Vícios, Compulsão, Netuno, Plutão e Reflexões

Enviei às listas do yahoogrupos das quais participo a mensagem que eu e a Cris escrevemos a respeito de vícios. E obtive algumas respostas, reflexões e questionamentos bem bacanas sobre a tentativa de associarmos os vícios à astrologia.
 
Uma AMIGA ESCREVEU:
Me ocorreu um raciocínio astrológico sobre o tema dos vícios e da “homeostase” .
Gostaria que vc Yub, ou alguém que também entende de astrologia comentasse se faz sentido o que eu pensei…
 
A casa relacionada aos vícios na mandala astológica é a casa 12 certo?
 
YUB: se a gente encarar os vícios como uma FUGA À REALIDADE – tal como eu e a Cris abordamos no artigo – a CASA ASTROLÓGICA envolvida pode muito bem ser a Casa 12. O Planeta NETUNO (e também JÚPITER e VÊNUS). O Signo de Peixes (e os SIGNOS DE ÁGUA E DE FOGO).
 
Mas isso é de uma forma bem simplista. Creio que os VÍCIOS representem algo mais do que a FUGA À REALIDADE.
 
No Globo Repórter dessa 6a.feira, por exemplo, vimos VÁRIOS exemplos do quanto a COMPULSÃO é uma forma de VÍCIO. Será que  COMPULSÃO pode ser vista como uma fuga à realidade??? Não sei…
 
E a COMPULSÃO pode, astrologicamente falando, envolver PLUTÃO, CASA 8 e ESCORPIÃO na jogada. Além da LUA. Afinal, se uma pessoa tiver LUA em CONJUNÇÃO COM JÚPITER em TOURO na casa 2, por exemplo, pode precisar – para se sentir NUTRIDA (Lua) – de comer (Touro) EXAGERADAMENTE (Júpiter) e, com isso, se sentir segura (Casa 2). Ou comprar (Casa 2) muito (Júpiter), a fim de se sentir nutrida (Lua) com o que possui (Touro/Casa 2). E isso pode levar à COMPULSÃO em comer e comprar.
 
a mesma amiga refletiu:
E a 12ª casa da casa 12 é a 11, a casa dos amigos.
Ou seja, os inimigos ocultos dos vícios seriam os grupos de amigos (?!)
 
YUB: gostei disso, minha Linda!! Muitas pessoas dizem que seu filho entrou no mundo das drogas por causa das “más companhias” (Casa 11), certo?? Eu só não acho que poderíamos generalizar. Porque há pessoas extremamente SOLITÁRIAS, sem amigos, que são viciadas em algo. Ou seja, os amigos podem não ter tido influência alguma no vício dela.
 
Ela escreveu:
Faz sentido, do ponto de vista astrológico, dizer que ocultamente alimenta um vício é o grupo de amigos??
 
YUB: nem sempre. Mas poderemos dizer que uma forte influência negativa (Casa 12) pode vir sim dos amigos (Casa 11) para alguém se viciar (Casa 12).
 
No caso da COMPULSÃO ser um VÍCIO e eu crer que tenha a ver com Plutão, me fez tentar associar a posição de Casa de Plutão no nosso Mapa Natal e a nossa TENDÊNCIA a ser COMPULSIVO no que diz respeito à mesma.
 
Ou seja, me identifiquei MUITO com a surfista (no programa GLOBO REPÓRTER) que era obcecada com alimentação e exercícios físicos. Eu tenho uma forte tendência a ser COMPULSIVO (Plutão) no que tange a cuidar do meu corpo (Casa 6) em termos de alimentação, exercícios físicos, etc. na busca da integração corpo-mente-espírito (Casa 6).
 
Uma pessoa com Plutão na Casa 2 PODE ser COMPULSIVA (Plutão) no que tange a ter (Casa 2), a possuir (Casa 2). E, com isso, pode querer comprar (Casa 2) compulsivamente (Plutão) o que deseja (casa 2) para ter, ter, ter (Plutão na 2). Seu medo de perder (Plutão) o que tem (Casa 2) e lhe dá estabilidade (Casa 2) é tão intenso e profundo (Plutão) que PODE leva-la a possuir (Casa 2) compulsivamente (Plutão).
 
Cabe a cada um de nós avaliar se existe mesmo essa tendência compulsiva – que nos levaria a um vício – por meio das questões da Casa Astrológica na qual Plutão se encontra em nosso Mapa Natal!!
 
Beijãozão nocês…
Yub
 


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Quando um homem ama uma mulher – e VÍCIOS!

Artigo que eu e a Cris escrevemos juntos.
 


Quando pensamos em vícios, geralmente nos remetemos às drogas. Porém sabemos que os vícios podem ser tanto físicos como emocionais. Existem pessoas viciadas em drogas, outras em alimentos, e ainda, aquelas que são viciadas em emoções ou em algum tipo de relacionamento.

A busca ansiosa pela vivência do vício tende a esconder necessidades internas que não estão encontrando oportunidades saudáveis de satisfação. Quando alguém, por exemplo, quer comer mais e mais, mesmo estando sem fome, talvez esteja mascarando uma fome por nutrição emocional. Quem sabe quer mais carinho e sentir-se protegido? Seu vício de comer, portanto, pode mascarar necessidades internas de ter mais atenção de sua família, por exemplo. E o que leva uma pessoa a buscar no vício o prazer que poderia ser saciado por meios bem mais construtivos?

É bem possível que o vício, seja este qual for, represente uma fuga da realidade. A pessoa tem medo de reconhecer e expressar diretamente suas mais profundas necessidades. Provavelmente ela considera, mesmo a nível inconsciente, que sofrerá menos ao se envolver com algum vício do que expondo suas carências, sua revolta e seus desejos. Então, em vez de declarar o que precisa, procura no vício tanto o esquecimento provisório desse anseio quanto o anestésico dessa dor de não se saciar verdadeira e saudavelmente. Prefere escapar daquilo que a faz sentir-se vazia através de alguma compulsão. E acaba aumentando esse mesmo vazio quando passa o efeito da “droga”, ainda mais que este poderá ser acompanhado de muita culpa e desconforto.

Como a dependência do viciado geralmente envolve os familiares, as maiores barreiras e, ao mesmo tempo, a grande esperança de cura estão vinculadas à família. A dinâmica familiar diante do vício de um de seus membros tende a ser crucial, tanto em termos de manter o viciado dependente quanto de resolução do problema. Como?
Há um princípio na Teoria Sistêmica (Familiar) que comprova esse fato. O princípio chama-se Homeostase e refere-se ao processo autorregulador que mantém a estabilidade do sistema e protege-o de desvios e mudanças. Na família, representa uma tendência da mesma em manter um certo padrão de relacionamento e empreender operações para impedir que haja mudanças nesse padrão de relacionamento já estabelecido.

Sendo assim, quando o “viciado” melhora, a família, ou um outro integrante específico, tende a piorar para manter o equilíbrio na dinâmica familiar. Nesse caso, caberá a cada um dos envolvidos nesse processo doloroso tentar resolver os conflitos juntos, com cada qual fazendo uma auto-observação. A ideia é entender que cada um tem um papel na família, mas que isso não deve ser permanente. Devemos considerar que podemos estar alimentando o vício do outro, em prol de uma autossatisfação inconsciente, a qual pode ter uma baixa autoestima por trás. Não é fácil aceitarmos a mudança do outro em um relacionamento familiar (e aqui se incluem também os casais), pois isso implica que também teremos que fazer a nossa parte na mudança. Podemos tentar manter o mesmo padrão ou promover a autotransformação de todo o sistema familiar.

Um exemplo é o da mãe que se sacrifica profissional ou afetivamente para cuidar de seu filho viciado. Quando este começa a melhorar, ela se sente confusa. Aquele papel que desempenhava na família, servindo-o quase que exclusivamente, é abalado. Agora ela terá de cuidar da sua vida afetiva ou profissional, as quais relegou em função do sacrifício que fez em ser útil ao filho. Inconscientemente, ela tende a evitar esse compromisso com seu parceiro e seu trabalho. Procura manter a função de servir ao filho. Eis a homeostase em ação. Ela, diante da melhora do filho, também precisa fazer um movimento progressista. Envolver-se de uma nova maneira com seu lado afetivo e profissional é o que é pedido dela nessa nova dinâmica familiar. Se ela fizer isso, estará ajudando seu filho, a si mesma e todos os familiares.

Podemos encontrar essa situação bem exemplificada no filme “Quando um homem ama uma mulher.” Diante da recuperação de sua mulher Alice Green (Meg Ryan), Michael Green (Andy Garcia) também precisa mudar muitos comportamentos. O papel que desempenhava na dinâmica familiar de sua vida conjugal e na criação das duas filhas precisou ser revisto, de modo a acompanhar os progressos de Alice. Enquanto Michael não percebeu essa necessidade, sua postura, de certa forma, alimentava o vício dela e colocava em risco a relação deles.

Algumas pessoas se casam sem querer ver como o outro é realmente. Então muitas vezes o que no início da relação parece ser legal ou engraçado, depois se torna o pivô das brigas e conflitos no relacionamento. No filme isso fica implícito, mas é possível notar que a princípio Michael se divertia com as atitudes de Alice quando ela estava alcoolizada. Provavelmente ele poderia ter convivido com isso durante todo o casamento e não ter percebido que aquilo era um problema para Alice. De certa forma alimentou o vício dela de maneira inconsciente (ou podemos dizer também que ele reforçava o comportamento de Alice). Com isso, ele também se mantinha em seu papel de homem maduro e responsável por todos.

É bom ressaltar que em uma família, seja com filhos ou não, todos são responsáveis pela dinâmica familiar. Então se há um viciado, o problema não é somente dele, é de todos os integrantes. Cabe a cada um perceber seu papel e assumir a responsabilidade nos relacionamentos. Todos somos co-responsáveis em uma família. Ao percebermos isso todos irão se envolver na resolução de problemas, sem definir vítimas nem culpados.


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Conflitos nos Relacionamentos: Vênus Retrógrado até 17/04!

 
Saudações VENUSIANAS a todos!!
 
Vênus está em movimento retrógrado desde 06/03/2009. Vênus é símbolo de relacionamentos. As relações sociais e afetivas estão dentro do simbolismo de Vênus.
 
Quando um Planeta está em movimento retrógrado, há uma necessidade de reavaliarmos as funções por ele representadas.
 
Portanto, até 17/04/2009, estamos numa fase de reavaliar (retrógrado) nossos relacionamentos (Vênus), seja com algum amigo, com a pessoa parceira ou com as pessoas de modo geral (Vênus).
 
Alguns mal entendidos e conflitos afetivos e sociais, com a pessoa parceira ou um amigo, poderão necessitar de ajustes. Reavaliar nossos valores afetivos e interpessoais é importante.
 
Muitas vezes observamos uma pessoa com quem tivemos um relacionamento no passado, seja afetivo ou não, reaparecendo em nossa vida. É como se ela representasse a oportunidade de revermos os valores que tínhamos na época que relacionamos com ela. E observar os atuais valores que elegemos em nossas relações atuais, principalmente com a pessoa parceira.
 
O que vc valoriza e gosta em um intercâmbio social e afetivo? Seus amigos e a pessoa parceira correspondem a tais valores e gostos?
 
Vênus, regente de Libra no que tange a relacionamentos, pode representar também nossos elevados ideais quanto a um relacionamento justo, bacana, satisfatório. Corremos o risco, por exemplo, de exigirmos bastante da pessoa parceira nesta fase – e também dos amigos. Queremos que quem se relaciona conosco corresponda às nossas altas expectativas de intercâmbio social e afetivo.
 
É saudável, portanto, reavaliarmos como estamos reagindo às decepções afetivas e sociais. Até que ponto esperamos do outro algo que, no fundo, é uma expectativa irrealista para esse outro corresponder?
 
Vc tem cobrado bastante da pessoa parceira e de seus amigos/sócios e se decepcionado com eles? Está obtendo a insatisfação afetiva e interpessoal da pessoa parceira e de seus amigos? Considera-se necessitando se envolver em vários conflitos em seus relacionamentos, principalmente com a pessoa parceira? 
 
O diálogo em busca de entendimento no qual haja um equilíbrio entre o dar e o receber (símbolo-mor da necessidade venusiana/libriana de acordos justos em que cada parte de uma relação merece ser respeitaca e valorizada) é fundamental nesta fase.
 
O problema é que esta Vênus retrógrada está nada mais nada menos do que no impulso signo de ÁRIES. Cobranças irrealistas sobre a conduta e os valores da pessoa parceira e de quem se relaciona conosco de algum modo estão coloridas pela impulsividade, pela agressividade e por uma franqueza que pode doer ao ferir o outro.
 
Decisões súbitas de se separar/romper e brigas pela impaciência de se resolver no diálogo os conflitos interpessoais e afetivos podem ser uma tônica nesta época. Áries não tem muito saco para esperar e resolver os desajustes afetivos e sociais com diplomacia e justiça. Quer logo resolver imprudentemente os conflitos. E isso pode colocar mais lenha na foqueira. Pode acentuar os desajustes afetivos e interpessoais.
 
Relações que terminaram tendem a ser retomadas. Pelo menos um dos parceiros pode querer voltar nesta época. Relações que se iniciam podem ser reavaliadas e os parceiros decidirem termina-la. Um vai e vem, um briga, ata-desata, desentende entende e desentende de novo pode rolar até 17/04. Todo esse movimento faz parte da dinâmica de reavaliações e resoluções de conflitos deste período em que Vênus está retrógrada.
 
Talvez seja legal a busca por reavaliar e decidir justamente acordos por meio de uma franqueza assertiva e corajosa, em vez de uma impaciência agressiva com a outra pessoa, seja a pessa parceira ou colegas/amigos.
 
Beijos venusianos-arianos nocês…
Yub


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Saturno e os Pesos Inúteis – transcrição da palestra q farei no Domingo!

Eu e a Cris fazemos parte de um grupo. Há reuniões mensais, nas quais realizamos estudos a partir do livro RENOVANDO ATITUDES, do Hammed.
 
Neste próximo Domingo, eu levarei o tema Saturno para o grupo. Pois considero-o apropriado para o que foi veiculado no capítulo Pesos Inúteis do livro acima citado.
 
Compartilho com vocês o que prosearemos na reunião.
 
Saturno e os Pesos Inúteis
 
Logo na frase inicial deste capítulo, extraída do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, somos incentivados a encontrar nas nossas dores a razão divina: “Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, nelas encontraríeis a razão divina, a razão regeneradora (…).”
E talvez não haja na nossa vida uma dor tão incômoda e pesada quanto a simbolizada pelo posicionamento de Saturno no nosso Mapa Natal. Dói a cobrança que nos impomos para lidar com as questões associadas ao nosso Saturno. Dói nos envolver com essas experiências saturninas, já que temos medo de não dar conta das responsabilidades associadas às mesmas.
 
(1) Saturno na Casa 1 , Saturno em Áries e Saturno em Aspecto com Marte:
            Dói a cobrança que me imponho para ser independente, arriscar em meus projetos pessoais e iniciar qualquer nova experiência ou ciclo na minha vida? Dói me envolver com o desenvolvimento de minha independência, de minha identidade, de meu poder auto-afirmativo e de exercer liderança, por medo que tenho de não dar conta das responsabilidades?
 
(2) Saturno na Casa 2, Saturno em Touro e Saturno em Aspecto com Vênus:
            Dói a cobrança que me imponho para ter segurança (principalmente financeira), para ter saúde, estabilidade, paz de espírito e praticidade? Dói me envolver com o desenvolvimento de meus valores materiais e de minha determinação prática em pacientemente realizar minhas metas? É por que tenho medo de não dar conta dessas responsabilidades?
 
(3) Saturno na Casa 3, Saturno em Gêmeos, Saturno em Aspecto com Mercúrio:
            Dói a cobrança que me imponho para ter habilidades comunicativas, estudar, aprender e considerar-me inteligente? Dói também me relacionar com irmãos e parentes próximos? Dói me envolver com o desenvolvimento de minha inteligência, de saber escrever e falar bem, e de assumir responsabilidades com irmãos e parentes próximos? É por que tenho medo de não dar conta dessas responsabilidades?
 
(4) Saturno na Casa 4, Saturno em Câncer e Saturno em Aspecto com a Lua:
            Dói a cobrança que me imponho para lidar com as emoções, com a família, com o lar, a mãe ou meu lado maternal? Dói me envolver com o desenvolvimento de minha maturidade emocional, de minha segurança familiar e com a minha imaginação – por medo de não dar conta dessas responsabilidades? É o medo de cuidar das pessoas e demonstrar a minha sensibilidade?
 
(5) Saturno na Casa 5, Saturno em Leão e Saturno em Aspecto com o Sol:
            Dói a cobrança que me imponho para me divertir, ter prazer, ser criativo, ter auto-estima, lidar com meu pai (ou as figuras paternas/detentoras de autoridade)? Dói me envolver com o desenvolvimento da autoconfiança, de projetos criativos, de me expor com expressividade/prazer, de lidar com crianças/filhos/criança-interior? É por que tenho medo de não dar conta dessas responsabilidades?
 
(6) Saturno na Casa 6, Saturno em Virgem e Saturno em aspecto com Mercúrio:
            Dói a cobrança que me imponho para lidar com o processo de auto-aperfeiçoamento (integração corpo-mente-espírito), bem como com as tarefas cotidianas e profissionais? Dói me envolver com atividades que requeiram praticidade, eficiência, atenção aos detalhes (como questões burocráticas)? É por que tenho medo de não dar conta das responsabilidades cotidianas, profissionais e práticas?
 
(7) Saturno na Casa 7, Saturno em Libra e Saturno em Aspecto com Vênus:
            Dói a cobrança que me imponho para me relacionar, ser sociável, diplomático e justo, principalmente com a pessoa parceira e/ou um sócio? Dói me envolver com um relacionamento afetivo e com parcerias de um modo geral, por medo de não dar conta das responsabilidades sociais, afetivas e interpessoais?
 
(8) Saturno na Casa 8, Saturno em Escorpião e Saturno em Aspecto com Plutão:
            Dói a cobrança que me imponho me para relacionar mais intimamente com as pessoas, principalmente com a pessoa parceira? Dói me envolver com a entrega (emocional/sexual) e com o poder de transformação que possuo, a partir da força psíquica, emocional, financeira e/ou íntima sexual que tenho? É por que tenho medo de não dar conta das responsabilidades nas parcerias financeiras, emocionais, psíquicas e/ou íntimas?
 
(9) Saturno na Casa 9, Saturno em Sagitário e Saturno em Aspecto com Júpiter:
            Dói a cobrança que me imponho para ter fé, confiar no futuro e seguir as crenças que acredito (bem como em professa-las)? Dói me envolver com a espiritualidade/religiosidade, com viagens, com a transmissão do que sei, por medo de não dar conta das responsabilidades intuitivas e professorais?
 
(10) Saturno na Casa 10 e Saturno em Capricórnio:
            Dói a cobrança que me imponho para ser bem-sucedido, obter o reconhecimento social e a respeitabilidade profissional? Dói me envolver com os compromissos pessoais e profissionais, bem como com a realização de minhas elevadas ambições, por medo de não dar conta dessas responsabilidades?
 
(11) Saturno na Casa 11, Saturno em Aquário e Saturno em Aspecto com Urano:
            Dói a cobrança que me imponho para lidar com grupos, amigos/amizades e a realização de meus ideais inovadores, progressistas e humanitários? Dói me envolver com grupos, com amigos, com comunidades e os projetos futuros que idealizo, por medo de não dar conta dessas responsabilidades?
 
(12) Saturno em Peixes, Saturno na Casa 12 e Saturno em Aspecto com Netuno
            Dói a cobrança que me imponho para lidar com a espiritualidade, a mediunidade, o inconsciente, os sonhos, o transcendente e a entrega a uma Realidade Maior. Dói me envolver com o desenvolvimento de meu lado doador, espiritual, sábio, sensível, mediúnico, imaginativo e psíquico, por medo de não dar conta dessas responsabilidades?
 
            Portanto, por medo de não darmos conta dessas responsabilidades, acabamos gerando muita culpa. Sentimos culpa por fugirmos ao desenvolvimento dos dons que temos para lidar responsavelmente com essas atividades e experiências saturninas.
            Essa culpa nos machuca. E acaba se tornando um peso inútil que colocamos sobre nossas costas.
            Sendo assim…
 
(1) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades de não me arriscar, ser mais independente e corajoso para bancar meus projetos pessoais e encarar o desconhecido em cada novo desafio/ciclo de minha vida?
(2) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades de não buscar me valorizar, ser seguro financeiramente e cultivar o hábito de realizar gradualmente minhas metas de modo prático?
(3) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades de não buscar desenvolver minha mente, meu intelecto e minhas habilidades comunicativas, principalmente de falar e escrever bem para comunicar minhas idéias e conhecimentos?
(4) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a desenvolver minha segurança emocional, familiar e residencial?
(5) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a confiar em mim, em minha criatividade e no meu merecimento de sentir prazer, brilhar e inspirar as pessoas?
(6) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a desenvolver minha competência na execução das tarefas cotidianas, profissionais e voltadas para meu auto-aperfeiçoamento?
(7) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a me relacionar/namorar/casar e estabelecer parcerias?
(8) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a desenvolver meu poder psíquico, financeiro, emocional, sexual e transformador/íntimo?
(9) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a desenvolver minha fé, minha sabedoria e minha capacidade de ensinar e professar o que acredito e sigo?
(10) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a desenvolver meu poder de realização, minha autoridade, minha respeitabilidade pessoal e habilidade de influenciar algum nicho profissional?
(11) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a desenvolver minha sociabilidade, atuar em algum grupo onde possa divulgar minhas idéias inovadoras, assim como em participar de alguma comunidade para implementar meus ideais sociais?
(12) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a me conectar e me entregar à Vida através de atividades psicológicas, mediúnicas, artísticas, oníricas/psíquicas, imaginativas e espirituais/humanitárias?
 
            O Capítulo Pesos Inúteis se concentra no tema MORTE e nas reações dolorosas que nós tendemos a adotar frente à perda que ela nos provoca. Segundo Hammed, “ao provar o sentimento da perda, passamos por uma das maiores experiências como seres humanos: somos impulsionados a uma intensa reflexão.” E diz também que “a Vida Maior constantemente nos coloca à disposição situações e lugares novos, (…) para que possamos nos enriquecer com as múltiplas experiências.” Tudo em função da busca do aperfeiçoamento.
E as experiências saturninas podem muito bem ser associadas à Morte, a uma dolorosa situação de perda. Alguma frustração, alguma rejeição, a qual foi sentida como uma perda, pode ter nos marcado profundamente. E, daí em diante, poderemos adotar reações negativas frente à dor que vivemos nessas questões saturninas.
Aí entra algo bem bacana que liga nosso passado de outras vidas com Saturno. Por mais que cada posicionamento astrológico possa ter conexão com algo que vivemos em uma existência pretérita, a posição astrológica referente a Saturno talvez seja a mais evidente e forte. Pelo peso que sentimos nessas situações associadas a Saturno, fica mais fácil relembrarmos o que vivemos em outra vida que trazemos bem notório para a atual.
Hammed esclarece isso: “Nossos sentimentos resultam dos processos de nossas percepções, emoções e sensações acumuladas ao longo das vidas pretéritas.”
Portanto, seria legal nos perguntar:
(1)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei apostar em algum projeto, arrisquei enfrentar um desafio e iniciar algum ciclo/experiência? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a ser independente, líder, ousado e dinamicamente assertivo?
(2)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei comprar algo, vender algo, me valorizar e buscar a segurança financeira/material? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a finanças, posses, bens materiais, saúde e segurança/estabilidade?
(3)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei aprender, estudar, escrever, falar e me relacionar com algum irmão/primo/parente próximo? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a estudos, irmãos, parentes próximos e conversas/comunicação?
(4)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei expressar minhas emoções, cuidar de alguém/algum parente, usar minha imaginação e lidar com minha mãe/família? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a lar, família, mãe, emoção e privacidade?
(5)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei brilhar, me destacar, ter prazer, me expressar criativa/artisticamente e lidar com filhos/crianças? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito à auto-estima, criatividade, divertimento e lidar com crianças?
(6)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei cuidar de minha saúde (integrar corpo-mente-espírito), servir de modo prático e eficiente às pessoas através de meu trabalho e dia-a-dia? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a trabalho, tarefas domésticas, corpo/saúde e competência com detalhes cotidianos e profissionais?
(7)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei me relacionar com algum sócio ou pessoa parceira afetivamente? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a me relacionar, ser justo, diplomático, conciliador e unificador de pessoas, situações e idéias aparentemente divergentes?
(8)   Lembro-me de alguma frustra/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei confiar nas pessoas, me abrir e me entregar a uma parceria financeira, sexual, emocional, psíquica e/ou íntima? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a intimidade, sexo, ocultismo, psiquismo, finanças e emoções profundas?
(9)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei ter fé, confiar na minha intuição, desenvolver meu saber e transmitir minhas crenças? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a viagens, cursos, fé, intuição, crenças e divulgação do meu saber?
(10)                      Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei realizar minhas ambições, adquirir poder e ser respeitado social e profissionalmente? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a imagem social, reconhecimento público, respeitabilidade profissional, ambição e poder de realizar minhas metas?
(11)                      Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei fazer parte de algum grupo, estabelecer amizades, compartilhar meus conhecimentos diferentes e meus ideais sociais e progressistas? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a atuar em algum grupo, comunidade, estabelecer laços de amizade e divulgar meus inovadores ideais sociais?
(12)                      Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei me entregar à Vida, me conectar com uma Realidade Maior/Deus e ajudar as pessoas através de meus auto-sacrifícios? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a sonhos, inconsciente, mediunidade, espiritualidade, doação, humanitarismo, arte e psiquismo?
 
Diante desses questionamentos, talvez tenhamos mais claramente acessado alguns possíveis pesos inúteis que carregamos. Quais seriam? E como lidar com eles?
 
Beijãozão nocês…
Yub


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Reflexão sobre Mediunidade e Loucura através da Astrologia!

 

Saudações LOUCAMENTE MEDIÚNICAS a todos!!
 
Cada dia mais, pelos exemplos de pessoas que conheço, do que já vivi/tenho vivido e de quem compartilha certos feedbacks comigo sobre as interpretações astrológicas que faço, eu me convenço de que a Loucura é a dificuldade de lidar com o diferente. É o diferente que invade a nossa vida costumeira, aparentemente estruturada, e gera um caos.
 
Essa invasão não é uma invasão. Nós é que sentimos como se fosse. Acabamos deixando que o maluco nos invada por não termos reconhecido os sinais de que o inusitado altamente progressista gostaria de entrar em nossa vida. Ele bateu à nossa porta (consciência/necessidade interna) durante várias vezes.
 
Como o reprimimos, não fomos receptivos ao novo, ele acabou nos invadindo. E os efeitos caóticos, obstinados, confusos deram o ar de sua graça em nosso existir. 
 
Eu gosto MUITO de usar a Astrologia como uma ferramenta para refletir sobre a vida. E vejo nos significados dos Planetas Transpessoais (Urano, Netuno e Plutão) os sinais da loucura, quando nossa estrutura pessoal (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus e Marte) e social (Júpiter e Saturno) é desafiada a receber o novo, o diferente, o transcendente, enfim, o que foge às regras e normas da padronização de conduta.
 
Um amigo meu me contou um caso. Disse que uma amiga que frequenta as reuniões mediúnicas onde atua está enfrentando uma situação chata. Seus irmaos estão achando que ela é louca. Ela tem percebido algumas coisas, anda dizendo algumas coisas e se opondo ao tratamento médico que a mae tem recebido e, assim, anda sendo taxada de louca.
 
Eu creio que, como esta amiga de meu amigo está adotando posturas, atitudes e opiniões diferentes da usual e que conclamam a todos a perceber algo além do padronizado e considerado correto, ela é chamada de louca. Isso ocorre sempre quando alguma pessoa introduz o novo, o diferente e o progressista ao que já está legalizado (Júpiter) aceito/implantado socialmente (Saturno).
 
E a loucura – ou o desequilíbrio mediúnico -, a meu ver, surge quando a própria pessoa (como essa amiga do meu amigo, por exemplo) não aceita o conflito interno referente à necessidade de aceitar a esfera de vida uraniana, netuniana e plutoniana.
 
É cada vez mais sofrido para as pessoas que abrem um pouco para essas realidades e se confrontam com o julgamento e a repressão exterior/social. Pois isso as força a reprimir a aceitação, a compreensão e o manuseio gradual dessas outras percepções e atitudes novas, diferentes e transformadoras.
 
Quanto mais o médium não encarar com naturalidade o desenvolvimento de sua natureza transpessoal e de seus impulsos transpessoais (simbolizados por tais planetas), mais ele sofrerá e será taxado de louco. Porque, pra mim, mediunidade é justamente um exercício para aceitar o transcendente em nossa vida diária.
 
Consequentemente, as psicopatologias tenderão a irromper violentamente em seu corpo e em seu psiquismo. Não porque estas precisam ocorrer para a gente abrir espaço para essa faceta transpessoal de nossa natureza e da vida.
 
Pena que tô sem tempo agora para continuar agora, porque quero falar no quanto a doença, os sintomas, fazem parte de um todo que, justamente por esse papel dentro de um conteúdo maior, não merecem ser considerados de modo pejorativo, negativo.
 
Espero em breve voltar para traçar essas associações: ciclos de transcendência e doença como um mesmo pacote de crescimento… minha visão sobre a saúde/doença tem mudado consideravelmente… coisas de um trânsito de Plutão em conjunção ao meu sol em quadratura com plutão natal na Casa 6 (=saúde), e de um trânsito de URANO NA 12 em quadratura com meu mercúrio e minha vênus em sagitário (regentes de minha Casa 6: saúde).
 
Volto de repente… rsrs
 
Beijãozão nocês…
Yub


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Kléber: o Gladiador Azul – Como unir o sábio ao guerreiro?


 

            O jogador Kleber, ex-Palmeiras e conhecido por suas constantes expulsões, fez dois jogos pelo Cruzeito nesta Taça Libertadores da América 2009. Nos dois jogos, ele foi expulso: contra o Estudiantes e contra o Universitário Sucre. Será que o atacante guerreiro não aprenderá com seus erros a desenvolver mais sabedoria?

Ele já recebeu o apelido de O Gladiador Azul. Se ele for um gladiador no estilo de Russel Crowe, com aquela postura sábia de guerrear, eu – e toda a nação cruzeirense – estarei satisfeito.

Não discuto a técnica e a capacidade de fazer gols de Kleber. Justamente por ser tão talentoso, merece desenvolver a qualidade sábia de expressar seu lado guerreiro.

Astrologicamente falando, Kleber tem Marte em Câncer recebendo nada mais nada menos que a Quadratura de Plutão e de Saturno em Libra (12/08/1983, nascido em Osasco/SP; desconheço o horário de seu nascimento).

Sabemos que Marte simboliza nosso lado guerreiro. Representa o impulso de lutar pelas metas que estabelecemos. Plutão simboliza o impulso de transformação. E Saturno o de reestruturação madura através da prática.

O Aspecto Quadratura que une tais astros no Mapa Natal do atacante celeste já denota o grande desafio que Kleber tem de transformar (Plutão) e reestruturar (Saturno) sua ação agressiva/guerreira (Marte) por meio de constantes ajustes (Quadratura). Conciliar esses fortes impulsos plutonianos e saturninos num nível construtivo e benéfico para sua ação marcial é um exercício constante de diversos ajustamentos (Quadratura).

Ele se diz perseguido pelos juízes em campo. Diz que qualquer falta que cometa, os árbitros já têm a predisposição de julga-lo com mais severidade. Eis o conflito (quadratura) com figuras de autoridade (juizes; Saturno) tão comum de se ver na vida daqueles que têm Marte em Aspecto com Saturno. Os homens (Marte) podem ser vistos como repressores, castradores e severos (Saturno). E, claro, como destruidores (Plutão) de sua ação (Marte). Kleber tende a considerar as figuras de autoridade (Saturno) como perseguidores (Plutão) daquilo que quer fazer e faz (Marte).

Ele colocava a culpa no diretor técnico do Palmeiras, o qual lhe cobrava mais disciplina (Saturno) em campo por meio da mudança significativa (Plutão) de sua ação marcial. Agora se desentendeu com o diretor técnico do Cruzeiro, que também lhe cobrou mais ponderação (Saturno) no exercício de sua vontade (Marte).

Enquanto Kleber culpar as figuras de autoridade (diretores técnicos dos clubes que defende e juízes que lhe expulsam justamente), mais dificuldades terá para amadurecer (Saturno) e transformar (Plutão) seu modo guerreiro de agir (Marte).

Tudo bem que nesse mês de Fevereiro e ainda Março, Kleber – com Sol em Leão – não foi muito ajudado pelos astros… pois Marte (agressividade), transitando por Aquário, tem feito oposição ao seu Sol Natal. Sabemos o quanto todos nós tendemos a ficar mais impulsivos e agressivos (Marte) nessas fases em que Marte toca o nosso Sol.

Vamos torcer para que neste Ano Pessoal 4 no qual o atleta se encontra, seja propício para ele desenvolver mais disciplina e ponderação (4). Que nosso Gladiador Azul desenvolva mais maturidade e responsabilidade (4) em seu agir. Que ele, mesmo se sentindo inicialmente reprimido (4), possa superar essas aparentes e necessárias repressões (4) para ser nosso Gladiador Russel Crowe azul.

 


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Número de Impressão e Relacionamentos

Número de Impressão: se conhecendo através da pessoa parceira

Costumo brincar com meus clientes ao propor-lhes um desafio. Digo que, se querem realmente se conhecer, então, procurem uma pessoa parceira para se relacionar. Se já namoram, eu lhes incentivo a aproveitar melhor a função “espelho” que o cônjuge possui. Esse reflexo que o outro nos apresenta de nós mesmos costuma ser chamado de projeção na Psicologia Analítica.

Daryl Sharp, em seu livro Conhecendo a si mesmo: o avesso do relacionamento, escreve: “Jung acreditava que tudo a respeito de nós mesmos de que não temos consciência é projetado em outra pessoa. (…) Vemos portanto nos outros tanto nossas piores características quanto nosso potencial não desenvolvido.” Por mais que o que cada Número de nosso Mapa Numerológico represente características que podem ser projetadas na pessoa parceira, isso ocorre de maneira bem evidente com o nosso Número de Impressão (soma das consoantes de nosso nome). Tanto é que quando interpreto os possíveis significados da simbologia numérica que surge nessa posição, alguns clientes têm dificuldade de se enxergarem desse jeito. Uma pessoa com o Número de Impressão 3, por exemplo, costuma ser vista (Número de Impressão) como bastante comunicativa (3). Porém, por mais que as pessoas a julguem assim, ela mesma pode ter dificuldades de se ver dotada de habilidades de comunicação.

Justamente para ter mais consciência dos talentos que seu Número de Impressão mostra, a tendência é atrairmos uma pessoa para nos relacionar afetivamente com esse perfil. No caso da pessoa com o Número de Impressão 3, ela poderá atrair uma pessoa parceira hábil em se comunicar e, inclusive, que trabalhe em alguma atividade relacionada à comunicação, tal como o jornalismo.

Portanto, o Número de Impressão vai representar justamente o tipo de perfil que atrairemos em termos de pessoa parceira para nos relacionar. Através desse relacionamento amoroso, ao observarmos as características negativas e positivas que mais nos chamam a atenção na pessoa com a qual nos relacionamos, teremos pistas das qualidades que merecem ser desenvolvidas por nós. É como se deixássemos a pessoa parceira viver um lado de nossa natureza (representado pelo Número que ocupa essa posição) que ainda não nos sentimos confortáveis em expressar. Alguém com o Número de Impressão 1, por exemplo, pode atrair uma pessoa parceira (Número de Impressão) muito independente e assertiva (1). E, ao não desenvolver tais características, deixar que a companheira tenha sempre a iniciativa em tomar as decisões com coragem e criatividade.

E quais são os perigos de permitirmos – mesmo que inconscientemente – nosso cônjuge viver quase que integralmente esse jeito de ser simbolizado pelo nosso Número de Impressão? Corremos o risco de não desenvolver esses dons. E quanto mais não procuramos vivenciar essas características, mais a pessoa parceira poderá vive-las de maneira muito negativa. É como se ela nos alertasse: “olha, você precisa aceitar e reconhecer os desejos que tem de viver esses atributos.”

Continuando com o exemplo da pessoa com o Número de Impressão 1: ela anseia (mesmo que secretamente) ser mais independente, dinâmica e corajosa para apostar em seus projetos pessoais. Quer ser vista como original, genial e criativa. Talvez tenha o forte desejo de exercer liderança e trilhar um caminho diferente, inovador. Se tal pessoa não aceita, reconhece e procura viver esses anseios, muito provavelmente atrairá uma pessoa parceira que tenha esse perfil. E quanto mais não desenvolver esse jeito de ser, ou seja, demonstrando exteriormente muita indecisão, insegurança e comodismo, mais ela corre o risco de atrair uma companhia afetiva que, de tão independente, chega a ser excessivamente egoísta, impulsiva e autoritária.

Com isso, é muito proveitoso observarmo-nos naqueles momentos em que taxamos veementemente a pessoa parceira com adjetivos que correspondam – positiva ou negativamente – aos atributos do nosso Número de Impressão. É uma forma instintiva que usamos, ao projetar tais características na pessoa parceira, para nos conscientizar dos dons e talentos que temos e precisamos desenvolver para nos proporcionar muitos benefícios.

Então, com quais termos você fortemente descreve a pessoa parceira ou taxava algum(a) ex-namorado(a)? Essas características correspondem a atitudes negativas ou positivas de seu Número de Impressão? Você está vivendo tais qualidades ou deixa que apenas a pessoa parceira assim se expresse? Envolva-se em situações por meio das quais possa desenvolver tais atributos. Desse modo, sentirá mais satisfação em sua vida e enriquecerá seu relacionamento afetivo ao assumir esse perfil mostrado em seu Número de Impressão.



Beijãozão nocês…
Yub

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Refletindo sobre os Ciclos!

Refletindo sobre os ciclos

O que há de novo ou repetitivo na sua vida neste novo ano?

 
O que você procura repetir todo final de ano para entrar no
próximo? Há algum ritual costumeiro, como passar o Reveillon de roupa
branca? Ou você faz diferente? Cada ano cria um detalhe novo no
ritual de passagem?
 
Eu procuro observar o Ano Pessoal que estarei a
partir de 1o. de Janeiro. De acordo com o Número que simbolizará os
tipos de situações, desafios e aprendizados, eu me preparo
internamente para enfrentá-los. É mais um ritual interno do que
externo. Medito e reflito nas primeiras horas do novo ano sobre como
poderei encarar o colorido dos aprendizados que terei nos meses
seguintes.

O interessante é observar o quanto a vida é uma eterna repetição.
Sempre me intrigou ver, por exemplo, uma pessoa ficar gripada quase
sempre em determinado mês do ano, ou de três em três anos. E aqueles
casos em que uma pessoa namora durante dois anos e termina, aí em
seguida começa a namorar de novo e finaliza essa outra relação depois
de dois anos novamente? Você percebe esses ciclos se repetindo em sua
vida ou na de pessoas próximas?

Eu fico com aquela vontade de compreender esses ciclos que
constantemente se repetem. Como lidar com esses retornos? De quais
maneiras podemos reagir mais sabiamente perante essas situações
semelhantes a outras que já vivemos em outras épocas? A Numerologia
me ajuda muito nesse processo. Como?
Através do cálculo do Ano Pessoal e dos Trimestres de cada
ano, posso identificar qual o colorido de cada ciclo desses e
comparar com o que vivi anteriormente quando passava pelo mesmo
trânsito numerológico. Todas as pessoas, por exemplo, estão no Ano
Pessoal em 2009 de mesma simbologia do seu 4o.Trimestre de 2008.
 
As pessoas que, como eu, têm a soma do dia e do mês de seu nascimento
gerando o número 6, estão no Ano Pessoal 8 em 2009. E viveram o
4o.Trimestre de 2008 simbolizado pelo mesmo Número 8. Os aprendizados
que extraímos a respeito de questões financeiras vividas no último
trimestre do ano passado (Trimestre 8), poderão ser úteis também
durante todo este ano de 2009 (Ano Pessoal 8).

Como faço uso de um diário desde 1997, eu tenho registrado o
que vivo, sinto e compreendo. Com o conhecimento numerológico, ou
seja, sabendo, por exemplo, qual Ano Pessoal estou e qual Trimestre
Pessoal me encontro, coloco essas simbologias ao lado do que escrevo
no meu diário. Por exemplo: abri uma conta poupança em 2001. Foi uma
decisão muito marcante, pois a partir dela desenvolvi hábitos bem
bacanas em termos de lidar com o dinheiro. Estava no Ano Pessoal 8.
Como agora também estou num ano simbolizado pelo 8, o que aprendi em
termos financeiros naquela época me ajuda a lidar mais sabiamente com
essa mesma questão material atualmente.

Mas independente de se saber em que Ano Pessoal ou Trimestre
Pessoal se encontra, o importante é você se observar. Preste atenção
nas situações que se repetem em sua vida com uma certa constância.
Geralmente, os eventos marcantes que costumam ocorrer de tempos em
tempos ficam bem gravados em nossa memória. Caso tenha dificuldade de
lembrar que, por exemplo, a crise profissional ou afetiva vivida hoje
é bem semelhante com outras já vividas por você, ter um diário pode
ser uma ótima ferramenta.

Assim, procure identificar se já viveu situação parecida no
passado. Lembre como reagiu a ela, quais as consequências
posteriores. Reflita sobre o que pode fazer diferente desta vez e
quais atitudes pode repetir, mas aprimorando-as. Faça o exercício de
anotá-las, para que possa aproveitar essas sugestões em outras
ocasiões.

Beijãozão nocês…

Yub
obs.: texto originalmente postado na Revista Personare


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Barack Obama, Juliana Paes e a Arte imita a Vida!

 
Desde quando comecei a observar o momento da vida dos atores e atrizes com seus ciclos numerológicos e astrológicos, fiquei assombrado com uma percepção. Iniciei essas observações de maneira mais disciplinada quando a novela MULHERES APAIXONADAS foi exibida no horário nobre global. E me norteei primeiro para os trânsitos astrológicos. Ainda não incluia os trânsitos Numerológicos.
 
Na época, eu fui pesquisar sobre o Marcelo Antony. E vi que ele tinha a Lua em Sagitário em seu Mapa Natal. Portanto, Plutão transitava por tal Signo e fazia conjunção (estava no mesmo grau) à Lua do ator. A Lua, no Mapa Natal de um homem, pode simbolizar a mulher (parceira) dele. Tende a representar tanto como este homem viverá a relação com ela quanto o que ela pode estar vivendo em sua vida. Plutão simboliza o medo da perda e a necessidade de transformação.
 
Quando Plutão toca a Lua, a mulher (Lua) deste homem tende a viver uma fase (trânsito) na qual está com muito medo da perda (Plutão). Diante desse medo da perda (Plutão) pelo que lhe dá segurança (Lua), ela pode tomar atitudes muito possessivas (Plutão), como se pudesse conseguir controlar poderosamente (Plutão) essa ameaça. E precisa passar por profundas mudanças (Plutão) quanto a esse sentimento de segurança (Lua).
 
Vimos exatamente isso ocorrendo com o personagem de Antony na novela. Heloisa (Giulia Gam) – LUA – era obcecada (Plutão) por ele. Morria de ciúmes e causava os maiores barracos devido à sua possessividade (Plutão). No desenrolar da novela, ela entrou para o grupo MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas). E começou a desencadear as devidas transformações (Plutão) em sua vida.
 
Depois dessa percepção e maravilhamento (existe essa palavra? rsrs), eu passei a observar os Trânsitos Numerológicos. Como já escrevi aqui no Blog sobre a atriz Suzana Vieira, costumo fazer o mesmo em meu Diário. Pesquisando no Google a data de nascimento de cada celebridade e fazendo os cálculos numerológicos, temos condições de saber os ciclos que vive. E ao entrar no site da globo.com, fico sabendo dos babados. Daí, é só conectar os eventos/fatos que cada celebridade vive com o seus trânsitos numerológicos.
 
No caso de Juliana Paes, por exemplo. Ela nasceu dia 26/03/1979. Ela está, desde 01/01/2009, no Ano Pessoal 4 (26+3+11 = 40/4). Lembro que fiz, no final do ano passado, a análise para o Personare/Globo.com desta fase da atriz. Ela vive um ano de muitas responsabilidades (Ano Pessoal 4).
 
Quando ia para a Faculdade com a Cris, passamos por uma banca. E uma revista de fofocas tinha uma frase da atriz. Ela dizia: “Fazer uma protagonista é uma enorme responsabilidade.” Sorri, ao lembrar o que escrevera para a globo.com no final do ano passado.
 
E ao acompanhar um pouco o início da novela e as propagandas sobre a mesma na TV, eu observei que ela está apaixonada por um Dalit. Ela vive uma personagem que está sob uma rígida tradição. Quando estamos num Ano Pessoal 4, tendemos a nos sentir aprisionados por certos hábitos e tradições familiares. A sensação é de repressão. É o que Juliana Paes está vivendo através de sua personagem, a qual se sente aprisionada pela rigidez familiar (Ano Pessoal 4).
 
É bacana ver os artistas, principalmente os atores e atrizes, viverem personagens que refletem o colorido, os desafios, as oportunidades e os aprendizados dos ciclos numerológicos e astrológicos em que estão. Além de ser um belo exercício para nós, estudiosos de Numerologia e Astrologia, aprendermos NA PRÁTICA a aprimorar nosso olhar interpretativo sobre tais simbolismos.
 
Para finalizar, mostro uma coincidência (ou sincronicidade? rsrs) que ocorreu com Barack Obama. Ele é o 44o. Presidente dos Estudos Unidos. Como nasceu dia 04/08/1961, está no Ano Pessoal 5 (04+08+11 = 23/5). Em Janeiro, mês de sua posse, estava no Mês Pessoal 24/6. E no dia 20/01, dia de sua posse, estava no Dia Pessoal 44/8!!!!! Sem contar que a simbologia do 8 envolve o assumir seu poder pessoal para influir de maneira impactante ao seu redor… Como Obama é uma figura pública, esse ambiente ao redor vai longe…  Este era o colorido do dia do homem mais poderoso do mundo.
 
Beijãozão nocês…
Yub


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Algumas Reflexões sobre Relacionamentos Afetivos!

 
 
Saudações AFETIVAS a todos!!
 
Eu e a Cris temos observado desde o final do ano passado vários casais que conhecemos entrando em crises conjugais. Muitos deles terminaram a relação que mantinham. Junto com as nossas próprias crises e superações, refletimos sobre algumas questões. Compartilho agora com vocês.
 
Numa noite em que lanchávamos e proseávamos, a Cris se lembrou de uma frase de seu professor. Ela estava no 1o. Período de Psicologia. Ele perguntou à turma:
 
– Quem aqui namora?
 
Várias pessoas levantaram a mão.
 
Ele profetizou:
– Seus relacionamentos terminarão.
 
Houve aquele ar de ponto de interrogação entre todos. E o professor explicou que o Curso de Psicologia mexe bastante com as pessoas. Consequentemente, acarreta efeitos em seus relacionamentos. E o fim da relação pode ocorrer.
 
Lembrei de uma amiga minha. Ela era casada com um homem muito machista. Este lhe impedia de fazer terapia. Tinha medo de que seu relacionamento terminasse por conta desse processo terapêutico. Ela não fez terapia. E o casamento deles terminou assim mesmo. Talvez a terapia tivesse salvado a relação deles, transformando a maneira como se relaciovam…
 
Muitas vezes, acredito que frases do senso comum, tais como “não preciso de terapia; terapia é para loucos” ou “todo psicólogo ou estudante de psicologia é louco”, retratam uma baita defesa de nossa sociedade. É a resistência a mudar. Parece que as pessoas têm medo de se enxergarem com mais clareza porque podem perceber o que lhes provoca insatisfação. E, diante dessa constatação, terem de se dar ao trabalho de buscar mudanças que gerarão mais satisfação. Preferem manter “tudo como está”, porque acham que o sofrimento da mudança será maior do que o sofrimento que a manutenção de algo insatisfatório gera.
 
Para fugir à dor dessas percepções sobre o que realmente querem para ter uma vida verdadeiramente mais satisfatória, buscamos paliativos e sedativos existenciais através de certos vícios. Quem sabe assim mantemos permanentemente o estado de cegueira forçada sobre o que pensamos, sentimos e queremos de fato??
 
É nesse medo de mudar que vejo a primordial causa dos relacionamentos desses casais sucumbindo às crises conjugais, quando estas poderiam ser o estímulo para o casal renovar seu vínculo e seu compartilhar…
 
E quando uma pessoa que faz parte do casal decide mudar, seja através dos estudos e práticas terapêuticas/psicológicas ou outras que desembocam nesse mesmo fim, inevitavelmente a pessoa parceira será cutucada, mexida, afrontada, influenciada, sacudida. Como reagirá a esse movimento progressista desencadeado pela primeira?
 
Poderá reagir com resistência e se negar a mudar/crescer/amadurecer mais. E isso poderia emperrar tanto os projetos conjugais quanto os projetos individuais para os quais a primeira está querendo trilhar… Ou poderá reagir de forma madura, procurando se dedicar com mais afinco e espírito renovador a seus próprios projetos pessoais e aos conjugais.
 
O que impede a pessoa parceira de fazer essas mudanças e, junto com a primeira, se envolver na busca por mais satisfação no relacionamento?
 
Nos exemplos de traição que conheço, ocorreu algo semelhante a alguns desses casais. Um deles estava insatisfeito, inclusive sexualmente. E em vez de demonstrar essa insatisfação para a pessoa parceira, assumir sua parcela de responsabilidade no proceso insatisfatório, inclusive sexual, e procurar com a outra desencadearem mudanças bacanas para ambas melhorarem a relação, decidem simplesmente trair. É como se a traição fosse uma vingança para o fato de a outra pessoa não estar mais lhe satisfazendo… Em vez de dialogar, demonstrar seus sentimentos, o que não está legal, o que está, o que poderia ser mudado, como, etc., vão para o caminho aparentemente mais cômodo: buscar satisfação sexual com outra pessoa… Como se isso fosse resolver o problema…
 
Deve ser porque achamos que o problema sempre está no outro… Somos orgulhosos demais para assumir nossa parcela de responsabilidade no que está ruim, insatisfatório… porque assim, ao culparmos o outro, evitamos fazer movimentos de mudança, os quais revelariam nossas fraquezas, limitações, medos e vulnerabilidades. Preferimos manter nosso orgulho do que manter nossa relação, colocando-a num nível mais satisfatório. Preferimos ficar na posição superior do que – com verdadeira humildade – repararmos no que temos feito, nas nossas feridas emocionais, no modo como nos tratamos e no que podemos trabalhar para melhorar em nós mesmos.
 
Parece que em todos esses exemplos de casais em crise que conhecemos e nas nossas crises, o que pode minar ou transformar positivamente a relação é o seguinte fator:
 
O NOSSO MODO DE REAGIR ÀS NECESSÁRIAS MUDANÇAS!
 
Parece que há um acordo silencioso e profundamente sutil (mas muito poderoso) entre cada parte formadora do casal: “olha aqui. Vc promete não mexer nessas minhas feridas? Se sim, eu prometo não cutucar as suas. E, assim, poderemos manter nosso relacionamento legal, aparentemente harmonioso. Vc topa?” Astrologicamente falando, são casais que querem viver eternamente na dinâmica da Casa 7 (Libra) e NUNCA adentrarem na dinâmica da Casa 8 (Escorpião).
 
A outra parte responde: “Eu topo. Vc pode manter essas gavetas de sua psique fechadas. Sem problemas. Te escolhi também por isso. Tá ótimo desse jeito, nesse nível.”
 
Só que quando um deles começa a mexer em suas próprias gavetas, rompe este contrato. Viola esse acordo. E, o “pior”, exige do outro que mexa nas suas próprias gavetas psíquicas também.
 
O outro sente-se violentado, desrespeitado. E reage a esse movimento autoperceptivo e de autosuperação da pessoa parceira, decidindo manter tudo como estava inicialmente acordado. Muitas vezes, precisa fazer um esforço hercúleo de resistência. Aí começam os problemas… pois quando um decide mudar, quer que o outro acompanhe. E se a outra pessoa não acompanhar, pode reprimir o movimento da primeira, se esta se submeter. Porque esta pode preferir ficar junta da outra, mesmo insatisfeita. É o medo da perda, do rompimento, do ficar sozinho/a. Não percebe que está sozinho, ao lado de alguém. Existe um muro, tal como o do BBB9, entre eles… Mas não se aceita enxergar tal muro… E ao manter tudo como está, continua junto, mas separado.
 
Parece que essa submissão com o objetivo de manter a relação pode chegar num nível tal que a insatisfação cresce alucinadamente e explode em reações perigosas e destrutivas. A revolta por ter tentado se estagnar para manter a relação pode explodir numa fúria e em atitudes tão ferinas que o sofrimento acaba sendo MUITO maior do que se, antes, não tivesse vendido a sua alma em prol de uma falsa, cômoda e passiva segurança.
 
O medo da perda (de uma relação terminar) acaba fazendo a pessoa que iniciou o movimento de mudança refrear suas trasnformações. Porém, a dor dessa repressão é mais DOLOROSA que a dor da separação. Porque a dor da repressão é cada dia mais acrescida da dor da insatisfação. Afinal, esta relaciona-se de um modo rotineiro, desgastante, apenas para ficar junto (ou melhor, fisicamente e socialmente junto).
 
E isso é uma ilusão… A insatisfação só aumenta… e a relação vai se deteriorando ainda mais, com um distanciamento cada vez mais doloroso… uma pessoa vai machucando e agredindo a outra constantemente, mesmo que essa agressão venha por meio do próprio distanciamento… da frieza… da falta de sexo… da inexistência de uma enriquecedora intimidade.
 
A dor da separação, pelo menos, abriria a oportunidade para tocar os projetos pessoais, já que os conjugais foram para o beleléu quando a outra pessoa não se envolveu com os compromissos das mudanças na relação…
 
Com isso, encontramos muitos casais terminando ou mantendo um vínculo de fachada, de algo já deteriorado, que está longe de ser satisfatório.
 
Se uma pessoa busca mudar, se envolve em projetos individuais que vão lhe dar satisfação. Naturalmente, a pessoa parceira é colocada numa situação em que o progresso lhe é apresentado. Não precisa nem ser cobrada escancaradamente pela primeira a mudar. O movimento da primeira já provoca naturalmente essa reação na outra. É um estímulo natural para a outra mudar também. E não somente se dedicar a novas satisfações individuais, mas conjugais também.
 
Por isso que relacionar dá trabalho. Falo do relacionar verdadeiro. Não o de fachada. Porque o relacionar verdadeiro exige constantes mudanças que trarão cada dia mais satisfação a AMBAS, tanto a nível individual quando conjugal.
 
Beijos afetivamente reflexivos nocês…
Yub


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