pode nos apresentar. 
Beijãozão nocês…
Yub