A Alma Imoral: MUDAR (Urano) ou PRESERVAR (Saturno)???

 
Em 1993, eu, não suportando mais a profissão escolhida, rebelei-me. Já tinha percorrido metade do curso de Ciências Contábeis. E trabalhava há 3 anos no escritório de contabilidade de meu pai. Só que desde 1992, eu me encontrava no limite. Sentia-me aprisionado, como num cômodo estreito. A sensação de peso, repleta de insatisfação, tornava-se intensa. Até que não suportei mais preservar aquela situação.

Lembro-me como se fosse hoje do dia, ou melhor, da noite em que chamei meus pais para conversar em meu quarto. Olhei para os olhos de meu pai, depois para os de minha mae e disse: “Não aguento mais. Quero ser feliz. Vou abandonar a contabilidade e fazer Filosofia ou Psicologia.”

Naquele instante, percebi que frustrava a expectativa de meus pais. Por mais que minhas duas irmãs mais velhas, já formadas em Ciências Contábeis, trabalhassem no escritório de nosso pai, havia aquela expectativa do único filho homem herdar aquela estrutura construída. Ainda mais que outros tios meus também tinham escritório de contabilidade e seus filhos se preparavam para manter essa tradição.

Essa mesma família e esses mesmos tios/primos tentaram me dissuadir dessa direção. Enfrentei muitos conflitos familiares e sociais. Mas nada se comparou com os conflitos internos daqueles anos de transgressão. Só que eu não conseguia mais calar os impulsos transgressores de minha alma, da alma imoral – que é uma parte de nossa natureza. E a faceta do animal moral (“corpo”) sentia-se perdida, confusa e desorientada diante da mudança decidida e desencadeada.

Esses conflitos entre mudar ou preservar é uma constante em nossa vida. Porém, em determinadas fases, eles são mais presentes. Como a que vivemos atualmente, representada pela oposição entre Saturno e Urano. Saturno em Virgem em oposição a Urano em Peixes.

Portanto, o incômodo está presente. Largar o cômodo, o aparentemente seguro, gera ansiedade. Interna e externamente, nos defrontamos com essas incertezas que o novo nos apresenta.

Você consegue identificar em qual área de sua vida esse conflito entre preservar e mudar está mais escancarado?

Quais as resistências – internas e externas – você tem encontrado para se libertar de certas normas, tradições e falsas/aparentes seguranças?

De que forma vc tem se rebelado frente ao que (ou quem) tem lhe aprisionado e sufocado?

Como poderá transgredir certos limites, convenções e heranças (familiares, sociais, profissionais, culturais) para mudar e sentir-se responsavelmente livre?

De que modo pode se dedicar, com disciplina e inovação, a agir com mais originalidade e competência nas mudanças que pretende empreender para construir uma estrutura mais satisfatória em sua vida?

Chegou o momento de transgredir, na prática, antigos paradigmas. É uma época propícia para construir um novo nível de segurança, baseado em valores progressistas.

Para quem quer compreender a dinâmica e os significados desta fase que todos nós vivemos – a nível individual e coletivo -, simbolizada pela oposição entre Saturno e Urano, recomendo o livro A Alma Imoral, de Nilton Bonder.

Eu e a Cris ganhamos esse precioso livro de nossa querida e sábia amiga de “alma” rsrs Elô (Eloise Mello). É um livro INSPIRADOR!!!

Obs.: em 1993, eu vivia o transito de urano na casa 10, em conjunçao com meu jupiter natal na 10 e em quadratura com meu urano natal na 7.

Beijãozão nocês…
Yub


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Mais Reflexões sobre a Casa 12

Relacionando Magia-Ego-Casa 12:

 

No meu entender, a Magia pode ser dividida em dois tipos: a ritualística e a natural.

 

A ritualística tenta criar o clima interno para a realização da Magia a partir de rituais externos, de posturas, cânticos, instrumentos, dias favoráveis, horários, elementos afins, cenários apropriados, cheiros, sons e indumentárias para cada desejo e  intenção, etc. Digamos que essa seja a Magia bem virginiana. Digamos que essa é mais intencional, no sentido de querer provocar alguns efeitos no mundo a partir de uma intervenção planejada de nossa parte. Digamos que essa soa um pouco artificial porque, de certa forma, o intento é de intervir na realidade com um propósito quase controlador desses detalhes que ansiamos mudar/alterar.

 

A natural é aquela que acontece em função da nossa plena sintonia e unicidade com o ritmo natural das Coisas, na qual nós somos parte ressonante das prioridades possíveis de serem realizadas em cada momento do ciclo da vida. Digamos que a Vida age através de nós também para realizar o que cada instante especifica e intenciona, com o objetivo de que haja a constante e eterna evolução. (sim, Deus é perfeito, mas continua a se “expandir”, evoluir; não vejo Deus como um carinha que fica sentadão no seu trono de ouro enviando seus raiozinhos lá de cima sobre nós aqui em baixo não. Deus, sintetizando, é a energia que está em tudo e em todos, e isso inclui eu, você e Saddan Hussein).

 

Voltando a uma conexão mais clara com a Casa 12. Falei que o significado maior da vida está em atingirmos esse nível de unicidade (“Eu e o Pai somos um”), simbolizado pela etapa final do ciclo evolutivo, a etapa 12 zodiacal (“O retorno à casa do Pai”).

 

Todo mundo aqui deve reconhecer, seja em si mesmo ou em outras pessoas (as que têm a Casa 12 povoada), o quanto elas atuam poderosamente no “Astral”, no campo psíquico maior tanto dos outros quanto dos ambientes… Certo? Concordam? Essas pessoas, pelo menos pelo que tenho percebido, quando não estão bem, é quase impossível manter-se ao lado delas, porque a densidade, o peso que elas emanam é algo quase palpável, influenciando tremendamente a atmosfera do ambiente de onde elas estão. Em contrapartida, quando estão bem, meu Deus!!, é de um encantamento e de um poder para elevar o nível da energia psíquica existente, que não dá vontade de sair do lado delas, pois é super reconfortante… :)

 

Quero dizer com esse exemplo o quanto Bruxas/Bruxos e Magos elas são… Só com a simples presença, já emanam e provocam isso tudo e muito mais…

 

Outra coisa: essas que têm Planeta(s) na 12 parecem possuir uma imaginação afloradaça. E todos sabemos o quanto impactante é a imaginação como ferramenta de Magia. Ou seja, o que elas criarem/visualizarem mentalmente, imaginativamente, tem um poder imenso de ser realizado. E sabemos que essa é uma ferramenta para os dois tipos de Magia que coloquei lá em cima.

 

E, ainda nessa questão, a Casa 12 envolve uma postura de rara receptividade e suscetibilidade ao que está oculto/não tão aparente. Captam as correntes emocionais/psíquicas com muita facilidade, quer consciente ou inconscientemente. E todos sabemos que essas são belíssimas características essenciais para a prática da Magia, seja ela de que tipo for.

 

Bom, quê mais?? Ah, tá! Vcs já repararam o quanto uma pessoa que tem a Casa 12 enfatizada, ou Planetas no Signo de Peixes, ou Netuno aspectando Deus e o mundo no Mapa, pode ser ou exageradamente azarada ou exageradamente sortuda??? É impressionante, negativamente, o quanto o raio cai na cabeça dessas pessoas e até duas vezes no mesmo lugar, ou seja, na cabeça delas (talvez aí está o sentido do bode expiatório…).  E o quanto podem ser abundantemente afortunadas, cheias de graça, no mais amplo sentido que essa palavra implica…

 

Daí a importância de estarem sempre trabalhando alquimicamente em seu psiquismo, a fim de tentar estar conectadas com o melhor da vida, com a gratidão, a abundância, as bênçãos, o lado mais positivo do existir. Com isso, talvez possam sempre atrair belíssimas situações abençoadas…

 

É um poder tremendo essa Casa 12, não?? Pôxa, por mais oculto que possa transparecer tudo o que está contido nela, é esse mesmo oculto que traz todos os tipos de situações em sintonia… E, na verdade, é o oculto que mantém o aparente, afinal, são as Leis e Princípios que regem a Vida que mantêm o mundo fenomênico, o mundo material, o mundo físico funcionando…

 

Daí a importância mesmo de reconhecermos os processos sutis, ocultos, aparentemente invisíveis, pois dessa maneira seremos capazes de experimentar as melhores formas de estarmos em ressonância com eles. Nessa postura harmônica, em sintonia com os Princípios Universais que regem o Existir, trabalhemos a favor da Evolução, tanto nossa quanto da humanidade, afinal, somos todos um.

 

Só que aí entra um outro Desafio: a questão super-hiper-mega polêmica do tal do ego!!!

 

O Ego e a Casa 12:

 

Quando comecei a ler os livros de Krishnamurti, Rajneesh (Osho), Yogananda e Vivekananda, interpretava erroneamente a questão do ego. Eu achava que tinha de aniquilar o dito-cujo!!! Então, eu era radical, e acabava numa falsa modéstia, numa falsa humildade. Não digo que hoje sou humilde. Isso está longe de mim. Tenho Ascendente em Áries, Sol em Capricórnio e Lua/Marte em Escorpião. rsrs 

 

E, se o Sol é o símbolo do ego, eu o tenho em Quadratura com o nosso Querido Plutão!!! Só esse último aspecto já demonstra a necessidade sim de transcender e de colocar o meu ego a serviço de uma força que não é a minha vontade pessoal mas, sim, a Vontade de “Deus.” Não é querer conquistar, controlar, impor, manipular e exercer meu poder pessoal para os meus fins egoístas e estritamente pessoais, para o meu bel prazer e satisfação pessoais. Plutão em sua configuração com o Sol envolve a entrega deste a um Poder mais Elevado.

 

Estou dizendo tudo isso a meu respeito para contextualizar que essa questão do ego já me causou muitos desafios, questionamentos, resistências, dores de cabeça, culpas e etc. Assim, quando comecei a ler os livros destes caras que, pra mim, por mais odiados e/ou amados que sejam (principalmente o Rajneesh-Osho e o Krishnamurti), eu interpretava erroneamente o que eles diziam a respeito da renúncia ao ego, da dissolução do ego, da extirpação do ego.

 

O que é o ego?? Pra mim, nada mais é do que o centro da nossa personalidade consciente. E, pra mim, estamos aqui para experimentar Deus conscientemente através da nossa personalidade. Ou seja, cada um de nós é Deus experimentando uma forma de vida, segundo a personalidade de cada um.

 

Tire a nossa personalidade e como é que Deus vai fazer?? Ele (a energia que está em tudo e em todos) precisa de nossa personalidade para continuar experimentando a Vida e evoluindo.

 

Ele somos nós. O Deus que está em nós é o que realmente somos, eternamente. Só que, em prol da evolução (=em prol de uma vivência cada vez mais apurada do Amor até sermos o Amor e continuarmos sendo o Amor de uma maneira ainda mais Amorosa), estamos aqui experimentando a vida através dessa personalidade atual.

 

Então, essa história de aniquilar o ego, pra mim, é balela!! Quero dizer com isso que o que verdadeiramente importa é não acharmos que o ego, a nossa personalidade consciente é tudo, é maior que a Vida, é maior que Deus, é que controla tudo e todos… Isso sim é balela!!  :)

 

Portanto, o objetivo maior da vida,  da Casa 12, pra mim, é de tentarmos servir a Deus, ou seja, expressar a Divindade através da nossa personalidade consciente. Para isso, precisamos adquirir esse senso de unicidade e plena conexão com Tudo o Que É.

 

E isso, pra mim, nada mais é do que tarefa da 12. Não é dissolver o ego, aniquilar o ego, é o vivenciarmos na medida apropriada, é entregarmos conscientemente nossa personalidade a serviço da Divindade que há em nós, que nos guia e nos ilumina a partir de nosso interior e que está em tudo e em todos. Isso é unicidade. Isso traz verdadeiro sentido e significado para a Vida. Isso nos permite a Paz de Espírito e a plena vivência da frase de Jesus: Eu e o Pai somos um.

 

Beijãozão nocês…
Do Deus que há na personalidade Yubertson Miranda, em ti e em todos… mas que se não fosse a personalidade consciente do Yub aceitando a tarefa de expressá-Lo, essa mensagem talvez não teria sido escrita (pelo menos DESSA maneira… rsrs)


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Reflexões sobre a Casa 12

 

Pelo fato da Casa 12 representar a etapa final do processo de vir a ser, o qual foi iniciado no Ascendente, isso me leva a perguntar: qual é o significado final de uma vida, de um ciclo existencial??? Qual é o ponto final a ser alcançado na vida???

 

Creio que seja o de atingirmos um nível elevado de Compreensão e de Amor. E para alcançarmos esse nível de amorosa compreensão, o que precisamos??

 

Precisamos adquirir a plena Sintonia e Conexão com a Ordem Natural de Todas as Coisas, com a Natureza, com Deus, com os Princípios e Leis mais Elevados que regem a Vida de maneira aparentemente invisível, mas extremamente efetiva e perfeita.

 

Após adquirirmos um senso de individualidade bem marcante, no qual reconhecemos a importância de nosso papel fraterno e humanitário dentro do todo social (Casa 11), fundamentados por toda a Sabedoria  vinda com todas as experiências adquiridas nas etapas anteriores e que culminaram na nossa Realização Social (Casa 10), chegamos na etapa 12 do nosso existir.

 

Ou seja, chegamos num momento em que temos a chance de alcançarmos a unicidade com a Vida (Deus; Cosmos; Natureza). Para atingirmos conscientemente essa conexão, dependeremos tanto das conseqüências do modo como caminhamos durante esse processo, quanto da maneira derradeira de enfrentarmos esses desafios finais.

 

Seja como for, o desafio para atingirmos esse nível de união com Deus/Vida demandará de nós uma fé imensa: é necessária a entrega, a confiança e a receptividade há algo ainda desconhecido e aparentemente imenso… estamos no terreno da abrangente Casa 12.

 

Portanto, a fim de atingirmos esse estado de unicidade com a Vida, teremos que enfrentar os nossos (“nossos” tanto em termos pessoais/familiares quanto da humanidade, presentes no inconsciente coletivo) demônios internos, fantasmas, medos, bloqueios, enfim, tudo o que provoca a nossa resistência em face da necessária sensação de vulnerabilidade diante do Todo.

 

Que estilos de medos, de bloqueios, de traumas, de demônios serão enfrentados mais enfaticamente por cada um de nós nessa tarefa de nos entregarmos a Deus vai depender talvez do Signo que ocupa a cúspide da Casa 12 e dos possíveis Planetas ali presentes natais e em trânsito/progressão – e de tudo o que eles implicam em sua relação com os outros fatores do Mapa.

 

Então, qualquer posicionamento existente em nossa Casa 12 ou vinculado à nossa Casa 12 pode inicialmente funcionar como um inimigo oculto. Assim pode ser considerado porque tal Posicionamento Astrológico envolvendo a Casa 12, antes de ser conscientizado, tende a poderosamente minar nosso processo existencial, levando-nos a fortes auto-sabotagens.

 

Jung já dizia que quem é o maior responsável por nossas escolhas na vida, pelo nosso modo de vive-la, é o inconsciente. Podemos até achar que fazemos a maioria de nossas escolhas de maneira consciente, mas, muitas vezes, essas não passam de justificativas racionalizadas para algo que, inconscientemente, desejávamos/precisávamos viver/aprender e, por isso, escolhemos.

 

Bom, retomando: após sentirmo-nos confusos, solitários, angustiados, vitimados, deprimidos, perdidos, etc., em função da maneira como nossa Casa 12 é vivida por nós, temos a chance de transformar aquele inimigo oculto num belíssimo poder oculto.

Ao integrarmos esses fantasmas responsáveis pela nossa resistência em não nos entregarmos a Deus, temos a possibilidade de alcançar essa plena Sintonia com a Ordem Natural de Todas as Coisas.

 

Aí sim, somos mais capazes de experimentar o sentimento de plenitude, de nos sentirmos confortáveis com o Silêncio, numa Paz de Espírito. Aí o sentimento de compaixão, de empatia, de simpatia, de compreensão e de amor para com tudo e com todos alcança níveis belíssimos – o que torna a nossa vida plena de significado, pois estaremos sentindo em cada momento o encantamento de comungar a nossa alma com a Fonte de Tudo o Que É.

 

Conseqüentemente, o Amor que sentimos dentro de nós pode ser doado com extrema alegria.

 

Beijos amorosos nocês…

Yub 

 


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O Banquete, de PlUtão.

 

O Banquete, de Plutão.

         Nas cavernas profundas, estavam reunidos alguns convidados. Mais precisamente, sete convidados.

 

        O Anfitrião ocupava o lugar vazio no centro da mesa, ao redor da qual se encontravam os convidados. Algumas vezes, tínhamos a impressão, a profunda impressão, de que ele sentava-se no mesmo espaço em que cada convidado ocupava.

         Um aspecto misterioso ficava por conta da flor que cada convidado segurava em suas mãos. Será que ela representava o convite enviado pelo Anfitrião?

         De todo modo, a atmosfera que inicialmente reinava na reunião era de apreensão. Mas, apreensão em relação a quê? Talvez pelo ar de mistério e suspense. E isso seria motivo suficiente para trazer à tona, quase de maneira palpável, o medo de cada convidado. E cada um possuía uma espécie de medo…

         O que seria servido naquele Banquete, o Banquete de Plutão?

         Por enquanto, todos apreciavam o mais extasiante vinho, talvez para relaxar… talvez para inebriar… O fato era que o vinho era servido e nenhum convidado recusou.

          Aproveitando o clima estrategicamente criado e irradiado, o Anfitrião, agora sim, ocupando o centro vazio da mesa, tomou a palavra.

         Logo quando começou a falar, todos estranharam, pois perceberam que não saíam palavras da boca do Anfitrião. Este falava, com profundidade e sem rodeios, indo ao cerne de cada questão relativa a cada convidado, através do seu olhar. Mas que olhar eloqüente… E por mais que eles tentassem, nenhum conseguia tirar os olhos
daquele penetrante olhar emanado pelo Anfitrião, que falou:

– Mesmo tratando de questões particulares compatíveis a cada um de vocês, talvez seja de extrema importância (quase vital) que todos as escutem. Ouçam com todo o seu ser, pois cada conselho que ministrarei servirá para todos, uma vez que há um laço comum ligando-os: o Medo, o Medo do Poder.

         Após comunicar com o olhar tal recado, o Anfitrião fez uma pausa. Esta também era repleta de eloqüência, a fim de que cada convidado fosse inquestionavalmente tocado e influenciado pela verdade nele expressa.

         Percebendo o efeito unânime provocado na alma dos 7 convidados, o Anfitrião tomou novamente a palavra. Embora agora já não fosse possível saber se ele falava da posição em que se encontrava inicialmente, ou se ele ocupava a mesma posição daquele respectivo convidado para o qual direcionava seu recado. Talvez o Anfitrião
ocupassem ambos os espaços… creio que ele possuía essa capacidade, creio que ele tinha esse poder.

         Ele disse ao primeiro convidado:

 

 

– Meu caro Sol, se você aceitou meu convite, o que muito me honra, isso quer dizer que optou por vencer o teu medo. Se veio me visitar em meu Reino, é porque aceitou, mesmo que por pressão (por uma sutil e poderosa pressão), a aceitar, encarar, compreender e transformar o teu medo – disse o Anfitrião ao Sol, tomando mais um gole de seu delicioso vinho enquanto o respectivo convidado engolia em seco.

          E continuou:

– Chegou a hora de encarar o medo de assummir o verdadeiro Poder, o qual transformará teu senso de identidade, auto-estima e criatividade. Chega de tentar renegar o Poder que está em ti e que deve brilhar por teu intermédio. Chega também de exercer e direcionar esse Poder de uma maneira manipuladora, cruel, egoísta e destrutiva.

     Chegou o momento de colocar tua luz a serviço do Poder de tua Verdadeira Natureza, e, assim, expressar sua luminosidade através do auto-domínio. Através dele,  terá a capacidade de transformar a tua vida e a vida dos que o cercam, se assim eles quiserem. O importante é você integrar conscientemente sua sombra e sua luz, sendo um veículo de Poder Gerador, Transfomador e Alquímico, por ter alcançando um profundo nível de autoconhecimento e auto-realização.

         O convidado que estava ao lado do Sol percebeu que aquele olhar, aquele penetrante olhar, acompanhado daquele eloqüente silêncio, vinham em sua direção. A reação foi a de largar o copo de vinho e tentar ser mais receptivo ao recado que o Anfitrião tinha para si.

 

– Lua, tua presença aqui em nosso Banquetee vem trazer aconchego, intimidade e familiaridade. Deixa-nos mais à vontade para perceber que a riqueza de meu Reino não é visível, não é – como um antigo profeta dizia – deste mundo.
       Como disse ao nosso brilhante Sol, minha amiga Lua, se você aceitou meu convite, é porque está em condições de vencer teu medo, o medo das profundas e poderosas emoções.
       Chegou a hora de aceitar a necessidade de vasculhar teu íntimo e encontrar no mais profundo de sua alma aquilo que realmente satisfaz: o Poder de transformar os estados emocionais e os ambientes em que vive. Chega de tentar inutilmente controlar tuas mais sombrias emoções e anseios; chega de tentar buscar tua segurança emocional através da manipulação e da proteção destrutivas. Chegou a hora de expurgar tuas mais profundas inseguranças e assumir seu Poder Transformador, o qual lhe preencherá emocionalmente.

         O Convidado ao lado ficou irrequieto, sua mente, então, nem se fala. Era inevitável o encontro com o Anfitrião. Afinal, suas mãos, tão habilidosamente desenvolvidas, seguravam a flor – símbolo da sua aceitação para estar presente no Banquete, de Plutão. E ouviu:

 

– Mercúrio, meu querido parente. Não preciiso dizer-lhe o que falei aos nossos dois convidados anteriores, porque sei q você já pensou a respeito e comprovou tal fato.
       Então, chegou o momento de parar de se dispersar por conhecimentos, informações, fatos superficiais e relativamente desconexos. Agora é a hora de você
vasculhar os recônditos de tua mente para descobrir teu Poder Mental e Comunicativo.
      Chegou a hora de parar de renegar a profundidade de tua mente e de tuas percepções. É o momento propício para chegar à raiz daquilo que conhece e pensa, sendo capaz, portanto, de comunicar a riqueza essencial e transformadora de teu Poder Intelectual.

         O próximo convidado abriu aquele sorriso encantador. Pegou sutilmente a taça de vinho e direcionou-a ao Anfitrião para que este a preenchesse com aquele líquido inebriante que mata a sede da alma. Assim foi feito.

          O próximo convidado encantadoramente bebeu mais um gole de seu vinho. Olhou ao redor e não encontrou os adornos que costuma ver e apreciar no mundo onde reina. Percebeu que as belezas e as riquezas valorizadas ali eram outras, aparentemente invisíveis. O Anfitrião, então, se concentrou mais intensamente para dizer-lhe:

 

 

– Vênus, minha linda, tua presença aqui embeleza e alegra o nosso Banquete. E mostra o quanto estás preparada para assumir sua verdadeira beleza, fundamentada no verdadeiro valor: de teu profundo poder harmonizador.
         Chegou a hora de encontrar valor no teu Poder Harmonicamente Transformador, atraindo relações compatíveis com esse nível de
auto-estima e prazer.. Desse modo, poderá expressar teus gestos de afeto com mais profundidade e sedução, tocando a alma daqueles que convivem contigo ao ofertar-lhes o Valor mais Precioso, aquele que confere a verdadeira auto-estima: o Valor de sentir o Poder de nossa Real Natureza e a doá-La intensamente aos que convivem conosco.

         O próximo convidado quase saltou impulsivamente de sua cadeira para travar um embate com o Anfitrião. Porém, não teve coragem para isso. O olhar penetrante que expressava aquele silêncio eloqüente o dominou, sutil mas poderosamente, fazendo-o ouvir:

 

-Marte, meu valente guerreiro, tua dinâmica e corajosa presença só enaltece a nossa reunião, o nosso Banquete.
          E é com toda sinceridade que digo: Chegou a hora de você assumir teu verdadeiro Poder de agir de maneira profundamente transformadora, incitando no espírito de todos a coragem e a ousadia de conquistarem os reinos perdidos de suas inconsciências. Chegou a hora de parar de renegar teu poder marcial se auto-destruindo por canalizar tua impulsionadora energia de maneira egoísta, dominadora, cruel, covarde e ferina.
          É o momento de fazer valer teu verdadeiro Poder de agir construtivamente para a transformação de nosso comodismo, de nossa insegurança e de nossos desejos mesquinhos. Entre em contato com Ele, assuma-O e decida corajosamente expressá-Lo. Pos já foi dito que seja feita a vontade Dele.

          O último convidado abriu aquele sorriso largo e quis servir mais uma rodada de vinho por sua conta a todos os convidados e ao Anfitrião. Queria brindar a alegria de estarem ali aprendendo e compreendendo algo a respeito da Existência. Como talvez ele provavelmente derramaria vinho em algum dos presentes, não quis arriscar que esse premiado fosse o próprio Anfitrião. Preferiu, então, agradecer a este o convite e a hospitalidade de seu Reino.

 

Após o agradecimento, o Anfitrião, sorrindo internamente (o que era a única forma
dele sorrir), falou-lhe:

 

 

– Magnânimo Júpiter, é uma honra tê-lo aquui e saber que irás compreender aquilo que tenho para dizer-lhe.
         A aceitação do meu convite mostra que você está no momento apropriado para saber que a Sabedoria só pode ser expressa de hoje em diante embasada no Poder Interior. Este permite que ela seja transmitida com profundidade e com um alcance amplamente transformador.
         Não é hora de se expandir inapropriadamente e nem de relutar em mostrar tua
sabedoria inspiradora. Agora é o momento de aliar os Princípios e as Leis da Vida ao Poder que delas emana e as contém. Desse modo, expressando o Poder Transformador dos Princípios Existenciais, poderá proporcionar à coletividade
um verdadeiro sentido da Vida. Permitirá que a alegria sincera seja alcançada, uma vez que inspira a todos a seguir o Poder de suas intuições.

        Júpiter compreendeu. E agradeçeu, abençoando aquela experiência.

O último convidado, dos 7 ali presentes, aparentava uma frieza auto-controlada impressionante, talvez como defesa para seus medos e para a necessidade de transformação que o Anfitrião iria propor. Mas, disciplinadamente, organizou-se internamente para ouvi-lo.

 

 

– Saturno, mestre dos mestres, irei diretoo ao ponto contigo, sem floreios. Porque você, talvez até mais do que eu, já sabe os seus pontos vulneráveis e o que precisa aprimorar, desenvolver.
          Portanto, você sabe que chegou a hora de transformar tudo aquilo que você tinha estruturado e estabelecido, achando que tinha alcançado um nível de segurança e de respeitabilidade por isso.
          Mas, não. É hora de utilizar seu Poder estruturador e organizador para transformar com responsabilidade aquilo que já se mostrou estagnado e estratificado. É hora de reconhecer o quanto o compromisso com teu verdadeiro Poder Estruturador e Realizador deve estar a serviço de um compromisso mais Elevado, o qual traga uma estabilidade mais dinâmica ao nosso todo coletivo.
          Você mesmo sabe que vai doer trabalhar profundamente em pontos estagnados de tua antiga estrutura, pois essa se mostra superficial e denota a necessidade de estar amparado por uma base mais produtiva e útil: a do Poder de Transformar estruturas retrógradas e involutivas. 

        

        Saturno, e mais os outros 6 convidados, agora tiveram a certeza de enxergarem o Anfitrião tomar o lugar central-vazio da mesa. Todavia, permanecia a sensação de que este estivesse presente onde estavam sentados, tal como ocorrera quando ouviram-no falar com cada um.

– Vocês, hoje, entraram em contato com a verdadeira riqueza que meu Reino possui: a
Riqueza do Poder Interior, aquela que nunca é perdida, pois faz parte da Natureza de cada um. E agora vamos ao Banquete!! Que venham os pratos!!

– CLAP CLAP – o Anfitrião bateu palmas e os carrinhos negros, onde as comidas estavam, eram puxados por dois Irmãos do Anfitrião.  Todos os convidados se deliciavam com cada prato servido pelos dois Irmãos do Anfitrião – temperados com o mais Divino Encanto (Netuno) e Originalidade (Urano). E continuaram a degustar os mais saborosos vinhos.

         No fim do banquete, de Plutão, os 7 convidados foram levados pelas carruagens negras do Anfitrião. Cada um recebeu um envelope que só poderia ser aberto quando estivessem em suas respectivas Casas. Nele estava escrito:

 

– BUH!        


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Monster: Desejo Assassino!

 

Saudações SERIAL KILLER a todos!!

Revi o SENSACIONAL e INCÔMODO filme MONSTER: DESEJO ASSASSINO, em que a Charlize Theron dá um show de interpretação da Aileen Wuornos (nasceu dia 29/02/1956, infelizmente, sem horário; em Rochester, Michigan).

Há muito tempo um filme não me incomodava tanto… Foi cada soco no estômago. Eu sentia dor diante da dor, do desespero, das circunstâncias que ela ia vivendo no decorrer do filme…

Talvez possamos chamá-la de uma criação monstruosa da sociedade… Uma vítima do sistema que, obviamente, tem sua responsabilidade por ter reagido da maneira como reagiu…

Quando vi o filme, lembrei-me de um julgamento que fui no Fórum aqui de BH. O réu? Antonio Leal Ribeiro (19/01/1970).

Foi um julgamento ESPETACULAR, onde, pela primeira vez na minha vida, vi na minha frente, ao vivo, rs, um cara que exerce a maldade de maneira consciente, cruelmente consciente…

Ele matou a sua filhinha de 1 ano e 8 meses, sufocando-a num quarto de hotel depois de um domingo no parque, num plano altamente consciente, a fim de “se vingar” da mãe da menina (sua companheira na época).

O Promotor mostrou aos jurados justamente que ele era imputável, pois arquitetou tudo que pretendia fazer e intencionava provocar na vida da sua companheira a partir da morte da filha.

Foi condenado, com pena máxima.

O mais legal e sensacional durante o julgamento foi que o Antonio afrontou rispidamente o JUIZ e o Promotor!!! Impressionante!! Ele teve vontade de voar no pescocinho dos dois, durante o depoimento que prestava, respondendo às perguntas do Juiz. Como não podia, já que estava algemado e acompanhado por dois policiais militares, afrontou-os verbalmente… Ele citou até Aristóteles logo de cara… Precisa ver as reações que ele extraia da galera que assistia o julgamento… O Antonio tem Marte em Oposição EXATA a Plutão…

Quanto à Aileen, pelo que vi no filme, me parece que a Lua dela deve estar no finalzinho de Libra, entrando em Escorpião, em conjunção quase exata com este Netuno em Scórpio… Olha a companheira hiper-netuniana que ela atraiu e se apaixonou?? E olha o sonho de ser uma atriz de cinema?? (e tem o Sol em Peixes…)

O tanto que ela se virava, ia à luta, se arriscava, para ganhar muito dinheiro e, assim, manter a namorada, proporcionando-lhe a possibilidade de comprar tudo do bom e do melhor (conforme a outra exigia exageradamente), parece que tem a cara deste trígono Vênus em Áries com Júpiter/Plutão em Leão, né? E ela era o “homem provedor” da relação…

Qual seria o Ascendente dela, heim? Talvez se traduzirmos a relação que ela tinha com os irmãos, conforme foi salientada no filme, a partir de uma Casa 3 compatível, uma vez q o Mercúrio dela não apresenta aspecto com a temática que ela contou como existente para com seus irmãos, a gente possa ter uma pista significativa para chegar ao ascendente…

Sabe por que considerei a Lua de Aileen Wuorno em Libra, no finalzinho de Libra?

Por dois motivos:

O primeiro, porque ela sempre tentava fazer de tudo para a relação entre elas estar sempre perfeita, em harmonia, sem brigas, sem desentendimentos; querendo manter uma aparência assim. Qualquer conflito ou qualquer possibilidade que a relação desandasse, a Aileen tratava logo de dizer que estava tudo bem, que elas estavam bem, que nada iria atrapalhar a relação, que nada iria trazer bagunça para a união delas.

E vejo muito as pessoas com Lua em Libra buscarem uma paz extática. Ou seja, elas atingem um ponto dentro da relação onde há tranqüilidade e harmonia e querem manter este mesmo estado eternamente, para que não haja os conflitos que ela tanto detesta, uma vez que estes iriam trazer a feiúra, a desarmonia, a dor de cabeça de tentar resolve-los.

E como a Lua está conjunta a Netuno, as ilusões que a Aileen tentava enxergar e criar, tapando o sol com a peneira, fazendo de tudo para manter a ilusão de que a relação estava ótima, estava perfeita, é algo absurdo. Ela evitava de todas as formas brigar com a namorada e enxergar certas “feiúras”.

E, tendo a Lua em Libra (e este é o segundo motivo), no final deste Signo, existe uma
quadratura exata com o Urano em Câncer. Daí os rompantes, os impulsos do nada que faziam a Aileen radicalizar a sua expressão emocional, quando não tinha mais jeito de manter a ilusão da harmonia perfeita entre elas. Este Urano vinha sempre dar o ar de sua graça atrapalhando a harmonia ilusória que ela tentava de todas as formas manter.

E este Urano quadrado à Lua retrata bastante a atmosfera doméstica vivida pela Aileen desde sua infância, bem como a separação, desde novinha, do seu núcleo familiar, vagando independente pela vida… Lembram qual foi a primeira reação dela
quando conheceu sua futura namorada no bar?

E se a gente for pegar a Lua como a mulher da Aileen, a Lua em Libra conjunta ao Netuno é bastante a cara da namorada dela… Afinal, a namorada dela gostava de sair, não suportava ficar parada dentro de casa, sem circular socialmente. E, ainda por cima, colorindo tudo isso com a faceta negativa de Netuno: a passividade, a aceitação da dependência para com a outra, o jogo de vítima e salvador existente entre elas.

E o modo de expressar-se emocionalmente entre elas, pra mim, era muito mais libriana do que escorpiana. Tanto que elas quase não se tocavam, quase não compartilhavam uma troca emocional escorpiana. Era muito mais uma relação de companheirismo, com o colorido netuniano e uraniano na jogada…

O estado de dependência libriano-netuniano-uraniano entre elas, pra mim, é algo bastante evidente. E os impulsos explosivos da Aileen por sua namorada, me parece que é bem do estilo “fogo”, como mostra o trígono Vênus em Áries com Júpiter/Plutão em Leão…

Eu coloquei o nascimento dela por volta das 3 horas da madrugada… Com o Sol na Casa 3 em Peixes, quadrado a Saturno em Sagitário entrando na 12. Asc. em Sagitário. Ela tinha uma necessidade de tentar compreender o sentido daquilo que ela estava vivendo, e questionou pra caramba Deus naqueles discursos finais com a sua namorada… Ela tentava justificar bastante o que ela ia vivendo, de uma maneira tipicamente sagitariana… E sabia o que era correto e o que não era correto. Ela tinha princípios e  sofreu pra caramba quando viu que seus princípios não foram levados em consideração no tribunal…

E o sonho de se tornar uma artista: Lua e Netuno na Casa 10…

 

Beijãozão nocês…

Yub


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(1) Um novo olhar sobre as SINCRONICIDADES!!!

Saudações REFLEXIVAS a todos!!!
 
Hoje tive uma prosa com meu primo-irmão Chiao Sheng (também conhecido como
Cristiano Miranda). A partir do que ele me contou sobre o que vem vivendo, eu
lhe disse que minha perspectiva sobre o SIGNIFICADO da SINCRONICIDADE tinha
mudado. Compartilhei essa visão com a Cris enquanto caminhávamos rumo à
Faculdade (onde estou agora à noite, escrevendo). Disse-lhe que o e-mail
recebido hoje de nossa amiga Alessandra Ribeiro também me ajudou a delinear
ainda melhor esse meu novo olhar sobre as SINCRONICIDADES. Compartilho agora com
vcs:
 
Pelo que venho vivendo e observando em mim e em certas pessoas conhecidas que
compartilham suas vivências comigo, atribuo um outro significado à
SINCRONICIDADE.
 
Anteriormente, eu via nas sincronicidades uma confirmação de que “estava no
caminho certo.” Algo acontecia, repleto daquele impacto inusitado típico de uma
SINCRONICIDADE, e eu sorria. Ficava feliz. Dizia pra mim mesmo: “esse é o
caminho” Estou no rumo certo.”
 
Porém, aprofundei meu olhar. E minha visão escancarou outro objetivo presente
em cada sincronicidade.
 
Percebi a SINCRONICIDADE como um evento que reflete a nossa vontade, o nosso
desejo inconsciente. Ou melhor, revela a nossa verdadeira intenção (a qual,
muitas vezes, é inconsciente e vai contra/se opõe aos nossos desejos
conscientes).
 
Já havia compartilhado com vcs que, na minha experiência, técnicas como as
preconizadas nos filmes e livros do estilo THE SECRET (O Segredo) e WHAT THE
BLEEP (Quem Somos Nós) funcionam. Realmente atraem as CIRCUNSTÂNCIAS que nos
possibilitará ter e viver o que desejávamos. O que estávamos co-criando se
manifesta em OPORTUNIDADES de realização de nossos desejos.
 
Porém, a eficácia dessas técnicas de co-criação param aí. Daí em diante,
entramos no terreno dos nossos paradigmas. Daí pra frente, tudo vai depender de
nossas crenças. Se vamos ou não realmente usufruir da realização de nossos
desejos através das OPORTUNIDADES que se apresentam a nós, vai depender das
nossas crenças.
 
Será neste ponto que entrará em campo a SINCRONICIDADE (quer “positiva” quer
“negativa”). Se temos crenças negativas quanto ao dinheiro e ao poder que vem
com o sucesso e a promoção profissional, uma penca de sincronicidades
“negativas” surgirão. Elas mostrarão, por exemplo, que é necessário
abandonar determinado emprego, não aceitar uma promoção e nem assumirmos os
desafios de um cargo com maiores responsabilidades.
 
Se estivermos com medo de sofrermos uma rejeição, uma traição ou uma perda
amorosa, provavelmente uma série de sincronicidades “negativas” serão
percebidas por nós para que evitemos nos envolver num relacionamento afetivo
que tem possibilidades de acontecer, caso aproveitemos a oportunidade que surgiu
(atraida e co-criada) para nos relacionar com determinada pessoa.
 
Se não queremos casar nem ter filhos, por mais que digamos o contrário, uma
enxurrada de sincronicidades “negativas” (como vários casais ao nosso redor
terminando a relação que mantinham) invadem o nosso dia-a-dia, parecendo
mensagens transcendentes a dizer: separe-se também e não tenha filhos.
 
Se realmente nos sentimos merecedores do sucesso e temos a crença de que o
dinheiro não tem nada de sujo e é, pelo contrário, veículo saudável de
independência e liberdade, uma série de sincronicidades “positivas” avançam
sobre nós em nosso cotidiano para que aceitemos o desafio de uma proposta
rentável de trabalho.
 
Enfim, se temos crenças negativas com relação a certas questões que
desejávamos ter/experimentar, as oportunidades criadas por essa nossa
co-criação ao que queríamos não serão usufruídas. Nós não as
aproveitaremos. E a “sabotagem” que nos impedirá de viver o que desejávamos
será revelada pelas sincronicidades negativas. Estas foram criadas por nossas
crenças, principalmente inconscientes.
 
Se temos crenças positivas com relação a certas questões que desejávamos
ter/experimentar, as oportunidades criadas por essa nossa co-criação ao que
queríamos serão usufruídas. Essa aceitação que nos permitirá viver o que
desejávamos será revelada pelas sincronicidades positivas. Estas foram criadas
por nossas crenças, principalmente inconscientes.
 
E quando, mesmo diante de sincronicidades negativas, nós seguimos em frente??
 
Este será o assunto da parte 2!!! 😀
 
Beijãozão nocês…
Yub
 


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(2) Um novo olhar sobre as SINCRONICIDADES!!!

E quando, mesmo diante de sincronicidades negativas, nós seguimos em frente?
 
Muito aprendizado virá daí… Poderemos, inclusive, perceber nossas
resistências, nossos receios e nossas crenças “negativas” durante a vivência
desse “seguir em frente.”
 
A pessoa, por exemplo, que aceitou a promoção, o cargo de maior
responsabilidade e o salário maior poderá até desistir do emprego, voltar ao
seu cargo e salário iniciais, dizendo para si que deveria ter seguido as
“sincronicidades negativas” e nem aceitado essas oportunidades.
 
Porém, ao aceita-las e tê-lo vividas, nem que seja por um breve período de
tempo (já que logo depois desistiu e voltou à sua vida de antes), ela teve
condições de, por exemplo, identificar mais claramente suas crenças negativas
sobre dinheiro, sucesso, status. As sincronicidades negativas mostraram que suas
crenças negativas sobre dinheiro, sucesso e status a atrapalhariam de usufruir
as oportunidades de mais poder e crescimento profissional/financeiro.
 
Quer sendo seguidas ou não, as sincronicidades negativas têm muito a nos
ensinar sobre as questões que envolvem o tema da oportunidade co-criada. Ou
seja, elas têm muito a nos revelar o que de fato desejamos e, com isso, o modo
como estamos lidando com os temas das oportunidades que não usufruímos.
 
Essa pessoa, por exemplo, que (independente de ter seguido ou não as
indicações das sincronicidades negativas) não aceitou a promoção, abandonou
o cargo de maior responsabilidade e evitou um salário maior, tem condições de
perceber o modo como lida com o dinheiro, com a autoridade, com o sucesso e o
poder.
 
Independente se as sincronicidades negativas serão seguidas ou não por nós,
elas são reflexos de muitas questões que queremos evitar e fugir, porque, no
fundo, ainda não temos maturidade/preparo/condições de lidar com os temas que
elas (sincronicidades negativas) nos revelam.
 
Se trabalharmos em terapia ou em atividades terapêuticas as causas dessa
imaturidade/despreparo e falta de condições internas para lidar atualmente com
os temas envolvidos nas sincronicidades negativas, quem sabe em próximas
oportunidades em que atrairmos novamente situações para usufruirmos de fato
desses desejos co-criados (como ter sucesso, mais dinheiro e poder), as
sincronicidades positivas se façam presentes. E, assim, revelarem a alquimia
pela qual passamos, ao transformar crenças e hábitos, para aproveitarmos –
agora sim – as circunstâncias de realização efetiva de nossos desejos?
 
E será que temos condições de atrairmos sincronicidades positivas logo depois
de uma série de sincronicidades negativas? Será que, logo após a nossa recusa
em vivermos algo revelado por sincronicidades negativas, temos condições de
atrair sincronicidades positivas a respeito dos mesmos desejos e questões?
Será que temos condições de, mesmo não seguindo a mensagem de não
avançarmos nessa situação/desejo/questão, mudarmos essa paisagem durante o
processo de avanço e atrairmos sincronicidades positivas?
 
Eu creio que sim. E vou mostrar como através de uma experiência que tive
durante todo o primeiro semestre e, mais especificamente, no mês de
Agosto/2008, ao lidar com determinado trânsito astrológico e as minhas
experiências no trânsito de BH no processo de tirar minha carteira de
motorista…
 
Este será o assunto da parte 3… 😀
 
Beijãozão nocês…
Yub
 


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(2.1) Um novo olhar sobre as SINCRONICIDADES!!

Saudações SINCRONÍSTICAMENTE EXEMPLIFICADORAS, minha Querida Arlete!!

VC ESCREVEU:
Mas Yub…

Crença negativa sobre qualquer coisa eu consigo entender, mas
sincronicidade
negativa?? Ou positiva???

Pra mim, sincronicidades são neutras…

Pode dar alguns exemplos, pra esclarecer melhor??

YUB: Ainda bem que vc fez essa pergunta antes de eu escrever a PARTE
3 do “Um novo olhar sobre as SINCRONICIDADES”, Arlete… ;D

Assim muita gente pode entender melhor o que chamo de
SINCRONICIDADES NEGATIVAS.

Aqui vão alguns exemplos:

Aproveitando o exemplo da pessoa que citei nas duas partes:

Aquela pessoa que tinha atraído (co-criado) as oportunidades de ter
uma promoção, assumir um cargo de maior responsabilidade e obter um
retorno financeiro mais considerável em seu trabalho,

por ter crenças NEGATIVAS com relação ao dinheiro, ao poder, bem
como a obter um belo retorno financeiro ao trabalhar com o que AMA,

acaba atraindo SINCRONICIDADES NEGATIVAS que revelam essas CRENÇAS
NEGATIVAS e a impelem a não usufruir desta promoção, deste cargo e
deste retorno financeiro.

Quais seriam exemplos de SINCRONICIDADES NEGATIVAS para este caso,
Arlete???

Ela poderia, por exemplo, passar numa banca de jornais e alguns
editais de concurso caírem sobre seus pés. Como ela tem a crença
negativa de que não obterá retorno financeiro por trabalhar com o
que ela AMA e lhe dá prazer, aquela sincronicidade pode incentivá-la
a dizer para si:

– Viu? Eu não falei? Eu não posso investir no trabalho que me dará
prazer e que eu amarei realizar… tenho de pensar na segurança e
ter um emprego fixo, com uma renda fixa e no qual me sinta segura.
Essa é uma sincronicidade para eu não seguir o caminho de trabalhar
com o que me dá prazer. Preciso seguir outro caminho, como estudar
para concurso e ter um emprego seguro.

Ela poderia, por exemplo, assistir televisão e ligar exatamente num
canal em que há a seguinte notícia:

– Várias empresas no Brasil fecham as suas portas nos primeiros 2
anos de vida. E esses empresários têm de arcar com as dívidas por
seu negócio próprio não ter dado certo.

Então, Arlete, ela pensará:

– Nuh! Olha que sincronicidade!!! NÃO é mesmo para eu abrir meu
negócio e trabalhar com o que me dá prazer!! Pois só entrarei em
dívidas se fizer isso… preciso mesmo fazer um concurso e passar,
para ter um emprego fixo e um salário certo todo mês.

Ela poderia, por exemplo, se acidentar nas vésperas de sua decisão
em investir o dinheiro que tinha no negócio próprio, no trabalho que
lhe daria muito prazer e rentabilidade futura. E tal acidente, como
ela não tem plano de saúde, consumir quase toda a grana que seria
destinada para o investimento em seu futuro profissional em que
trabalharia com o lhe dá prazer. Tal acidente seria uma espécie
de “sincronicidade negativa” impedindo tal pessoa de seguir o
trabalho prazeroso, o emprego com algo que lhe dá prazer. E tal
SINCRONICIDADE negativa (acidente) seria lido por ela como a
necessidade de realmente não investir num negócio próprio e procurar
estudar pra concurso.

Em outras palavras, Arlete, as SINCRONICIDADES NEGATIVAS REFLETEM as
crenças NEGATIVAS que tal pessoa tem quanto a trabalhar e ganhar
dinheiro com o que lhe dá prazer. Então, por mais que ela desejasse
trabalhar com o gosta e obter seus lucros a partir desse emprego
prazeroso (o que lhe atraiu oportunidades afins), suas CRENÇAS eram
OPOSTAS a tais desejos.

Consequentemente, tais crenças NEGATIVAS não a deixaram usufruir das
oportunidades de se trabalhar (e ter seu merecido retorno
financeiro) com o que lhe daria prazer. E tais CRENÇAS NEGATIVAS
criaram as SINCRONICIDADES NEGATIVAS para ela NÃO seguir o caminho
do que conscientemente dizia desejar.

E é ái que entram os meus últimos questionamentos (colocados na
PARTE 2): E será que temos condições de atrairmos sincronicidades
positivas logo depois de uma série de sincronicidades negativas?
Será que, logo após a nossa recusa em vivermos algo revelado por
sincronicidades negativas, temos condições de atrair sincronicidades
positivas a respeito dos mesmos desejos e questões? Será que temos
condições de, mesmo não seguindo a mensagem de não avançarmos nessa
situação/desejo/questão, mudarmos essa paisagem durante o processo
de avanço e atrairmos sincronicidades positivas?

Eu creio que sim. E vou mostrar como através de uma experiência que
tive durante todo o primeiro semestre e, mais especificamente, no
mês de Agosto/2008, ao lidar com determinado trânsito astrológico e
as minhas experiências no trânsito de BH no processo de tirar minha
carteira de motorista…

Este será o assunto da parte 3… 😀

Beijãozão nocê(s)…
Yub

 


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(3) Um novo olhar sobre as SINCRONICIDADES!!

No dia 14/08/2008, eu tirei minha carteira de motorista. Já tinha observado que os Trânsitos da Lua em Aspecto com Urano (que se movimenta pelo Signo de Peixes atualmente) refletiam-se em fortes possibilidades de acidentes.
 
Como tento observar na prática (em mim e ao meu redor) a validade ou não de certos conhecimentos, teorias e técnicas (como faço, por exemplo, com as de co-criação), eu tive constatações assim nas minhas aulas de direção veicular.
 
Alguns de vcs podem dizer que eu acabei me predispondo a viver esse risco de acidentes nos dias em que ia dirigir sabendo que o Aspecto Lua-Urano estava configurado no céu astrológico. Não… não. Primeiro, porque quem se lembra das suas primeiras aulas na auto-escola, sabe que o risco de acidente eiste em qualquer dia… rsrs, independente dos trânsitos astrológicos. .. rsrs Segundo, porque houve dois dias (que não foram seguidos) em que o risco de acidente foi escancarado e eu ainda não tinha decidido fazer essas comparações astrológicas: céu do dia/momento e horário de minhas aulas.
 
Num desses dias, eu, aprendendo a passar as marchas ainda, estava numa ampla e um pouco tranquila avenida daqui de BH. Filosofava com meu instrutor (um sagitariano eternamente curioso), olhando o retrovisor aqui outro acolá. Eis que surge um vira-lata do tamanho de um pastor alemão. Ele atravessou a avenida, parando justamente em frente ao nosso carro! Fiquei sem reação, só freiando o carro. E meu professor deslocou o volante, pedindo para eu acelerar, a fim de contornarmos o cão.
 
Noutro dia, eu, já com mais desenvoltura, descia uma rua estreita. Em sentido contrário, um caminhão subia. Havia um carro estacionado no sentido que eu vinha descendo, logo à minha frente. Eu desci. Coloquei na cabeça que daria tempo de ultrapassar o carro estacionado, passar pela pista na contra-mão, voltar para o meu sentido, antes do caminhão subindo emparelhar com o carro estacionado. Só que não deu. Meu professor teve de intervir e o motorista do caminhão precisou fazer uma manobra arriscada para evitar o choque entre nós e o carro estacionado.
 
Obviamente que esses dias foram marcantes pra mim. Qdo voltei dessa aula em que quase bati no caminhão e no carro estacionado, quis observar os Trânsitos deste momento. Lá estava a Lua se envolvendo com Urano. Lembrei-me do dia do cachorro. Fui comparar com os trânsitos astrológicos. E lá estava novamente Lua e Urano em Aspecto!!!
 
Desde então, como fazia esse exercício de observação na prática entre o que vivia nas aulas e os trânsitos, principalmente lunares, percebia esse colorido de acidente, surpresas, inesperados, imprudência e ousadia arriscada nos carros/motoristas por onde passava, nos trânsitos das ruas e em mim/minhas aulas. Impressionante. .. Um pedestre que arriscava atravessar a rua imprudentemente, uma moto que surgia do nada ao meu redor ou na de algum carro próximo a mim; algum acidente avacalhando o trânsito, mais impaciência e buzinas, enfim, algo prático refletia esse simbolismo lunar-uraniano.
 
Falei pra mim mesmo que nunca dirigiria quando este Aspecto Astrológico estivesse formado no céu, principalmente nas primeiras vezes em que dirigiria sem meu instrutor, ou seja, com a carteria na mão. E o que aconteceu???
 
O PRIMEIRO DIA surgiu. Um Domingo. Dia 31/08/2008. E qual Aspecto estava sendo formado?? Lua em Virgem fazendo Oposição com Urano em Peixes (e em quadratura com meu mercúrio natal em sagitário na 9 e meu saturno natal em gêmeos na 3).
 
Iria para um churrasco onde toda a família estaria reunida. Meus pais foram antes, com minhas irmãs. Fiquei com o carro. Do churrasco, eu e a Cris iríamos para a casa da mãe dela, e, depois, para a reunião de nosso grupo de estudos. Engoli em seco qdo me imaginei batendo o carro, ligando para o meu pai já na festa e a notícia se espalhando por toda a família: “o Yub bateu o carro!” Além de estragar a festa de meus pais, iria queimar meu filme na família (claro que pensei nisso! rsrs).
 
Então, no Domingo de manhã, quando tive a surpresa de que poderia ir de carro, estava lendo o livro SUA SOMBRA. Nos trechos iniciais dele, deparei-me com um que falava de coragem. Respirei fundo e decidi enfrentar corajosamente meu medo de bater o carro. E tive de lidar com as preocupações da atmosfera que reinava naquele momento: essa lua tocando urano, meu mercúrio e meu saturno…
 
Ao largar o livro na mesa e sair da poltrona reclinável onde o lia, acabei derrubando o abajur com a poltrona reclinável, fazendo aquele estrondo! A Cris olhou pra mim. Eu olhei pra ela. E pensei: “espero que eu tenha gasto essa energia lunar-uraniana aqui e não precise gastá-la na rua, batendo o carro.”
 
A garagem daqui é difícil de entrar e sair. Sempre ficava me questionando como eu me saíria ao manobrar ali. Sai numa boa, me surpreendendo. .. rsrs Ganhei confiança ali. E fui assumindo a postura mais confiante desenvolvida nas minhas aulas e nos exames de direção que fiz.
 
Treinei a altura da embreagem aqui mesmo, na subida da rua em que saímos da garagem. E fomos para a casa de meu tio. Fiquei mais na pista da direita, colocando a 4a. marcha poucas vezes. rsrs Fiquei receoso de aumentar a velocidade nesse dia, principalmente pq meu instrutor tinha me mostrado o quanto acelero muito facilmente e gosto de dirigir em uma velocidade alta.
 
Como a rua onde meu tio mora estava lotada de carros, tive de fazer várias manobras para executar a baliza numa vaga que surgira. Mas consegui legal. Chegamos ao aniversário. E pensei: “Agora curte aqui. Pensa na volta na hora de voltar. Aproveita!” 
 
Só que dois eventos no meio da festa e um ao final me lembraram o colorido uraniano no ar… Duas tias minhas, em momentos distintos, quase caíram feio! Chegaram a tropeçar visivelmente e foram amparadas para não se esborracharem. Uma foi amparada pela própia Cris. E, inevitavelmente, nessas horas me lembrei de lua-urano, pensando: “espero que a energia tenha sido gasta agora, aqui, e não na rua.”
 
Despedindo do povo para irmos embora, a Cris foi cumprimentar a mulher de um primo meu. E elas esbarraram num prato de sobremesa (já comida), o qual se espatifou no chão. Como estava prestes a pegar o carro, o pensamento uraniano já estava rondando-me com mais intensidade, pois meu medo de bater o carro tinha crescido novamente.
 
Eu, ainda na vacilação de dirigir ou não, tentando dominar o meu medo e reassumir a autoconfiança, descia os degraus da casa do meu tio. No último, me distraí ao olhar pra trás e responder a uma pergunta de um outro primo que descia parar ir embora também. Pisei em falso, me desequilibrei e quase caí. Sorte que estava de mãos dadas com a Cris, que me amparou. Sorri de novo… E pensei: “pronto! Espero ter vivido esses pequenos acidentes e não precise gastar essa energia batendo o carro.”
 
E assim foi. Chegamos na casa da Cris. E mais tarde chegamos à nossa casa, sem mais nenhum evento uraniano. Nenhum acidente de carro nos ocorreu.
 
Esse foi o relato. Agora, na parte 4, vai a conexão com as sincronicidades, com o novo olhar sobre elas…
 
Beijãozão nocês..
Yub


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(4) Um novo olhar sobre as SINCRONICIDADES!!

Então, no dia em que dirigi pela primeira vez com a minha carteira tirada, lá estava o trânsito astrológico que tinha intencionado evitar.
 
Os pequenos incidentes com a poltrona/abajur no quarto, com minhas tias caindo, com o prato se quebrando e comigo tropeçando no último degrau poderiam ser lidos por mim como SINCRONICIDADES NEGATIVAS. Mostravam-me uma mensagem para não dirigir naquele dia. Refletiam meu medo de me acidentar e bater o carro naquela data.
 
Pra mim, os Aspectos Uranianos foram vividos nesses pequenos acidentes; enquanto eu tinha de constantemente trabalhar em mim o domínio desse medo, o desenvolvimento da coragem/autoconfiança a cada manobra executada. Redobrei minha atenção enquanto dirigia e me foquei numa intenção constante de que tudo fluiria bem no trânsito de BH em nossa locomoção pelo mesmo.
 
Fiquei, portanto, refletindo se consegui driblar as SINCRONICIDADES NEGATIVAS… Porque foi muito interessante trabalhar internamente a mudança dessas crenças negativas de bater o carro, e adotar posturas práticas condizentes com tal mudança enquanto dirigia, principalmente.
 
Ou seja, as SINCRONICIDADES NEGATIVAS me mostravam algo: não dirija hoje. “Vc vai se acidentar. Vai bater o carro.” Refletiam minhas crenças negativas, meu medo de bater o carro, de acidentes. E eu, mesmo com elas me mostrando isso, não as segui. Não segui as orientações das sincronicidades negativas. Decidi seguir em frente e tentar muda-las, adotando CRENÇAS POSTIVAS e posturas compatíveis com tais.
 
É aí que entra um paradigma que venho nutrindo e observando na prática: a capacidade que nós temos de minimizar os POSSÍVEIS eventos “negativos” (pra nós) de determinados  Trânsitos Astrológicos. E o de maximizar os POSSÍVEIS eventos “positivos” (pra nós) dos mesmos Trânsitos. Pois os Trânsitos Astrológicos simbolizam uma gama DE POSSIBILIDADES tanto “positivas” quanto “negativas.”
 
Gosto MUITO da analogia que o Alexey veicula sobre cada POSICIONAMENTO ASTROLÓGICO (o que se aplica a cada Trânsito Astrológico): imagine um prédio com vários andares. Cada prédio pode ser considerado um posicionamento astrológico (como um determinado trânsito). E cada andar um tipo, um nível de manifestação/vivência de determinado trânsito.
 
Então, colocando essa analogia no nosso exemplo, além do nível de manifestação ACIDENTE para Lua em Aspecto com Urano, há também a POSSIBILIDADE de estar num estado de espírito (Lua) mais ousado (Urano), disposto (Lua) a arriscar mais (Urano).
 
No fundo, ambos estão conectados (mesmo prédio), pois a diferença entre essas POSSIBILIDADES DE MANIFESTAÇÃO LUNAR-URANIANA é bem sutil, talvez na intensidade de como se vive essa predisposição ao risco (Lua-Urano). Afinal, se formos muito imprudentes nessa ousadia, o risco de acidentes aumenta consideravelmente, claro.
 
Por isso gosto tanto da Astrologia. Estudando-a, temos condições de saber QUAIS as diversas POSSIBILIDADES de se viver determinado posicionamento astrológico (trânsito). E, se temos mesmo algum LIVRE-ARBÍTRIO e poder CO-CRIADOR, vale a pena tentar fazer CONSCIENTEMENTE uma escolha mais saudável pra nós, mais construtiva pra nós, diante das OPÇÕES que nos são apresentadas pela ASTROLOGIA (pelas interpretações astrológicas) .
 
É isso que procuro viver e transmitir aos meus alunos, clientes e leitores. EXPERIMENTE!
 
obs.: determinado Número numa posição do Mapa Numerológico e determinado Arcano numa Casa de determinado Método de se jogar Tarot também abarcam essas POSSIBILIDADES INTERPRETATIVAS, mas sempre dentro de um mesmo “prédio” (de acordo com o Número e o Arcano em questão).
 
Eis o fim dessa reflexão em partes sobre AS SINCRONICIDADES! !
 
Quem quiser opiniar, concordando, discordando, exemplificando, questionando, apresentando outras abordagens sobre a SINCRONICIDADE, manda vê!!
 
Beijãozão nocês…
Yub


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