Astrologia: Interpretando o Signo de Leão em seu Mapa!

 
A grande tarefa do Signo de Leão (seja em que Casa Astrológica estiver em nosso Mapa Natal) consiste em buscar a estabilidade e a segurança em seu próprio ser, brilhando, irradiando sua luminosidade criativa com prazer.
 
Assim, tem condições de inspirar as outras pessoas a assumirem aquilo que realmente são, reconhecendo o valor do Sol Divino que habita cada um de nós, a ser expresso por nossa peculiar personalidade.
 
Nesse processo, muitos testes e desafios existem, tais como deixar-se vencer pelas imposições paternalistas e controladoras das figuras de autoridade que reprimem sua criatividade e auto-expressão;
 
confundir individualidade com individualismo (ou seja, exagerar e se atrapalhar na busca pela segurança de sua personalidade, enaltecendo consideravelmente seu senso de importância com vaidade, tirania, egoísmo);
 
buscar desesperadamente seu valor através dos olhos e dos aplausos externos.
 
Portanto, convém alcançar o nível de autoconfiança a partir da qual reconhece seu próprio valor, sabendo que é a expressão de Deus aqui na Terra e que Ele é expresso através de seu jeito todo único de ser (principalmente nas questões associadas à Casa Astrológica em que Leão está em seu Mapa Natal).  
 
Com essa consciência de sua Luz interior, é capaz de naturalmente irradiar seu brilho e inspirar tudo e todos ao seu redor para que reconheçam sua individualidade criativa, seu poder interior, sua expressividade solar.
 
Desse modo, a Casa Astrológica em que o Signo de Leão ocupa em seu Mapa Astrológico mostra a área de sua vida na qual busca brilhar, confiando em si e criando de maneira expressiva e radiante para, com isso, reconhecer seu  valor próprio a partir das atividades desse setor específico de sua existência.
 
Os Planetas que estejam no Signo de Leão assumem um jeito todo leonino de serem vividos, ou seja, suas funções são experimentadas de uma maneira expressiva, radiante, orgulhosa, criativa, inspirada, poderosa, dramática, brilhante e inspiradora.
 
Você tem o Signo de Leão em qual Casa Astrológica?
 
Compartilhe conosco como vc vive ou acha que deveria viver essa atitude leonina nos assuntos da Casa em que tal Signo se encontra em seu Mapa Natal!

 

Deixe aqui seu comentário sobre as suas experiências leoninas! Vamos todos compartilhar experiências a fim de vivermos Leão em nosso Mapa com mais consciência e prazer!
 


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Astrologia: Interpretando o Signo de Câncer em seu Mapa!

A grande tarefa do Signo de Câncer (seja em qual Casa Astrológica esteja em nosso Mapa Natal) envolve a busca pela segurança emocional, nutrindo-se de modo a ser capaz de estabelecer a base de sua individualidade e de sua vida.

E, assim, agir de maneira segura, gerando em torno de si (nos assuntos desta Casa/área de sua vida) muito amor, muita paz emocional, protegendo, alimentando e confortando aqueles que compartilham a Vida contigo, principalmente neste âmbito.

Nesse processo, alguns desafios significativos tendem a surgir, tais como a nossa recusa em largar suas âncoras emocionais (seja a mãe, família, emprego, instituição, mulher, marido, etc.);

a sua carapaça de frieza criada para te proteger das duras realidades do mundo; seu apego ao passado, à tradição, ao lar e à família, o que te impede de alçar vôos mais independentes e geradores de Vida.

Assim, para atingir esse grau de independência emocional por descobrir que você é capaz de nutrir-se nesta área de sua vida (Casa em o Signo de Câncer está em seu Mapa), terá de libertar-se do passado sem renegá-lo, tendo uma compreensão da herança que te formou e serviu para o seu desenvolvimento.

Desse modo, usa tudo aquilo que existe em seu mundo interior com o objetivo de criar harmonia, união, amor e segurança ao seu redor nas atividades deste âmbito de seu existir.

Isso quer dizer que a Casa Astrológica onde o Signo de Câncer está localizado em seu Mapa Astrológico refere-se a uma área do nosso existir onde buscamos a nutrição emocional.

Queremos nos sentir protegidos e seguros nestas circunstâncias, e, conseqüentemente, gerar toda essa sonhada e encantadora paz emocional rica em profundo amor, colorida por uma ação imaginativa, criativa e aconchegante.

Os Planetas localizados no Signo de Câncer em nosso Mapa vão ser vividos de uma maneira sonhadora, maternal, imaginativa, calorosa, protetora, talvez – em determinadas circunstâncias – bem escondidos, protegidos por uma capa protetora contra a insensibilidade e dureza exterior.

Você tem o Signo de Câncer em qual Casa Astrológica? Compartilhe conosco como vc vive ou acha que deveria viver essa atitude canceriana nos assuntos da Casa em que tal Signo se encontra em seu Mapa Natal!

Deixe aqui seu comentário sobre as suas experiências cancerianas! Vamos todos compartilhar experiências a fim de vivermos Câncer em nosso Mapa com mais consciência e prazer!

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Astrologia: Interpretando o Signo de Gêmeos em seu Mapa!

A grande tarefa de Gêmeos (seja em que Casa Astrológica esteja em nosso Mapa Natal) consiste em aprender várias linhas de conhecimento e de comportamento social, a fim de descobrir as interligações existentes entre estas, não se perdendo na dualidade da vida.

O segredo para esse aprendizado está em conciliar os opostos internos e externos ao descobrir e comunicar as pontes de entendimento entre essas facetas aparentemente discordantes.

Nesse processo, muitos desafios e testes se fazem necessários a fim de que o propósito geminiano seja cumprido. E, dentre eles, encontram-se a confusão mental originada pela ansiedade que percebe as limitações mentais de conhecer tudo sobre tudo e todos;

a dispersão e a inconstância por querer ir logo para o próximo estímulo mental/social/intelectual ao largar rapidamente aquilo que estava conhecendo;

a angústia por encontrar dificuldades em aceitar suas dualidades pessoais (seu lado bom e seu lado mal, seu lado cético e seu lado místico, seu lado introvertido e seu lado extrovertido, etc.) e as dualidades aparentemente dissonantes existente no ser humano e na existência.

Assim, convém reconhecer a necessidade da flexibilidade (nas questões desta área em que tal signo se encontra em seu Mapa) para saber quando e como mudar, quando e como se aventurar em novas pessoas e em novos conhecimentos, de maneira a saber comunicar e espalhar seu conteúdo mental e perceptivo com equilíbrio.

Desse modo, evita a obsessão em ter as respostas imediatas para suas inúmeras dúvidas (nesta área) ao comprovar que a Verdade está refletida em qualquer canto do Universo, em cada alma humana, em cada linha de pensamento.

Isso quer dizer, então, que a Casa Astrológica em que o Signo de Gêmeos se encontra em seu Mapa Astrológico denota a área de sua vida em que há uma variedade significativa de experiências, quer sejam desencadeadas por você quer sejam exigidas pelas pessoas (pelos contatos pessoais) e situações exteriores.

Emerge daí algumas contradições em sua personalidade, as quais demandam uma objetividade e uma capacidade de abarcar os vários ângulos de cada questão relativa a este âmbito de sua existência.

Os Planetas que estão no Signo de Gêmeos em seu Mapa Astrológico mostram que sua expressão está colorida por uma roupagem geminiana, ou seja, se manifestam de uma maneira mental, intelectual, curiosa, versátil, dispersa, sociável, humorada, inteligente e dual.

Você tem o Signo de Gêmeos em qual Casa Astrológica? Compartilhe conosco como vc vive ou acha que deveria viver essa atitude geminiana nos assuntos da Casa em que tal Signo se encontra em seu Mapa Natal!

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Astrologia: Interpretando o Signo de Touro em seu Mapa!


A grande tarefa do Signo de Touro (seja em que Casa Astrológica esteja em nosso Mapa Natal) consiste em buscar atingir a estabilidade e a segurança a partir da realização prática, gradual e pacientemente, de seus valores e talentos.

Assim, também tem condições de proporcionar essa estabilidade, essa segurança e esse apoio reconfortante para as pessoas que compartilham a Vida contigo.

Nesse processo, muitos desafios e testes podem surgir: a preguiça de seguir um trajeto gradual na busca da realização prática de seus dons, a teimosia em ficar acomodado numa segurança já alcançada, evitando mudar e desenvolver mais seus talentos; a comodidade apática por não valorizar seus dons, necessitando de uma valorização e um apreço externos de suas capacidades; a dependência de pessoas que lhe tragam segurança, estabilidade e conforto, etc.

Assim, convém determinar qual a motivação para o seu comportamento, conhecendo suas habilidades, seus talentos, suas aptidões, de modo a valorizá-los. Estabilizar e dar forma à energia de seu ser que nasceu, que foi impulsionada, que irrompeu novas fronteiras em Áries, com muita paciência, senso estético e de harmonia, persistência e determinação prática é o grande aprendizado taurino (nos assuntos referentes à Casa em que tal Signo se encontra em nosso Mapa Natal).

Dessa maneira, a Casa astrológica no seu Mapa onde o Signo de Touro está evidencia a área de sua vida em que buscará expressar seus valores pessoais, seus talentos realizadores, tentando alcançar uma certa estabilidade e segurança neste setor respectivo de sua existência.

Serão nessas circunstâncias (relativas a tal Casa Astrológica em que Touro está em nossa Carta Natal) que buscaremos superar a preguiça, a desvalorização e o medo de mudar.

Os Planetas que se encontram no Signo de Touro mostram que o modo de expressão deles é “taurino”, ou seja, eles são expressos de uma maneira lenta, paciente, determinada, talentosa, visando a praticidade e a realização desses talentos respectivos.

Você tem o Signo de Touro em qual Casa Astrológica? Compartilhe conosco como vc vive ou acha que deveria viver essa atitude taurina nos assuntos da Casa em que tal Signo se encontra em seu Mapa Natal! Deixe aqui seu comentário sobre as suas experiências taurinas! Vamos todos compartilhar experiências a fim de vivermos Touro em nosso Mapa com mais consciência e prazer!

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Astrologia: Interpretando o Signo de Áries em seu Mapa!

A grande tarefa do Signo de Áries (seja em que Casa Astrológica esteja em nosso Mapa Natal) consiste na busca pela ousadia de ser você mesmo, com coragem e entusiasmo, rumo à independência.


Nesse processo de confiar em sua própria luz interior, muitos desafios e obstáculos tendem a surgir: a insegurança, as imposições exteriores das figuras de autoridade, a impulsividade e a violência de se fazer valer custe o que custar; o medo de se sentir sozinho por ser quem é e tentar não vender a sua alma às regras e normas da sociedade comodista, etc.

Assim, Áries (nos assuntos relativos à Casa onde se encontra em nosso Mapa Natal) tem o grande objetivo de confiar em si mesmo para desbravar novos territórios, de maneira que possa inspirar os outros a também se encherem de coragem e autoconfiança para serem o que são, assumindo seu próprio ser com alegria de viver.
Portanto, na Casa Astrológica em que o Signo de Áries se encontra em seu Mapa, está indicada a área da vida onde você expressará a dinâmica ariana, ou seja, onde você buscará confiar em sua coragem e ousadia para encontrar meios originais de ser quem você é.
São nessas questões de sua vida que tem tudo para agir de uma maneira direta, franca, vencendo a insegurança e a rebeldia impulsiva contra as figuras de autoridade que porventura queiram controlar a sua vontade.
Os Planetas de seu Mapa Astrológico que se encontram no Signo de Áries tendem a adquirir a roupagem ariana em sua forma de expressão, ou seja, tenderão a ser vividos de uma maneira impulsiva, direta, franca, rebelde, violentamente, corajosamente, ousadamente, entusiasmadamente.
Você tem o Signo de Áries em qual Casa Astrológica? Compartilhe conosco como vc vive ou acha que deveria viver essa atitude ariana nos assuntos da Casa em que tal Signo se encontra em seu Mapa Natal! Deixe aqui seu comentário sobre as suas experiências arianas! Vamos todos compartilhar experiências a fim de vivermos Áries em nosso Mapa com mais consciência e prazer!

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Relacionamentos e as Repetições Kármicas!

Saudações REENCARNACIONISTAS a todos!!

Dificilmente eu sinto que estou começando uma relação/amizade nova, com uma pessoa que nunca vi em tempos pretéritos. Fico até brincando comigo mesmo, silenciosamente, falando: “Puxa, quando é que vou conhecer alguém realmente novo, tendo uma amizade realmente nova?!?” rsrs

As amizades que tenho construído nesta atual encarnação, na verdade, estão sendo é continuadas…

Em questão de relacionamento amoroso, então, vixe! Nem se fala…

Porém, eu percebo um incômodo interno, uma sensação diferente em mim quando eu e a pessoa nos enveredamos para a REPETIÇÃO. Sinto isso. E essa sensação foi ficando mais clara a cada ano.

Não sei se concordam comigo mas, pra mim, NA GRANDE MAIORIA DAS VEZES, quando conhecemos alguém e há aquela possibilidade de um romance, de um caso, de um namoro, enfim, de um envolvimento um pouco mais “sério” do que o casual, acho FUNDAMENTAL observarmos os detalhes deste encontro, o teor das conversas, a abordagem e reação de um para com o outro, a fase em que estamos vivendo.

Por que observar tudo isso??

Porque todos esses detalhes podem nos revelar o ponto, a fase e a dinâmica interpessoal onde paramos na última existência em que nos relacionamos, em que houve um envolvimento maior do que o casual entre nós.

É impressionante… Se observamos os primeiros dias, e, principalmente, o primeiro encontro: as conversas, os olhares, as reações, os sentimentos, as aversões, os pensamentos, as idéias fixas que nos martelam naqueles instantes do encontro (reencontro) que parecem não nos deixar, não nos largar, enfim, tudo isso, MOSTRA pra gente MUITA coisa em nosso vínculo com tal pessoa e, PRINCIPALMENTE, o ponto onde chegamos numa existência pretérita.

É a partir daí que tudo pode tomar um novo rumo, um novo seguimento. OU a MESMÍSSIMA HISTÓRIA de outrora CONTINUAR SE REPETINDO…

São nesses instantes e primeiros encontros que a ENCRUZILHADA se escancara.

O bonito é identificar essa ENCRUZILHADA e podermos fazer uma outra escolha, atingirmos níveis em nossa troca com a outra pessoa que não atingimos no passado. É o momento decisivo de reescrevermos novas linhas, novos parágrafos, novos capítulos no que vem se repetindo a eras… E é tão difícil fazer essas novas escolhas… Dar esse novo seguimento à história que tivemos e vivemos agarrados, presos, enfim, repetindo pra caramba com a outra pessoa…

Se nós conseguíssemos ter maior clareza dessa ENCRUZILHADA, do que vivemos antes e do que podemos viver de hoje em diante, não ficaríamos repetindo tanto uma mesma ladainha, um mesmo nível de sentimento, um mesmo grau de troca com a outra pessoa e, obviamente, não teimaríamos em repetir tanto certos apegos, sofrimentos, alegrias que já não estão mais disponíveis, já não fazem mais sentido de se repetirem…

Mas é MUITO difícil tomar esse novo rumo, dar esse novo seguimento ao vínculo, à relação, à troca e ao compartilhar com outra pessoa. Vencer o peso do ímã do passado, do modo como nos relacionamos no passado é algo MUITO difícil… Parece que a agulha da bússola desse vínculo fica teimosamente pendendo para aquele nível de troca, para aquela direção já mofada de tanto ser repetida durante taaaaanto tempo…

Experimentem essa observação e essa ampla percepção aos momentos iniciais do (re) encontro e fiquem antenados para o surgimento da ENCRUZILHADA. É aí q está o nosso poder de escolha, de tomar uma nova decisão.

Mas é JUSTAMENTE nesse momento que toda a força de nossos hábitos, apegos, laços, sentimentos, emoções e vícios de outrora estão mais fortemente presentes, como a nos empurrar a repetir, repetir, repetir, repetir, repetir um mesmo estilo de vínculo, uma mesma forma de relação, um mesmo nível de intercâmbio, de laço.

É justamente nessa ENCRUZILHADA que todo o passado se faz presente, implorando por nossa atenção: por nossa repetição. É também neste momento que um novo futuro se apresenta, largo, expansivo, com novas possibilidades de troca, de vínculo, de forma, de maneira de vivermos com tal pessoa.

Se não quisermos prestar atenção, sermos receptivos a todos esses detalhes dos primeiros encontros, vale a pena focar em APENAS UM DETALHE. Porém, a nossa sinceridade perante esse ÚNICO detalhe É TUDO! Se formos sinceros a este ÚNICO DETALHE a observarmos, poderemos compreender MUUUUITA coisa do vínculo que tínhamos e estamos inclinados a voltar a ter com a outra pessoa.

Que detalhe é este??

O NOSSO PRIMEIRO IMPULSO.

Nosso primeiro IMPULSO é o de trepar com tal pessoa?? Ou é de corrermos léguas dela?? Ou é de darmos colo para tal pessoa?? Ou é de extrema fraternidade?? Ou é de violência: queremos matá-la? Queremos dominá-la?? Queremos controlá-la?? Queremos destruí-la?? Ou queremos nos defender de tudo quanto é maneira desta pessoa, por mais louco que isso seja, já que ela não demonstrou aparentemente nenhum motivo para assim querermos urgentemente nos defender dela??

O PRIMEIRO IMPULSO é revelador.

Vocês se lembram do primeiro encontro que tiveram com esta pessoa que vocês estão pensando nela agora??? Lembram do primeiro impulso diante dela??

Se formos sinceros o suficiente para admitir o que estamos percebendo nesses nossos primeiros impulsos, puxa-vida, podemos ter uma ENORME chance de não cairmos nas mesmas armadilhas, vícios, comportamentos em nosso vínculo com a outra pessoa.

Bom, quis aproveitar uma conversa com um grande amigo meu para compartilhar com vocês essas percepções que venho tendo sobre os vínculos que temos com outras pessoas e a nossa maneira de perpetuar um laço e o nível de relação que constantemente tivemos (principalmente o da última vez que nos encontramos em uma encarnação passada).

Pode parecer loucura tudo isso que escrevi. Porém, se experimentarem, se observarem, se forem receptivos(as) a essas experiências práticas diante das outras pessoas, principalmente dos primeiros encontros entre vocês e elas, talvez vocês possam ter respostas reveladoras sobre o laço que as unem no presente… Pelo menos tem sido assim comigo. 😀

Beijos kármicos em todos…
Yub
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Tarot: Adivinhação ou Autoconhecimento?

Saudações TAROLÓGICAS a todos!!

Lembro-me de quando comecei a estudar o Tarot.
Tinha horror à hipótese de jogá.lo. Não admitia
essa possibilidade. Queria, isso sim, usar o
Tarot como autoconhecimento. Enchia a boca pra
falar assim:

– O Tarot é uma ferramenta para autoconhecimento!

Além de tudo, era chique fulminar o uso ORACULAR
do Tarot. Acabava colocando os Tarólogos que
usavam o Tarot para adivinhações num patamar
inferior. Sem contar o deboche e a ironia que
escorriam de minhas farpas verbais contra os
mesmos, justamente por fazerem um uso tão
“degradante” do Tarot.

Ôhhh bobagem… Quanta pretensão e quanta
inexperiência de minha parte…

Com a prática, fui percebendo que é IMPOSSÍVEL
dissociar a faceta ORACULAR do Tarot da voltada
para o AUTOCONHECIMENTO. Usar o Tarot para
adivinhação e para nos conhecer melhor é
INEVITÁVEL e totalmente natural. Uma não vive sem
a outra. Acontecem JUNTAS.

Então, se, por exemplo, o Arcano O CARRO sai na
Casa 03 do MÉTODO MANDALA, a presença dessa Carta
aí vai nos permitir tanto ADIVINHAR (uso ORACULAR
do Tarot) posturas e situações que viveremos,
quanto nos oferecer informações sobre nós mesmos
e nosso atual momento existencial a nível de
aprendizado e comunicação (Casa 03) – o que nos
permitirá nos conhecer melhor (nos permitindo
maior AUTOCONHECIMENTO).

Nesse mesmo exemplo, poderemos ADIVINHAR que
estaremos buscando conquistas e progressos (=
Carro) intelectuais e comunicativos (= Casa 03).
E, por isso, poderemos nos enveredar de maneira
dinâmica e corajosa (Carro) em algum estudo (Casa
03) ou em algum curso de oratória (Casa 03).
Poderemos ADIVINHAR que, provavelmente, estaremos
mais impulsivos (Carro) e agressivos (Carro) ao
nos comunicar (Casa 03).

Essas ADIVINHAÇÕES estarão mostrando aprendizados
importantes para nós vivenciarmos durante o tempo
de validade desse MANDALA (segundo os Arcanos que
saíram neste Jogo).

Em outras palavras, será um momento muito
importante para entendermos melhor nossas
resistências, bem como nossas motivações a nível
intelectual e comunicativo (Casa 03), no sentido
de averiguarmos, por exemplo, quais os medos, as
defesas, as resistências, as intenções e os
estilos que estamos vivendo para canalizarmos
esses progressistas e dinâmicos impulsos (Carro)
intelectuais e comunicativos (Casa 03) em nossos
estudos, aprendizados, diálogos, escritos e
conversas (Casa 03).

Estaremos, portanto, abertos a nos conhecer
melhor, ao observar nossa postura a nível
intelectual e comunicativo nesta época em que O
CARRO está ali, em nossa Casa 03 do Mandala.

Cada Arcano que sair em cada CASA do Jogo de
Tarot que estivermos utilizando apontará
belíssimamente para possíveis situações e fatos
(ADIVINHAÇÃO) que poderemos viver, bem como para
aquilo que poderemos trabalhar em nós a nível de
aprimoramento interior/existencial
(AUTOCONHECIMENTO) a fim de, com isso,
aproveitarmos aquilo que o Tarot está nos
mostrando (como reflexo simbólico de nossos
anseios internos).

Por isso, aquele exorbitante preconceito que eu
tinha há alguns anos atrás quanto ao uso Oracular
das Cartas, achando que essa utilização do TAROT
para ADIVINHAÇÃO era uma perda de tempo, uma
inutilidade, uma superficialidade, caiu
vertiginosamente por terra.

Quando resolvi usar o Tarot como Oráculo, me
surpreendi… Percebi que, naquelas
interpretações simples, objetivas e diretas sobre
cada questão abordada, havia também preciosos
conselhos e orientações a mim disponíveis,
bastando-me apenas olhar com mais carinho para os
significados das Cartas que tirei para uso
oracular (para respostas mais diretas sobre o que
vivia).

Nesses conselhos e nessas orientações, podia
mapear minhas fraquezas, meus medos, meus pontos
vulneráveis e meus potenciais diante da questão
focada no JOGO.

Desse modo, esses conselhos e orientações me
serviram para me conhecer melhor. O papel de
ferramenta para autoconhecimento do Tarot estava
desvelado, comprovado. Que beleza… Agora
poderia usar o Tarot com mais afinco, com mais
prazer, com mais freqüência, com mais respeito,
com mais alegria, com mais naturalidade.

Beijãozão nocês…
Yub

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Tarot: Mediunidade ou Estudo?

Saudações REFLEXIVAS a todos!!

Tenho recebido em PVT alguns e-mails. E sabem
qual o teor central dessas mensagens???

Vou apenas transcrever o trecho de uma delas, o
qual retrata a essência de todas. Eis:

“Eu tenho uma amiga, que
geralmente joga pra
mim o tarô, ela ainda é iniciante, e usa muito a
intuição/mediunidade,
assim como eu.

Apesar de ela, quase sempre acertar o que diz, eu
tenho tido dúvidas
de muitas coisas, inclusive da seriedade do uso
do tarô com a
mediunidade. Vc sabe como o tarô funciona?”

YUB: muita gente associa JOGAR TAROT com
MEDIUNIDADE. Talvez pelo fato de que, na grande
maioria das vezes, vemos anúncios de VIDENTES e
CARTOMANTES que jogam o Tarot.

A pessoa sendo VIDENTE, ela é capaz de acessar as
informações a respeito das outras pessoas por
vários meios, sejam os búzios, uma bola de
cristal, as runas e até mesmo as próprias cartas.

E o que costuma ocorrer, na grande maioria das
vezes, é que tais VIDENTES não se dedicaram pra
valer ao ESTUDO do SIMBOLISMO das Cartas. Eles
simplesmente usam OS SÍMBOLOS dos Arcanos do
Tarot como um estímulo para “ativar” sua
VIDÊNCIA.

O Tarot, usado dessa maneira, acaba sendo muito
mais um veículo propiciador de intuições
(VIDÊNCIA) do que propriamente um instrumento a
ser lido, segundo as simbologias presentes em
cada Carta/Arcano.

E, muitas vezes, esses videntes acabam não se
dedicando ao ESTUDO das Cartas, de modo a
adquirirem o CONHECIMENTO SIMBÓLICO dos
significados do SIMBOLISMO dos Arcanos.

Esses videntes usam a mediunidade “ativada” por
intermédio das Cartas para passarem suas
informações, mas não possuem um embasamento
teórico sobre os significados dos SÍMBOLOS
presentes nas Cartas do Tarot.

Aí, qdo a mediunidade deles (como a vidência, por
exemplo) fica nublada por alguns possíveis
motivos, tais como o envolvimento emocional com a
questão abordada ou com a pessoa que está ali
fazendo a consulta, o risco de passar informações
erradas e deturpadas é maior.

Daí a importância de se estudar pra valer o TAROT
como uma LINGUAGEM SIMBÓLICA, compreendendo os
significados dos SIMBOLISMOS dos Arcanos e dos
MÉTODOS de se jogá-los (de acordo com o tipo de
questão abordada: afetiva, profissional,
espiritual, material, etc.)

Assim, estudando o SIMBOLOGIA do Tarot, o risco
de haver uma interpretação capenga e detonada da
leitura das Cartas DIMINUI. E a partir do
CONHECIMENTO dos Arcanos, a possibilidade de
nossa INTUIÇÃO atuar em conformidade com o
EMBASAMENTO TEÓRICO só vem a ACRESCENTAR à
qualidade da leitura tarológica que fazemos.

Muita gente acha que se estudar, acaba perdendo a
MEDIUNIDADE (como a intuição, por exemplo)? Esse
é um medo infundado. A própria Astrologia mostra
isso: A Casa 3 (que representa o estudo, a teoria
e o embasamento intelectual) é COMPLEMENTAR à
Casa 9 (que representa a intuição e a capacidade
de encontrar um significado daquilo que se
estudou e aprendeu teoricamente) .

Então, não matemos nossa capacidade de estudo e
de aprendizagem. Busquemos usar o que aprendemos
intelectualmente JUNTO com nosso poder INTUITIVO,
pois assim não corremos o risco de passar
informações truncadas e confusas a quem nos
procura para JOGAR O TAROT. Muito pelo contrário,
USAREMOS NOSSA MEDIUNIDADE (intuição, vidência,
etc) em COMUNHÃO COM NOSSA INTELIGÊNCIA
INTELECTUAL, NOSSOS ESTUDOS E O QUE APRENDEMOS A
PARTIR DOS MESMOS.

Beijãozão nocês…
Yub

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Dejá Vù e o Livre-Arbítrio!

Saudações DENZEL WASHINGTON a todos!! 😀

No filme DÉJÀ VU, me pareceu que essa sensação
estranha que irrompe em nós surge quando MUDAMOS
algo em nossa vida.

Uma escolha que fizemos pelo caminho acabou
alterando o que até então estava “planejado” e
bem direcionado a acontecer (diante das escolhas
que até então estávamos fazendo).

E essa nova escolha nos leva a um outro trajeto,
a outras situações. E nesse novo trajeto, algo
surge e vivemos a sensação de DÉJÀ VU. Talvez aí
esteja a indicação de que ALTERAMOS algo em nosso
destino…

Alguém viu o filme (ou mesmo q não o tenha
assistido), enxerga que o DÉJÀ VU ocorre
mostrando que algo bem significativo em nosso
destino foi alterado por uma nova escolha que
fizemos (diferente do script que até então
estávamos seguindo/criando)?? Ou vcs atribuem um
outro significado ao DÉJÀ VU?

obs.: esse inicial significado que estou
atribuindo ao Deja Vu ficou visível pra mim no
final do filme, qdo o personagem de Denzel teve a
sensação de Deja Vu por ter vivido ali, no carro,
naquele momento, algo semelhante ao que viveu em
outra parte do filme ao lado da personagem
daquela atriz… quem assistiu vai entender o que
falei. 😀

Beijãozão nocês…
Yub
———————————————————————–

Uma prosa com minha Querida e Amada amiga de alma:


ELÔ:
Até então, querido Yub, eu atribuia o Deja-vu, a
uma possibilidade nossa de captar intuitivamente
um acontecimento futuro. Como foi o meu sonho,
ter captado aspectos de uma festa que eu estava
para ir. E como eu contei aqui, eu apareço no tal
sonho me alertando para prestar ATENÇÃO a
aspectos que eu não estava percebendo.

YUB: eu assisti ao filme novamente ontem, com a
Cris. E até antes desse filme, Elô, eu atribuía à
sensação de DEJA-VU como uma lembrança de uma
experiência já vivida (seja em outra vida, em
sonhos, em projeção, em pressentimento).

Porém, desde qdo assisti ao filme, o Deja vu
adquiriu um outro significado pra mim: quando a
sensação de Deja-vu ocorre, ela está mostrando
que algo bastante significativo foi alterado em
nossa vida.

Estávamos direcionando nossa vida por determinada
linha a partir das escolhas que fazíamos. Até que
algum acontecimento significativo é vivido por
nós. Nele, fazemos uma escolha diferente da que
vínhamos escolhendo até então. Consequentemente,
mudamos nosso script.

Lembra, no filme, qdo aquela cientista faz o
desenho para o Doug Carli (Denzel) entender essa
questão do espaço-tempo do Destino?? Ela mostra
pra ele que o passado se conecta a um futuro. E
que se vivermos algum acontecimentos
significativo nessa linha inicial passado-futuro,
podemos mudar o futuro e aquele “inicial” futuro
deixar de existir OU ser vivido em um outro
universo paralelo.

Eu estou vendo o Deja Vu como esse acontecimento
significativo que traz consigo situações
SEMELHANTES às escolhas que até então estávamos
fazendo, mas que agora as mudamos. E essa mudança
de uma escolha em algum acontecimento
significativo nessa inicial trilha existencial
que seguíamos muda nosso futuro, nosso destino.

Por enquanto, estou enxergando assim. E vc trouxe
uma visão ainda COMPLEMENTAR a esta que estou
tendo e que achei SENSACIONAL. Vamos vê-la
melhor. Continuemos!! 😀

ELÔ:
E fiquei pasma ao ler esse trecho, no tal livro
suicida, que se atirou da estante, em cima do meu
teclado…ahahahaha …

Quando a evolução é ainda inconsciente, é um
processo automático: não há incerteza. As coisas
acontecem através da lei de causa e efeito. A
existência é mecânica e certa. Mas com o homem
(deixa eu me intrometer aqui, com o ser humano,
ahahahaha) a consciência, a incerteza vem à
existência. Agora, nada é certo. A evolução pode
acontecer ou não. O potencial está ali, MAS A
ESCOLHA SERÁ TOTALMENTE COM CADA INDÏVIDUO…. se
você está pronto, então no fundo de suas
profundezas uma nova dimensão pode começar. A
dimensão da revolução. A evolução terminou.
Agora, uma revolução é necessária para abri-lo ao
que está para além. É uma revolução individual.
Uma revolução interior.

Então dessa forma “mecânica”, estamos falando de
karma, estamos falando de lei de causa efeito,
onde nossas escolhas estão CONDICIONADAS àquilo
que já aconteceu, estaríamos apenas repetindo o
passado, no presente, e portanto o futuro, seria
apenas uma repetição do passado.

YUB: ISSO, ISSO, ISSO!!! Isso é o que a gente
vive falando aqui na lista. Nós tendemos a
repetir “incansavelmente” rsrs hábitos, posturas
e situações de outras vidas. Até que chegamos no
limite e resolvemos mudar esses arraigados
hábitos e maneiras de viver a Vida…

ELÔ:
Mas não tão “mecânico” assim, caso contrário como
chegaríamos no ponto que ele diz: “quando vc está
pronto”, não haveria prontidão, se fosse apenas
repetição. Então há também “janelas”,
possibilidades de ampliarmos nossa percepção.
Provavelmente isso também envolva nossas
escolhas, quando nos colocamos abertos para
aprender, não sei.

YUB: Perfeito!! Qdo chegamos no nosso limite de
“repetição existencial”, temos a oportunidade de
mudar nosso script, nosso destino. E temos a
oportunidade de CONSCIENTEMENTE fazermos uma nova
escolha, que envolve um novo hábito e uma nova
postura existencial (mesmo que seja em apenas uma
área de nossa vida). Essa é uma “janela”, que
exemplifica esse estado de prontidão que vc
abordou acima.

E creio que essa janela começa a se abrir qdo
nós, cansados de repetir as mesmas escolhas, os
mesmos sofrimentos, as mesmas situações (que o
nosso “inconsciente” assume a forma de hábito),
NOS QUESTIONAMOS os por quês de tais repetições e
situações existenciais que estamos vivendo há
várias vidas.

O Questionar é a fresta dessa janela. E a partir
dessa fresta, poderemos abrir-nos para novos
horizontes e mudarmos nossa postura ao
compreendermos essas respostas que chegarão após
questionarmos os motivos e as causas que nos
levam a repetir, repetir e repetir nossas
escolhas e nossas reações à Vida…

ELÔ:
Mas o que eu queria lhe perguntar, querido Yub,
será que o próprio Deja-vu, não é mais que um
aviso, que uma escolha nossa foi significativa?

YUB: Sim, minha Linda!! Pra mim, é por aí sim!!
😀

ELÔ:
O Deja-vu, não seria também uma porta aberta
para que a gente perceba nossos scripts, e se são
scripts, que o autor somos nós, e podemos
alterá-lo?

YUB: EXATAMENTE!!! CLAP CLAP CLAP!! PERFEITO!!
MARAVILHOSO!! SENSACIONAL!!! 😀

Uau… que bela percepção complementar…
VALEU, ELÔ!! MUITO OBRIGADO, MINHA QUERIDA E
AMADA ELÔ…

ELÔ:
E já vou lhe adiantar, porque estou perguntando
isso. Porque ele mobiliza nossa ATENÇÃO, de tal
forma que a nossa percepção parece que se aguça,
para tudo que se relaciona ao tal Deja-vu. Você
percebeu isso no filme, também?

YUB: Sim! E reparo em mim, nos momentos de
sincronicidade e deja vu: PARECE QUE O UNIVERSO
AO MEU REDOR PÁRA e tudo fica em “câmera lenta”
para estar ATENTO, 100% PRESENTE nesse momento
tão significativo e repleto de significado que a
Sincronicidade e o Deja Vu representam.

Beijo bem carinhoso nocê e em todo mundo…
Yub

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Bebê abandonado, Complexos e Psicologia Profunda


Bebê abandonado, Reflexões Profundas e Psicologia Analítica

Vou aproveitar uma situação real, noticiada em todo o Brasil, ocorrida aqui na região metropolitana de Belo Horizonte (Contagem/MG), para falar sobre os conceitos básicos da Psicologia Analítica percebidos em nosso dia-a-dia, a fim de percebermos com mais clareza como eles funcionam na prática de nossa vivência cotidiana.

Uma experiência tem se repetido desde o início da história humana: o Nascimento. Após a gestação e por intermédio do parto, nasce-se. Nascer é uma experiência humana compartilhada por todos, universal. Pois não damos à luz apenas a outro ser humano, mas a idéias, obras de arte, invenções, teorias, empreendimentos, etc.

E a interminável repetição de determinada experiência se impregna em nossa constituição psíquica, nos remetendo a um Arquétipo. Já nascemos com essa memória ancestral, com esse arquétipo: NASCER.

O Arquétipo (no caso, o nascimento) é uma forma sem conteúdo. Esse conteúdo será preenchido por cada um de nós. Cada um de nós terá um conteúdo subjetivo da experiência do Nascimento.

Gerar algo também é uma experiência que se repete desde o início dos tempos, da história da humanidade. Para algo nascer, ele precisa ser gerado. Gerar um filho, um livro, uma idéia, uma obra, seja esta qual for, é uma experiência arquetípica (comum a todos nós, geral e universal).

Cada um de nós pode reagir de determinada maneira à possibilidade de gerar algo. Alguns podem ser compulsivos em gerar obras de arte. Outros podem sofrer quando geram uma música, sendo bastante dolorosa, difícil e truncada a experiência de compor. Já certas mulheres têm horror a serem mães, a geraram um filho. Não querem o desconforto, a dor, o sofrimento do parto. Outras já se sentem tão divinas e sublimes no processo de gestação e de geração de um filho que encaram com total naturalidade a gravidez e o parto. Enfim, há vários níveis de reação diante da experiência universal de gestar e gerar algo.

Sem querer julgar e muito menos justificar a mãe da menina MICHELE CORDEIRO DOS SANTOS por ter abandonado a filha recém-nascida nas poluídas águas do Ribeirão Arrudas (em Contagem/MG), fico aqui tentando compreender o que a motivou, a levou, a impulsionou a ter essa reação frente ao nascimento de Michele.

Fico aqui tentando imaginar e supor o que se passou no íntimo de ELIZABETE Cordeiro dos Santos para tomar abortivos momentos antes de entrar em trabalho de parto… Será que foi a última tentativa – depois de muitas – para não colocar no mundo algo que gestou e estava gerando?? O que, em sua história de vida, criou, muito provavelmente, esse horror a gerar um bebê?? O que ela viveu, durante sua infância e sua adolescência, que a fez ter aversão a dar à vida a um bebê???

Olhando as imagens da Elizabete (mãe de Michele) nos noticiários de TV e nos sites da internet, mostrando um choro e um desespero repleto de ponto de interrogação, imediatamente me remeteu a uma verdade: quantas vezes, TODOS NÓS, fazemos coisas que vão contra toda razão e vontade, e, depois, ficamos arrependidos, angustiados, sem saber por que, mais uma vez, fizemos algo que não queríamos???

Jung sempre nos atentava para uma verdade: nossas intenções conscientes são, por assim dizer, constantemente perturbadas e atravessadas em maior ou menor grau por intrusões inconscientes.

A Persona de Elizabete poderia querer ser socialmente reconhecida como uma mãe normal, que gera um filho e se dispõe a cuidar dele. Porém, somos muito mais do que nossa Persona mostra ao mundo, à sociedade. Eis nossa Sombra…

Há pontos nevrálgicos em nós, os Complexos!!

Na busca pela data de nascimento e horário em que nasceu, tanto a ELIZABETE como a sua filha MICHELE, me deparei com a reportagem da REVISTA DA SEMANA (edição 7, ano 1 – a mesma com o Luciano Huck na capa e o título A CULPA É DA VÍTIMA). É um bom título esse, que podemos levar para refletir sobre a situação da mãe que abandonou dramaticamente sua filha recém-nascida nas águas do Ribeirão Arrudas. Quem é a vítima nessa história?? A mãe (Elizabete) ou a filha (Michele)?? Ambas? Nenhuma? Não, não vou entrar nessa reflexão, pois inevitavelmente cairia em juízos de valor pessoais que limitariam a visão do todo e a compreensão mais profunda que AMBAS merecem…

Então, vamos voltar aos Complexos (segundo a Psicologia Analítica) para alcançarmos essa visão mais abrangente sobre os conceitos junguianos aplicados em nosso dia-a-dia.

Jung define os Complexos como agrupamentos de idéias no inconsciente, caracterizado por uma qualidade peculiar de SENTIMENTO, talvez DOLOROSA, associado a determinado TEMA, e, com freqüência, se comportando de modo DIAMETRALMENTE OPOSTO AOS NOSSOS DESEJOS CONSCIENTES.

O Complexo está assentado sobre um Arquétipo. Complexo é aquele modo de agir comum, geral, universal aplicado e vivenciado pelas pessoas individualmente. Arquétipo já é o padrão de comportamento instintivo do coletivo. É como se o Complexo fosse o Arquétipo vivido a nível individual, preenchido pelos conteúdos vividos de uma determinada pessoa.

Sendo assim, existe o Complexo Materno e o Arquétipo da Grande Mãe. Ou seja, a eterna experiência com a MÃE é um Arquétipo. Porém, essa experiência vai ganhar matizes peculiares segundo a experiência individual de cada um com a MÃE e as mulheres em geral (complexo materno), bem como com a vivência de posturas femininas/yin: nutrir, proteger, cuidar, amamentar, parir algo que sai de si, seja um filho, um livro, uma idéia, uma obra de arte, uma teoria, um crime, uma brutalidade, etc.

Muitas vezes você, eu e MUITAS pessoas dizemos algo. Porém, quando ocorre uma situação em que deveríamos viver segundo aquilo que dissemos, nós nos comportamos de outra maneira, bem diferente da que conscientemente dizíamos que faríamos/viveríamos. Eis o nosso INCONSCIENTE mostrando que há mais mistérios (e forças/motivações/segredos) por trás de nossa vã consciência do que imaginávamos.

Quantos de nós já dissemos que não mais beberíamos em excesso e lá fomos nós, quase compulsivamente, encher a cara exageradamente. Quantos de nós já havíamos prometidos não mais atender o telefone de fulano de tal porque não queríamos (?) mais apenas transar com tal pessoa uma vez que desejávamos um compromisso sério e lá fomos nós pro motel com ela??? Quantos de nós já havíamos dito que terminaríamos uma relação já desgastada e infeliz e, mesmo não querendo (?), nos mantínhamos ali, quase que mecanicamente, acomodados?? Quantos de nós já não tivemos vontade de enfiar a mão na cara daquele colega de trabalho, de nosso patrão, de nosso funcionário e, em vez disso, ficamos todo sorriso, educadamente, polidamente, nos comportando como se fôssemos amigos íntimos desse colega, desse patrão e desse funcionário??? Quantos de nós já pensamos em esconder determinado desejo e, subitamente, mediante alguma pergunta ou estímulo exterior, soltamos o segredo, revelamos o que tão trabalhosamente nos determinamos a silenciar/ocultar??? Quantos de nós já trocou imprudentemente de palavra a ser usada numa frase que acabou nos mostrando justamente o que, de fato, queríamos falar, ou pelos menos sentíamos, com relação a alguém ou alguma situação???

Enfim, quando algum estímulo exterior (seja uma palavra, uma pergunta, uma imagem, uma música, um tema abordado ao nosso redor) vem tocar num ponto específico que nos incomoda, que mexe conosco e que nos faz irremediavelmente lembrar de uma experiência passada sofrida, dolorosa, angustiante, triste, mal-resolvida com alguma pessoa ou relativa a determinada situação de nossa vida, isso é suficiente para trazer à tona certos conteúdos psíquicos (chamados complexos na terminologia junguiana). E estes vêm acompanhados de determinadas reações fisiológicas e também comportamentais, nem que seja um simples ficar vermelho de vergonha ou nos sentirmos inquietos e “sem-lugar”…

A questão é que determinados complexos ativam fortes vulnerabilidades de nossa estrutura psicológica. E é isso que, creio eu, tenha acontecido com a ELIZABETE. Ela, na sua experiência como filha, talvez tenha sofrido horrores de abandonos e mal-tratos por sua própria mãe. Ou tenha (também SUPONDO) recebido agressões tirânicas, ultimatos atemorizantes, mordazes críticas, ameaças e rejeições profundamente doídas quando tentou colocar algo dela, sua marca pessoal, em alguma coisa que criou…

Talvez experiências nesse nível tenham cunhado em sua psique a associação de que: “gerar algo meu é sinônimo de sofrimento, dor, abandono, rejeição, crítica, violência, agressão, etc. Então, não posso colocar minha filha no mundo, porque não suportarei essas reações, tal como vivi nesse, naquele e naquele outro episódio de minha vida. Ahhh… como doeu… não quero viver isso NUNCA mais…”

Sei que, aparentemente, NADA é justificável/justificativa para ela ter destinado sua filha recém-nascida à imundície do Ribeirão Arrudas. Mas, pra mim, pode ser compreensível. E não creio que apenas colocar o dedo em riste sobre a ELIZABETE, condena-la e querer que ela seja execrada, violentada, detonada, infernizada por milênios seja o melhor caminho. Se não compreendermos os porquês, ou seja, as causas que PODEM ter impulsionado ELIZABETE a abandonar sua filha (e, assim, buscar meios de “cura-las” na própria ELIZABETE e em outras futuras mães), estaremos apenas abrindo campo para tal experiência de abandonar filhos recém-nascidos se repetir ad infinitum.

Daí a importância de compreendermos esses nossos complexos, porque todos nós os possuímos. E eles, muitas vezes, podem nos possuir, por mais que conscientemente consideremos que não. Pois foi justamente esse complexo materno altamente “destrutivo” da ELIZABETE que se apossou dela. Sua consciência de que esse ato de abandonar filho recém-nascido é errado foi INSUFICIENTE diante da força/carga afetiva/emocional (no sentido junguiano do termo, e não “amoroso” do senso comum) de tal complexo, pois este predominou e a levou a fazer o que fez.

Uns podem dizer que foi obra do demônio, do espírito obsessor, da insanidade, da irresponsabilidade dela, etc. Porém, na minha perspectiva, todas essas possíveis causas apenas se manifestam se uma outra causa-mor deu brecha: a causa psicológica, interna, de quem é “vítima” destas… “Vítima”… Existe vítima?? Bem, eis uma polêmica que não quero entrar agora. Meu objetivo foi apenas demonstrar o quanto o inconsciente pode nos levar para caminhos que conscientemente não “queríamos”… E a Psicologia Analítica pode ser uma belíssima ferramenta para compreendermos nossos complexos a fim de, depois de muita auto-observação e terapia, fazermos um uso construtivo de seus conteúdos, canalizando-os de maneira menos sabotadora, mais integradora e saudável – para nós e para a sociedade.

Termino essa reflexão didática com a frase do líder comunitário da Vila Dom Bosco (onde a recém-nascida foi encontrada), Cinézio Rossi Vieira: “Conheço ela (a Elizabete) há seis anos. Sempre me pareceu uma moça muito boa. Estava desempregada e vivia com a mãe, em dificuldades. Claro que ninguém aprovou sua atitude, mas não podemos julgar ninguém sem saber o que se passa na cabeça de cada um.”

Estado de Minas, Domingo, 7 de Outubro de 2007, página 26.

Beijos profundos nocês….

Yub
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