Saturno e o Trocador do ônibus!

Quando peguei o ônibus na 4a.feira de volta para casa, fiquei impressionado com o trocador.
Eu paguei os R$2,30 em moedas. Quando ia entrega-las ao trocador e passar pela roleta, o trocador estava separando algumas moedas de 5 e 10 centavos. Ao olhar para mim, ele se distraiu e deixou duas moedas de cinco centavos cair.
Ele deve ter assustado com o meu susto. Ao vê-lo separando moedas enquanto lhe oferecia as minhas moedas, eu me surpreendi. Quando disse:
– Confere aí, irmãozão – entreguei minhas moedas junto com meu olhar de espanto. O trocador era um senhor de idade e completamente vesgo.
Ao olhar para ele, me perguntei, de forma preconceituosa:
– Putz! Como ele conseguirá separar essas moedas e conferir as minhas? E como ele pegará as moedas que caíram?
Paguei, passei a roleta e ele me pediu para pegar as moedas que caíram. Assim o fiz.
Vi uma moeda de cinco centavos que estava perto de sua poltrona. E lhe entreguei. Sabia que tinha caído mais, pois ouvi o barulho de mais de  uma. Mas eu não a encontrava. Já ia seguir meu caminho e procurar um lugar para me assentar quando ele me mostrou onde estava a outra moeda de cinco centavos.
Sorri internamente. Vi que ele, mesmo vesgo, enxerga melhor do que eu. Fui lá onde ele me mostrara e peguei a moeda de cinco centavos.
Havia um lugar perto dele. Ali me sentei.
Passou alguns instante e tomei outro susto. O trocador, esse senhor velhinho e absurdamente vesgo (daqueles que vc fica com aquela sensação estranha quando olha nos seus olhos), começou a berrar. Ele apontava para o ônibus à esquerda do nosso. Chamava pelo trocador do respectivo balaio (=ônibus).
Quando o sinal parou e o ônibus onde estávamos emparelhou com o outro, o velhinho disse para o outro trocador:
– Fala para o “fulado de tal” (motorista do respectivo balaio) fechar direito o elevador porque a língua tá saindo pra fora. Poderá cortar algum motociclista ou machucar pedestres.
Eu tive de olhar duas vezes para o elevador do ônibus ao lado. Até que vi a língua do elevador para fora.
Sorri de novo, desta feita de modo visível, em direção ao velhinho. Caraca! O cara enxerga MUITO!! E tá ligado em tudo. Porque enxergou a língua do elevador do outro ônibus para fora enquanto estávamos em movimento!?!?
Foi aí que me lembrei de Saturno. Este astro, no Mapa Natal, representa algo que temos muito medo, porque nos sentimos DEFICIENTES de agir dessa maneira (características do Signo) e tratar desta área de nossa vida (atividades da Casa onde ele se encontra).
Mas por ser algo que sentimos essa DEFICIÊNCIA, queremos compensa-la com muita dedicação, esforço e constante aprimoramento. Vamos, gradativa e insistentemente, trabalhando essa DEFICIÊNCIA, de modo a se tornar um dos nossos maiores tesouros. Porque queremos ser MESTRES no que antes representava DOR e nos fazia SOFRER, tamanha a DEFICIÊNCIA.
É aquela história de nossas fraquezas representarem aquilo que somos mais fortes. E que nossa maior força é justamente nossa maior vulnerabilidade. Isso é SATURNO. E o trocador de ônibus me mostrou isso. Sua maior DEFICIÊNCIA (sua visão defeituosa) se tornou sua MAIOR FORÇA, porque ele é MESTRE em enxergar minúcias. Enxergou onde a moedinha de cinco centavos caíra e a língua do elevador do ônibus ao lado aberta.
Isso me fez lembrar um amigo meu. Ele declarou em um programa isto:
– Medo é uma coisa que eu não tenho!
Ele tem Saturno na Casa 1, quase cravado ao Ascendente.
O Ascendente representa justamente a nossa maneira de enfrentar a vida e o modo como nos lançamos ao desconhecido. Com Saturno ali, a pessoa pode se sentir DEFICIENTE (Saturno) em enfrentar a vida e se lançar ao desconhecido (Casa 1). E, justamente por isso, ter MUITO MEDO (Saturno) de qualquer experiência nova (Casa 1). Essa pessoa pode batalhar para vencer essa deficiência e se tornar mestra (Saturno) na arte de enfrentar o desconhecido e os desafios da vida (Casa 1).
Então, MEDO é algo que esse meu amigo dever ter (Saturno), de TUDO (Ascendente)!! Porém, de tanto batalhar para superar essa deficiência (Saturno), ele se tornou MESTRE (Saturno) em enfrentar o desconhecido, as experiências novas e os desafios da vida como um todo (Ascendente).
Beijãozão nocês…
Yub
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Psicologizando o Ciclo simbolizado pelo 1 na Numerologia: Por que acidentes?

Há algum tempo venho observando na prática a incidência de acidentes em nossa vida quando passamos por um Ciclo 1. Antes dessa constatação, eu atribuía a possibilidade maior de nos acidentarmos quando vivíamos um Ciclo simbolizado pelo Número 5.  
Em julho deste ano (2009), Felipe Massa, vivendo o 3o.Trimestre simbolizado pelo 1 (num Ano Pessoal 4 e num Mês Pessoal 2), sofreu aquele acidente.
E agora foi a vez do golfista Tiger Woods (nascido dia 30/12) se acidentar (no dia 27/11/2009). Ele vive o Ano Pessoal 8, o 4o.Trimestre simbolizado pelo 1 e o Mês Pessoal (em Novembro) também representado pelo Número 1.
Um Ciclo 1 é uma época para sermos mais dinâmicos, a fim de acelerar nosso ritmo para vencermos os desafios. Demanda-se coragem e espírito de iniciativa. Um dos objetivos é nos afirmar com mais criatividade e tocarmos nossos projetos com muita disposição. E, com isso, renovar nossa vida.
Se exageramos nessa aceleração, o risco de acidentes aumenta. Como costumo ler os eventos do dia-a-dia como mensagens de nosso inconsciente, fico aqui matutando se Felipe Massa não queria chegar rapidamente à conquista de seus objetivos (1) e, por esse “excesso de velocidade”, acabou atraindo/causando o acidente. Este veio como um sinal do inconsciente: “Calma! Avance, mas não de forma tão acelerada, impulsiva, brusca.”
Será que poderíamos dizer o mesmo para o Golfista Tiger Woods? Será que ele estava num ritmo alucinante, cheio de projetos e desafios, exagerando nesse dinamismo autoafirmativo? E o acidente veio pedir que avance com mais sabedoria?
Não sei se era isso mesmo o que a Vida queria dizer para Felipe Massa e/ou para Tiger Woods. Mas que a reflexão (compatível com a simbologia do 1 em um ciclo) faz sentido, isso faz. rsrs
Beijãozão nocês…
Yub
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Quem será o Campeão Brasileiro de 2009?

Bom, Marte em Trânsito está fazendo trígono com o meu Mercúrio Natal = época apropriada (trânsito) para desafios (Marte) intelectuais (Mercúrio).
 
No clima desse cenário do momento, resolvi jogar o Tarot hoje de manhã e analisar a Numerologia de cada time que tem chances de ser o Campeão do Brasileirão 2009: São Paulo, Flamengo, Palmeiras e Internacional.
 
Vamos ver se aprimorei minha capacidade de enxergar a resposta para esse tipo de análise, porque para o Campeão Paulista e o Campeão Carioca de 2009, eu errei. Achei que ter acertado o primeiro colocado, o segundo e o terceiro do BBB9 já me faria acertar em cheio os campeões desses campeonatos. Doce ilusão. Depois dos acertos do Big Brother Brasil 9, só errei. rsrs
 
Vou, inicialmente, colocar os pares de Arcanos que saíram para cada time, junto com o Ano Pessoal, 4o.Trimestre e as simbologias dos meses de novembro e dezembro para cada qual.
 
São Paulo (fundado em 16/12/1935):
Ano Pessoal 39/12/3
4o.Trimestre simbolizado pelo 50/5
Mês Novembro: 50/5
Mês Dezembro: 51/6
Método Peladàn de Tarot:
Casa 01: estrela / 5 copas
Casa 02: julgamento / 6 copas
Casa 03: mundo / 5 ouros
Casa 04: imperatriz / cavaleiro ouros
Casa 05: temperança / as paus
 
Flamengo (fundado em 17/11/1895)
Ano Pessoal 39/12/3
4o.Trimestre simbolizado pelo 50/5
Mês Novembro: 50/5
Mês Dezembro: 51/6
Método Peladàn de Tarot:
Casa 01: morte / rei copas
Casa 02: imperatriz / 3 copas
Casa 03: roda fortuna / 8 copas
Casa 04: torre / 9 copas
Casa 05: sacerdotisa / cavaleiro paus
 
Internacional (fundado em 04/04/1909)
Ano Pessoal simbolizado pelo 19/10/1
4o.Trimestre simbolizado pelo 30/3
Mês Novembro: 30/3
Mês Dezembro: 31/4
Método Peladàn de Tarot:
Casa 01: carro / as copas
Casa 02: imperador / pajem ouros
Casa 03: mundo / 7 ouros
Casa 04: enamorado / 3 copas
Casa 05: julgamento / 10 copas
 
Palmeiras (fundado em 26/08/1914)
Ano Pessoal 45/9
4o.Trimestre 56/11/2
Mês Novembro: 56/11/2
Mês Dezembro: 57/12/3
Método Peladàn de Tarot:
Casa 01: papa / 7 copas
Casa 02: imperatriz / rei ouros
Casa 03: estrela / 4 paus
Casa 04: roda fortuna / 3 paus
Casa 05: torre / pajem espadas
 
Não sei se dará tempo de analisar esses jogos com a profundidade que gostaria. Por isso, decido arriscar vendo apenas o panorama geral desses dados simbólicos.
 
Pra mim (posso estar redondamente enganado), está entre Internacional/RS e Palmeiras/SP.
 
E creio que o INTERNACIONAL/RS será o CAMPEÃO BRASILEIRO DE 2009!!!
 
Agora é aguardar para ver se errei (e preciso me aprimorar nesse tipo de análise) ou se acertei (e também preciso me aprimorar nesse tipo de análise).
 
Beijãozão nocês…
Yub


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Uma nova experiência com a Meditação!

 
Desde quando entrei no curso de Filosofia, em 1996, eu procurava disciplinadamente meditar. Mas foi um fracasso. Praticava um dia e falhava VÁRIOS. Era algo muito instável.
 
Só sei que nos dias em que meditava, principalmente se conseguia fazer uns cinco dias seguidos, puxa, a sensação de paz de espírito alcançada era deliciosa. Pena que minha disciplina era quase nula naquela época.
 
Só depois dos quatro anos de curso, quando eu decidi não fazer parte de nenhum local voltado para a espiritualidade e me dedicar exclusivamente à prática da meditação, que consegui me disciplinar. Aí virou hábito. Igualzinho a escovar dentes. Não consigo ficar nem um dia sem meditar. Há um chato incômodo que me faz querer meditar, tal qual depois de comer e me sentir incomodado enquanto não escovo os dentes.
 
Desde o início deste ano, eu já quis fazer uma nova experimentação: meditar DUAS vezes por dia. Experimentei em alguns dias e vi o quanto o “efeito” da meditação é MUITO mais intenso e profundo. Só que não conseguia meditar pela manhã e à noite. Ficava apenas com a meditação da manhã.
 
Como minha necessidade de fazer mais experiências com o processo de co-criar a realidade cresceu, acabei chegando em alguns livros do DEEPAK CHOPRA. Sim, o mesmo autor de AS SETE LEIS ESPIRITUAIS DO SUCESSO.
 
Um título me cativou de modo especial. O livro A REALIZAÇÃO ESPONTÂNEA DO DESEJO: como utilizar o poder infinito da coincidência.
 
Pronto! Conectou duas coisas que gosto muito: co-criar (realizar meus desejos) e sincronicidades (coincidências).
 
Fiquei encantado com o modo de Chopra explicar várias coisas da Física Quântica aplicada à Espiritualidade. Ele acabou sintetizando com exemplos práticos e uma clareza bem bacana o que não consegui obter de filmes como Quem Somos Nós e O Segredo, bem como de livros como os da Lei da Atração do casal que canaliza o Abraham.
 
Então, há oito dias, venho praticando a meditação diária, tanto pela manhã quanto à noite. O que eu queria recebeu o estímulo dos exercícios sugeridos por Deepak Chopra. Ele incentiva-nos a meditar 20 minutos pela manhã e à noite. E, nessas meditações, recitar um mantra e refletir sobre o conteúdo de cada Princípio. São sete princípios.
 
Falei com o meu amigo Dudu, que veio aqui em casa na 4a.feira, sobre essa prática de meditar duas vezes por dia. Tem sido MUITO bom. Aos poucos, compartilharei o que for rolando por aqui. No mais, RECOMENDO meditar… nem que seja uma vez ao dia.
 
Beijãozão nocês…
Yub


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Conte-me seus Sonhos e Estudo Interpretativo 2009-2010!!

*** Para quem encomendar o Estudo Interpretativo 2009/2010 (explicado abaixo), estarei à sua disposição para, SE QUISER, compartilhar comigo os sonhos que terá em 2010. Quando sonhar e quiser me contar o que sonhou, poderemos conversar a respeito de possíveis interpretações para tais sonhos – sempre levando em consideração os seus ciclos numerológicos. O objetivo é fazer uma associação entre as mensagens de seus sonhos e os aprendizados de seu 2010. E essa dinâmica me ajudará na pesquisa que faço para escrever um livro sobre NUMEROLOGIA E SONHOS. ***
 
Saudações REFLEXIVAS e PREPARATÓRIAS a todos!!
 
Tem refletido sobre as lições que 2009 trouxe pra você??
 
Tem vontade de se preparar para os aprendizados envolvidos nos
desafios e oportunidades relativos ao seu ano de 2010??
 
Se sim, nada melhor do que encomendar, neste final de ano, este estudo
interpretativo que terá as seguintes interpretações:
 
***Sobre 2009:***
Os desafios, as oportunidades e os aprendizados de 2009 pra você.
E o que tem vivido – interna e externamente – neste último trimestre de 2009
(Outubro, Novembro e Dezembro), com ênfase na área profissional, afetiva e
familiar.
Uma comparação entre seu 4o.Trimestre de 2009 e seu Ano de 2009.
 
***Sobre 2010***
Os desafios, as oportuniades e os aprendizados de 2010 pra você.
As questões afetivas de 2010
As situações profissioais de 2010
As dinâmicas familiares de 2010
E a sua vida social em 2010
Além de uma análise detalhada de seus quatro trimestres de 2010, na qual
abordaremos também a sua vida amorosa, profissional e familiar em cada um
deles. E as associações entre cada Trimestre com o seu Ano de 2010.
 
Assim poderá extrair mais conscientemente as lições deste
ano de 2009 e de seu 2010 (a fim de se preparar para aproveitar o que
estará disponível em sua trajetória existencial no ano que vem).
 
Esse estudo interpretativo será enviado ao seu e-mail. E estarei à sua
disposição DURANTE TODO O ANO DE 2010 (sem NENHUM ônus adicional) para
prosearmos (via e-mail e/ou MSN/SKYPE) sobre eventuais dúvidas e/ou questões que
queira aprofundar e compreender melhor.
 
Se quiser encomendá-lo comigo, basta enviar-me um e-mail:
lestat344@yahoo.com.br
 
O preço deste investimento? R$120,00 (cento e vinte reais).
 
Beijãozão nocês…
Yub


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Reflexões sobre a Macumba, o Despacho e a Oferenda!

Mensagem inicialmente postada na lista Voadores do yahoogrupos.
 
Saudações FILÓSOFICO-PSICOLÓGICAS a todos!!

Antes de mais nada, quero dizer para os especialistas (tal como o Sepe, por
exemplo) me corrigirem se eu falar alguma bobagem, ok? Eu vou apenas
compartilhar com vcs o que venho refletindo há algum tempo sobre as

questões que envolvem o título desta mensagem.

Vou complementar/detalhar esta mensagem que enviei na 2a.feira:

http://br.groups.yahoo.com/group/voadores/message/93759

Qdo eu era mais novo, tinha medo de macumba. Ao mesmo tempo, ficava

fascinado por tudo que envolve Magia. Tanto que me enveredei pelo estudo
do ocultismo na década de 90. Nesta mesma época, frequentei a Igreja
Universal do Reino de Deus e depois fui para a Igreja Batista de
Contagem (onde a família de meu cunhado atua ativamente).

Toda sexta-feira, eu e o pessoal da igreja batista dirigida pela família de meu
cunhado íamos ao Monte. Era um monte dentro de uma fazenda onde várias

 pessoas, de diversas igrejas, se reuniam durante a noite. Ficávamos lá até
o dia amanhecer. Vários grupos ali se encontravam. E cada qual focado
num determinado tipo de prática. Uns iam para orar, outros para falar em
línguas, outros para jejuar, enfim, diversas práticas e atividades rolavam lá.

Lembro-me que após essa vigília, passávamos por várias ruas e encruzilhadas

na volta. E uns integrantes da igreja que eu frequentava desciam da kombi e
iam expulsar demônios nos despachos encontrados nas encruzilhadas.
Aquela situação me chocava e, ao mesmo tempo, me encantava.

Eu ficava imaginando os espíritos que encontravam-se ali, diante dos

despachos, sendo chutados pela veemente postura exorcista desses caras que
desciam de nossa kombi.

Passaram-se os anos e eu mergulhei bastante (como ainda faço) na Psicologia
Analítica. E ao ver o filme BESOURO, encontrei uma resposta para minha

dúvida a respeito do porquê aquela cliente minha (citada na mensagem anterior)
está sempre enxergando uma investida espiritual destrutiva por parte de Exus e
espíritos obsessores em cada esquina, em cada pessoa com quem estabelece
algum tipo de contato – por mais superficial e rápido que este ocorra.

Escrevo bastante aqui sobre a importância de não nos enxergarmos

exclusivamente como “bons cidadãos”, dotados dessa persona “cristã”, correta
e aparentemente perfeita. Excluir nosso lado obscuro, aquele que também possui
inveja, vaidade e arrogância/orgulho, é um perigo. Esse lado Sombra de nossa
psique acaba cobrando sua “oferenda.” Precisamos, tal qual Besouro fez,
reverenciar Exu: reconhecer essa faceta de nossa natureza.

Porque caso não aceitemos que temos esse lado, que existe essas

características e atitudes em nós, a Sombra poderá nos causar problemas.
Ou a projetaremos nos outros e os veremos como ameaçadores OU esse lado vai
tomar conta da gente e nos impulsionar a expressa-lo de forma destrutiva/negativa
e dolorosa.

Essa minha cliente, como falei, se considera muito correta, “santa”, desprovida
de sentimentos humanos como inveja, ciúmes, vaidade, orgulho. Não dá outra:
enxerga a Sombra, essas características, nos outros. Não estabelece amizades
porque tem medo do olho gordo das pessoas que entrariam em sua vida. Está

sempre com medo dos efeitos de algum trabalho de macumba que venha a destruir
sua vida individual, conjugal e familiar.

O último episódio foi o de considerar a doença de sua mãe como obra do último
trabalho/despacho (colocar na encruzilhada os restos de um trabalho de limpeza
na casa de sua mãe). Como não entregou essa “oferenda” aos Exus, eles então
vieram cobrar, fazendo adoecer a sua mãe.

Conectando esse evento com o que apreendi do filme Besouro, fiquei pensando:

De que forma os Exus ou Espíritos mais densos se alimentam dos despachos
físicos, de objetos e alimentos???

Até que ponto essa oferenda aos Exus/Espíritos Demoníacos não está

representando a necessidade de oferecermos a nosso lado SOMBRA uma
reverência ao seu poder?

Acho que a consciência e intenção são chaves significativas nesse processo de
trabalhar a Sombra. Pra mim, essa oferenda, por meio de um despacho, aos

EXUS representa um ritual de reverência à Sombra. E se fizermos isso de um
outro modo, psicologicamente falando, ao aceitar que temos sentimentos e
desejos nada “cristãos” e “corretos”, creio que a reverência à Sombra será
mais efetiva.

Porque não vejo como um despacho fará com que trabalhemos nossa sombra.

Porque estaremos ainda desconectados da mesma. Afinal, estamos enxergando
a sombra FORA de nós, ou seja, PERSONIFICADA NUMA ENTIDADE:
Exus/Espíritos Trevosos.

A Sombra continua projetada nessa personificação. E enquanto ela não é
introjetada, trabalhada inicialmente de modo interno, não teremos condições de
canalizar seu poder no mundo externo, com atitudes e atividades propícias a

esse tipo de desenvolvimento da Sombra.

Bem, é isso!

Beijãozão nocês…
Yub


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Besouro, Orixás, Oferendas e Sincronicidades!!

 

 

Saudações REFLEXIVAS a todos!!

 

Vi o filme BESOURO. Gostei! Eu recomendo. Não é um filme SENSACIONAL… mas vale a pena assistir.

 

Depois das opiniões da galera aqui, tais como do Sepe, do aluno, por exemplo, eu me senti mais motivado ainda a ver o filme. Por quê? Porque pelo que vcs falaram, o filme aborda questões que eu venho refletindo desde o ano passado: exu, oferendas, influência espiritual, etc.

 

Atendi uma mulher de 40 anos no ano retrasado. Ela veio até mim porque seu marido teve um surto. Já vinha apresentando um quadro repleto de perseguições. Ele se considerava perseguido e tava pirando. Até que teve um surto, passou a ir a um psiquiatra e precisou ser medicamentado.

 

Essa mulher é muito religiosa. Como ela foi me contando o desenrolar do caso de seu marido e de sua vida conjugal, eu fui conhecendo a personalidade dela mais profundamente. E percebi o quanto ela se sente constantemente perseguida por trabalhos de macumba, olho gordo e inveja.

 

Tudo o que ocorre de ruim com ela, as filhas, o marido e os pais, ela atribui a uma causa espiritual. Como conhece uma benzedeira, esta vive pedindo para essa mulher fazer uns trabalhos contra estes outros que ela acredita receber.

 

A última “obra” dos obsessores foi contra sua mãe. Problemas de saúde da mãe são atribuídos a um trabalho não feito por essa mulher à meia-noite numa encruzilhada. Os espíritos, segundo essa benzedeira, estão cobrando essa oferenda.

 

Conversei com ela na quinta-feira passada. Tentei mostrar para ela um outro lado e desmistificar certas coisas. Foi em vão. Ela é muito fanática nessas crenças. Além de se considerar uma pessoa que não sente inveja, não lança olho gordo e nem deseja mal a ninguém.

 

Eu desconfio de pessoas assim, porque elas não estão se considerando humanas. E isso é um perigo. É o momento em que a Sombra acaba se apossando de alguém. Afinal, se não reconhecemos, aceitamos e compreendemos que é natural sentir inveja, ciúmes, ter desejo de bater, etc., é como se nos considerássemos acima do humano, superiores. E o demônio da hybris surge. Na maioria das vezes, através da projeção nossa desse nosso lado em alguém ou algo fora. Essa minha cliente enxerga apenas que todas as pessoas fora do seu círculo familiar sente e expressa esse lado feio. Ou seja, ela projeta em tudo e em todos, enxergando em cada esquina uma conspiração persecutória.

 

Então, decidi ver o filme Besouro para entender melhor essa questão de corpo fechado, oferendas e a influência de exú. E ficou bem claro na relação de Besouro com o Exú, desde quando este aparece para aquele. Não vou estragar o filme, mas quando Besouro, por determinados motivos e circunstâncias, se deixa levar pelo orgulho e pela vaidade, Exú aparece cobrando reverência.

 

A Sombra quer ser respeitada, reconhecida. Precisamos saber a força desse lado sombrio, obscuro e animal existente em cada um de nós. Senão fazemos isso, ele toma conta de nós. E se torna, assim, por nossa decisão – muitas vezes inconsciente – uma força destrutiva.

 

Logo quando eu e a Cris saímos do cinema, fomos à livraria, no mesmo Shopping, o Diamond. Tinha combinado de comprar um livro de psicologia para a Cris. Ao chegarmos na prateleira onde tínhamos visto tal livro antes, eu me deparei com o segundo volume das Cartas de Jung. Estava me deliciando com a sua leitura enquanto a Cris procurava o livro que queria.

 

Nesse processo, antes de achar o respectivo, a Cris achou outros dois livros. Ela me chamou e me mostrou.

 

O primeiro: Homens maus fazem o que homens bons sonham: um psiquiatra forense ilumina o lado obscuro do comportamento humano.

 

O outro: Ori Axé: a dimensão arquetípica dos orixás

 

EITA!!!! PQP!!! Os livros que precisava e tanto queria para me aprofundar nos assuntos que aqui reflito de forma breve se apresentaram para mim. A Cris me mostrou. Decidimos compra-los, juntos com o que já planejáramos comprar.

 

Impressionante…

 

Agora, se a chuva assombrosa parar e a luz voltar aqui em casa: escrevo no notebook com a bateria já acabando, iremos assistir o filme belamente indicado pelo Láz e pela Cammy: ANTICRISTO.

 

Beijos de uma LUA NOVA EM ESCORPIÃO ocorrida hoje (2a.feira) por volta das dezessete horas…

Yub


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Então… co-criar é isto?

 

Há algum tempo, cerca de um ano, eu não entrei em contato com algo sobre co-criação. Já escrevi bastante sobre minhas experiências e reflexões a respeito da arte de co-criar a realidade. E parece que fiquei praticando e testando consideravelmente o que envolve esse tema.

 

Na semana passada, tirei um tempo do meu dia para reler a transcrição do programa Roda Viva de 2008. Aquele com a participação do Amit Goswami. Puxa, foi muito enriquecedor. Observei certos detalhes com outros olhos. E tive uma experiência legal quando me questionei sobre como, então, devo co-criar a realidade. Compartilho agora com vocês.

 

Amit Goswami dá um exemplo bem interessante. Vou resumir: imagine uma situação em que você e uma amiga sua, cada um dirigindo o seu carro, se deparam com um cruzamento à frente. Ambos estão com pressa e precisam cumprir certos compromissos. Cada qual deseja que o sinal esteja aberto para si. Criam esse desejo. E procuram criar essa realidade. Como fica? O sinal ficará verde para quem?

 

Amit diz:

“A consciência é não-local. É justamente isso que falta na expectativa do senso comum, que preconiza a possibilidade de mudar uma possibilidade em um evento real com o cérebro a partir da nossa identidade comum e local, escolhendo assim coisas desejáveis para nós. Nós não podemos, infelizmente.”

 

Então, que diabos é co-criação? Como co-criar? O que é consciência não-local, já que a nossa consciência individual é considerada uma consciência local.

 

Aqui entra a minha vivência.

 

O Cruzeiro enfrentou o Santo André pelo Campeonato Brasileiro na 4a.feira retrasada. Perdia de 1 x 2 até os 38 minutos do 2o.tempo. Até os 45, empatou. E nos acréscimos, virou o jogo. Uma vitória espetacular, dramática, por 3 x 2. Ouvi no rádio. E não vi os melhores momentos na respectiva noite.

 

Queria MUITO ver esses momentos da partida no Globo Esporte da 5a.feira. Porém, tive de sair para resolver alguns assuntos numa agência dos Correios e visitar a mãe da Cris que estava hospitalizada. Ia me encontrar com a Cris no hospital para almoçarmos na rua.

 

Esqueci de deixar o DVD gravando o programa esportivo. Saí de casa 11 horas. Resolvi os lances no correio e no banco e continuei andando. Olhei para o relógio e vi que não chegaria a tempo de assistir o Globo Esporte na recepção do hospital. Aceitei esse fato, pois já eram 12:40h. O Globo Esporte costuma começar às 12:45h aqui em BH. Estava num ponto do caminho que demoraria ainda uns 15 minutos até chegar ao hospital.

 

Tinha desejado ver os melhores momentos do jogo do Cruzeiro contra o Santo André. Mas, infelizmente, o sinal vermelho me impediria de realizar esse desejo. Outra pessoa precisava passar no cruzamento com o sinal verde…

 

Quando senti essa frustração, me entreguei. Prestei atenção na minha respiração enquanto andava e fui sentindo aquela bela serenidade. Até que me veio outra idéia:

 

– Bom, se não conseguirei assistir o Globo Esporte na recepção do Hospital, quem sabe eu não encontro os melhores momentos dessa virada espetacular do Cruzeiro na internet? Talvez no próprio site do programa, na globominas. E me entreguei ao momento. Continuei caminhando serenamente.

 

O hospital onde ia (o Vera Cruz) é na região militar. Há o 12o Batalhão de Infantaria perto e vários serviços prestados aos militares por ali.

 

Em determinado momento, nesse caminho, eu passo por uma clínica médica de militares e o que está passando na recepção??? Sim, Globo Esporte!! Justamente nos melhores momentos do jogo do Cruzeiro.

 

Quando vi a televisão ligada e o programa passando o que queria ver, sorri. Pedi licença ao militar que estava na recepção da clínica para assistir os melhores momentos. Ele permitiu e eu pude realizar meu desejo.

 

Antes de refletir a respeito, colocarei mais uma fala do Amit Goswami:

 

“O filme O Segredo é particularmente falacioso, pois ele diz que você pode atrair um desejo específico para você apenas sentando-se e esperando por ele. Eu não compartilho dessa forma de entender como as coisas são atraídas.

            “Sim, as coisas podem ser atraídas, mas você deve desejar ADEQUADAMENTE, lembrando que sua intenção deve alinhar-se com a consciência cósmica e que você deve ser criativo ao desejar.

            “Por isso você não pode simplesmente não fazer nada e esperar que as coisas venham até você. Sim, a criatividade vem a nos, mas somente se trabalharmos e esperarmos, se trabalharmos e RELAXARMOS. Isso é amplamente conhecido, que o relaxamento é necessário para uma experiência criativa.”

 

Eu senti o efeito do relaxamento, o quanto a respiração feita de forma consciente me deixou relaxado, sereno e aberto ao inesperado. E a oportunidade veio ao passar em frente à clínica dos militares, onde na recepção passava os melhores momentos (realização do meu desejo). Se eu tivesse ficado reclamando, pensando no quanto a vida é injusta, no quanto me distraí ao não deixar gravando o Globo Esporte, etc., eu poderia ter perdido essa oportunidade. Ou não tê-la percebido.

 

Amit diz que “a consciência escolhe, dentre essas possibilidades, uma faceta e esta faceta se torna um evento real da experiência consciente. Essa escolha se dá no nível de um estado incomum da consciência, de unidade cósmica onde todos nós estamos interconectados. Essa interconexão da consciência é chamada de não-localidade quântica.”

 

Senti que tive uma experiência co-criadora. Sim, para um desejo socialmente julgado como “ridículo”: ver os melhores momentos de uma vitória de virada do time que torço. Eu sempre digo que não vale tanto a APARÊNCIA da experiência, mas, sim, o APRENDIZADO veiculado por ela. Desejo é desejo, por mais fútil ou nobre que possa parecer.

 

Lembro de um colega do Curso de Filosofia. Ele fazia o 3o.período e eu o 5o. Ele era um cara muito estranho. Ficava na dele. Não cumprimentava ninguém. Só tinha um cara que ele conversava frequentemente: o irmão da minha namorada daquela época. Esse colega do 3o.período vivia de cara fechada. E conseguia não ser contagiado pelo clima de fraternidade entre a maioria de nós. Havia uma amizade entre a galera dali, do prédio 6, onde estudantes de Filosofia, História e Letras se relacionavam de forma muito bacana.

 

No outro semestre, houve uma transformação. Ele se transformou! Passou a cumprimentar todos, ampliar seu círculo de amizades. Seu semblante mudou. Um sorriso cativante, um papo agradável e uma energia dinâmica passaram a ser irradiados pela personalidade desse colega.

 

O que fez ele mudar de tal forma??? A política!!! Sim… ele decidiu se eleger para o D.A. de Filosofia. Presidia uma chapa que iria concorrer na próxima eleição.

 

Um desejo “sujo”, de se envolver com política, como alguns podem julgar (e eu assim julgava naquela época) fez ele passar por um aprendizado e tanto: vencer a timidez, se socializar, estabelecer relações e buscar a realização do que queria. Por mais que ele tenha se motivado a se relacionar para ter votos, ser eleito como presidente do DA de Filosofia, esse desejo “interesseiro” dele o levou a uma bela mudança. Mostrou ser um cara simpático, não daqueles que puxam o saco – ou se mostram muito forçados socialmente – para ter voto.

 

O que quis dizer com isso? Não importa se o desejo é fútil, “sujo”, hipócrita, superficial. O que importa é o aprendizado pelo qual passaremos enquanto buscamos realizar tal desejo.

 

Beijãozão nocês…

Yub


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Um episódio marcante da minha infância…

 
Quando eu era criança, morava no Bairro Serra aqui em Belo Horizonte/MG. Mais especificamente na Rua Caraça. Na Esquina de minha rua com a Rua do Ouro, havia um bar.
 
Certa manhã, num Sábado, eu me assustei. Ouvi uma gritaria danada lá fora. Gente berrando e barulhos impactantes de porrada. Parecia que uma briga daquelas, com direito a pauladas e porretadas, envolvia muitas pessoas enlouquecidas.
 
Olhei para meus pais, complemetamente apavorado. Meu olhar de temor, principalmente por não saber o que de fato ocorria na rua e imaginando que aquela pancadaria irrompesse nossa porta, foi entendido por eles. E meu pai disse que estavam malhando o Judas. Ele complementou:
 
– Pode chegar na janela. Você verá o que é isso.
 
Eu, apreensivo (depois sobrava pra mim), cheguei todo temeroso à janela. De mansinho, estiquei meu pescoço e dei uma olhada na rua. Aí que tomei um susto danado. Vi um imenso boneco de pano, repleto de palha e roupas largas, esticado tal como um espantalho num poste de madeira. E uma renca de gente xingando e decendo a porrada com chutes, socos, porretes, vassouradas.
 
Achei aquilo tudo muito estranho. Tive uma sensação ruim. Nunca gostei de presenciar cenas de fúria de uma multidão ensandecida. Ainda mais sobre um treco tão feio que era aquele boneco. Sempre detestei espantalhos. Morria de medo deles quando os via no sítio de meu tio. Parecia gente sem vida. Não sei se a presença do espantalho servia para manter os pássaros longe da horta. Mas com certeza me mantinha bem distante dali e de toda a região que circundava as plantações.
 
Nunca mais vi aquela cena violenta e sem sentido. Sim, desde novinho procurava um sentido, um propósito, um significado para algo. Deve ser meu stellium (3 ou mais Planetas) na Casa 9. rsrs
 
Quando comecei minha viagem ao universo simbólico, principalmente por meio do estudo da Psicologia Analítica, me lembrei daquela cena. E associei JUDAS (Iscariotes, o discípulo que traiu Jesus) à nossa Sombra.
 
Então, se as pessoas reagiam daquela forma com o boneco que representava Judas, o Traidor, será que esse gesto agressivo, violento e carregado de ódio mostrava algo bem relevante a respeito do modo como elas viviam sua Sombra???
 
Hummmm… péssimo sinal.
 
Quando, no ônibus hoje, após prosear com meu amigo cineasta Luis Claudio Papini, voltava para casa, eu vi um camaradinha lendo o jornal Super. Cada estado do país deve ter um jornal desse estilo, repleto de sensacionalismo e de notícias/matérias que faltam respingar sangue em quem as lê. Aqui esse jornal se chama Super. É baratinho. E grande parte da população de baixa renda devora seu conteúdo (pelo menos, quem sabe, tal jornal exerce uma função bem bacana: pode estimular as pessoas a lerem. Sou OTIMISTA).
 
Ao ver o cara lendo aquelas notícias mais sangrentas, observei um detalhe: havia também uma notícia sobre São Judas. Lá estava escrito que hoje (dia 28/10) é dia desse santo. Não creio que tenha a ver com Judas Iscariotes. Não, não tem. É um santo que dizem ter vivido em 30 d.C. Mas foi o suficiente para eu retornar a essa associação: malhação do Judas (o Iscariotes) com o nosso modo de viver a Sombra. E agora vemos e lemos as piores notícias nos telejornais e nos jornais como um substituto ainda capenga da conscientização e expressão criativa/construtiva de nossa Sombra…
 
Às vezes acho que nós, a humanidade, não evoluímos porra nenhuma. Lembram de filmes em que pessoas são queimadas na fogueira ou enforcadas/guilhotinadas em praça pública?  Com a multidão aguardando, sedenta, o evento, como se fosse o show do ano? O que será que atraía tanta gente assim? Será que era a sensação de que há outras pessoas em piores condições e isso dava um certo alento aos que continuavam sobrevivendo? Ou simplesmente aquela avidez em assistir um ato tão brutal (ou natural?) revelava que a humanidade se nutre de tragédia, de horror?
 
 
Bodes expiatórios parecem “gastar” uma energia que cabe a nós canalizarmos. Mas como não conseguimos nem vislumbrar a existência dessa energia com um mínimo de consciência – para a empregarmos de um modo mais vital, criativo e construtivo -, é melhor alguém ser julgado, chutado, queimado e violentado, muitas vezes de forma sádia, não é mesmo?
 
Porém, caímos naquela armadilha: a projeção em alguém de algo que cabe a nós viver, faz esse alguém viver esse algo da pior maneira possível. E acumula em nós a urgência de viver essa energia, essa necessidade psíquica. Quanto mais a gente foge da vida, mais ela nos persegue…
 
Beijãozão mercúrio/sol em Escorpião em Quadratura com Marte em Leão…
Yub


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Sonhos, Sinais e Sincronicidades – parte 2

 
Na primeira parte deste artigo, escrevi sobre a importância das sincronicidades,
sinais que nos guiam sabiamente pela vida. E agora abordarei o misterioso e
fascinante mundo dos sonhos, que também nos trazem valiosas orientações.
 
            Quero logo apresentar um desafio. Ao ler a descrição de um sonho que
tive em novembro de 2007, como você a interpretaria? Qual seria a visão geral
apresentada pelo seguinte sonho?
 
            Encontro-me no meu quarto, sentado numa cadeira, escrevendo em uma
escrivaninha. Estou coberto por um véu de abelhas. Elas contornam todo o meu
corpo. E há uma luz incidindo sobre mim enquanto escrevo.
 
            Qual a atividade que está destacada nessa cena? É a escrita. Qual o
clima que permeia o meu escrever? Um clima de proteção e de iluminação ofertado
pelo ambiente seguro de meu quarto e da luz emanada no ambiente. Que detalhe se
destaca no sonho? As abelhas me circulando, formando uma espécie de escudo. E
qual seria o significado desse simbolismo?
 
            O significado deste ou qualquer sonho é, em grande parte, obtido
através da interpretação do simbolismo presente no mesmo. Para alcançar esse
objetivo, precisamos pesquisar o que cada símbolo representa para nós. A abelha,
para mim, pelo fato de serem organizadas, laboriosas e disciplinadas em seu
trabalho em equipe, simboliza tais qualidades. O detalhe no sonho evidenciava a
abelha como escudo, proteção; uma espécie de aura que circundava meu corpo. Ao
mesmo tempo, a abelha consegue sublimar em mel o frágil perfume das flores. E
consegue extrair o pólen das flores apenas roçando-lhes, sem tirar-lhes o viço.
 
            Então, o contexto geral do sonho parecia denotar uma situação na
qual eu escrevia sob a proteção e a segurança de um trabalho em equipe muito bem
organizado e disciplinado, por meio do qual se buscava extrair de mim o meu mel,
ou seja, o meu melhor.
 
            Sem contextualizar o sonho com as dúvidas, angústias, desejos e
situações cotidianas que estamos passando, ele perde muito de sua utilidade. Em
outras palavras, para encontrar aquele sentido na mensagem do sonho, precisamos
conectar com o que estamos pensando, sentindo, desejando e querendo.
 
            Na noite em que tive o sonho descrito, eu me encontrava no Rio de
Janeiro. Foi minha primeira noite na cidade maravilhosa. O objetivo da minha
viagem ao Rio? Conhecer e fazer uma parceria com a equipe Personare para
desenvolver o conteúdo dos produtos de Numerologia do portal. Eu cheguei ao Rio
sentindo aquela ansiedade que envolve uma decisão importante. Quando conheci os
sócios e funcionários do Personare, bem como a proposta humanitária da empresa,
percebi claramente a mensagem de meu sonho. Ele me direcionava a aceitar a
proposta e trabalhar junto com o pessoal. Assim foi feito.
 
            Enxerguei o quanto as abelhas representavam o trabalho da equipe
Personare. Eles conseguem extrair o melhor de mim (mel), na minha tarefa de
escrever o conteúdo de numerologia e os artigos para a Revista Personare. E me
oferecem um clima de segurança e inspiração. Meu sonho, mais uma vez, me mostrou
o caminho que devia seguir e a decisão a ser tomada. Assim o fiz. E é o que
procuro constantemente fazer.
 
            Para isso, precisamos, portanto, pesquisar os significados de cada
cena, personagem, objeto e situação que compõem os nossos sonhos. E tentar,
depois, juntar essas peças e construir um contexto geral sobre a mensagem
essencial que nosso inconsciente está nos enviando. Além disso, precisamos ter
muita consciência a respeito dos conflitos, angústias, desejos e sentimentos
vividos por nós para fazer a conexão com os sinais contidos nos símbolos do que
sonhamos. Um diário, por exemplo, é um excelente instrumento para registrar
tanto os sonhos quanto o que vivemos. Dele poderemos extrair o significado que
nos permitirá tomar decisões mais sábias, afins com a nossa trajetória
existencial.
 
Beijãozão nocês…
Yub (artigo originalmente publicado na Revista Personare)


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