Uma reflexão sobre a Astrologia, o Karma e os Amuletos

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Quando eu participava lá pelos idos do início dos anos 2000 da lista do yahoogrupos da VOADORES, o Roque – um outro moderador, como eu – gostava imensamente de YOGANANDA.
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Seu livro de cabeceira era AUTOBIOGRAFIA DE UM YOGUE, de PARAMAHANSA YOGANANDA.
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Esse foi um dos primeiros livros que li quando resolvi – após mergulhar no espiritismo – me dedicar ao oriente: budismo, taoísmo, hinduísmo, confucionismo, etc.
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Foi um livro muito impactante.
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Os relatos de Yogananda sobre cada místico, mestre, guru, yogue, santo(a) que ele encontrava me emocionavam.
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E o mais marcante, sem dúvida, era sua relação com SRI YUKTESWAR, seu mestre.
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Daí há uns três meses, voltei a ler essa obra prima.
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Queria ler tudo com o olhar atual, com o nível de consciência atual.
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Foi muito bom. Foi uma espécie de resgate de um novo nível de fé. Em Deus, na Vida, na essência divina que há em mim, em tudo e em todos.
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E tinha um capítulo que eu e o Roque vivíamos proseando. O que YOGANANDA aborda a experiência com o BRACELETE ASTROLÓGICO indicado por YUKTESWAR.
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Tirei umas fotos de certos trechos que vou colocar aqui para poder refletir melhor.
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O capítulo se chama MAIS ESPERTO QUE OS ASTROS
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Neste trecho da página 178, YUKTESWAR já nos mostra a atitude correta diante da astrologia.
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Não é questão de acreditar. É questão de testar, experimentar, investigar e comprovar se é válida ou não.
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E ele dá uma bela cutucada: “o cosmos seria bem caótico se as suas leis só pudessem funcionar mediante a aprovação da crença humana.”
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Na página 179, putz, há tantos detalhes profundos que podem demandar uma vida inteira para apreender tamanha revelação.
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Quando ele diz que “todas as partes da criação estão interligadas e permutam suas influências”. Dá a entender que realmente os astros enviam raiozinhos – algo que eu não curto.
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Porque dá a entender que é SATURNO, por exemplo, que nos causa frustração por nos enviar sua influência castradora.
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E por que, diachos, ele não nos envia um raiozinho benevolente de persistência e realização competente ao invés do raiozinho frustrador?
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Daí ele diz: “os astros não têm qualquer benevolência ou aversão consciente; MERAMENTE ENVIAM RADIAÇÕES POSITIVAS E NEGATIVAS. Por si só, não ajudam nem prejudicam a humanidade, mas OFERECEM UM CANAL LÍCITO PARA A OPERAÇÃO EXTERIOR DOS EQUILÍBRIOS DE CAUSA E EFEITO QUE, NO PASSADO, CADA HOMEM PÕS EM MOVIMENTO.”
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Ou seja, ele está dizendo que os astros são equilibradores de karma.
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Isso parece se confirmar neste outro trecho dessa impactante página 179:
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“Uma criança nasce no dia e na hora exatos em que os raios celestes ESTÃO EM HARMONIA MATEMÁTICA COM SEU CARMA INDIVIDUAL. Seu HORÓSCOPO é um retrato desafiante, revelando seu passado inalterável e os resultados prováveis em seu futuro.”
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Então, a princípio, parece que o mapa retrata os tipos de tendências e experiências a que cada um está sujeito nesta atual encarnação por conta do que gerou de karma no passado.
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Agora vem o que fazer com isso. Me parece que não é para ficarmos escravos dessa “RODA DO SAMSARA”. Veja se concorda:
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“A mensagem, ousadamente proclamada através dos céus no momento do nascimento, não tem a intenção de dar ênfase ao destino – RESULTADO DO BEM E DO MAL PASSADOS – mas de despertar a vontade humana de ESCAPAR DE SEU CATIVEIRO UNIVERSAL.”
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Aí vem a beleza de tudo: “o que o homem fez, pode desfazer. Ninguém, além dele mesmo, foi o instigador das causas cujos efeitos (KARMA) agora prevalecem em sua vida. Ele pode superar qualquer limitação, porque a criou com suas próprias ações em primeiro lugar, E PORQUE POSSUI RECURSOS ESPIRITUAIS QUE NÃO ESTÃO SUJEITOS ÀS PRESSÕES PLANETÁRIAS.”
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E essa força de superar tendências kármicas parece ser confirmado neste outro trecho:
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“o medo supersticioso à astrologia produz autômatos, dependentes, como escravos, de ORIENTAÇÃO MECÂNICA. O homem sábio DERROTA SEUS PLANETAS – isto é, SEU PASSADO – transferindo sua fidelidade da criação para o CRIADOR.”
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“QUANTO MAIS ELE PERCEBER SUA UNIDADE COM O ESPÍRITO, MENOS SERÁ DOMINADO PELA MATÉRIA. Porque a alma é livre, é imortal porque não tem nascimento. Não pode ser regida pelos astros.”
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E onde entra o BRACELETE ASTROLÓGICO nessa história?
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Chegaremos lá.
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Porque aqui na página 180 há uma aparente contradição:
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A primeira parte que parece se chocar com a outra começa assim:
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“O HOMEM É UMA ALMA e TEM um CORPO. Quando situa apropriadamente o seu senso de identidade, DEIXA PARA TRÁS TODOS OS PADRÕES COMPULSÓRIOS”.
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Ou seja, nesse nível de identificação com o Criador, os padrões compulsórios do seu mapa astral são deixados para trás.
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Isso dá a entender que o que está lá no mapa astral, tanto em termos de comportamento e tendências de sua personalidade quanto de suas previsões, parece não ser mais considerado. Não acontece mais. Não tem mais efeito.
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Todavia, entra em aparente contradição com este trecho:
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“Deus é Harmonia: o devoto sintonizado com Ele nunca realizará uma ação errônea. Suas atividades seguirão, CORRETA E NATURALMENTE, O RITMO DAS LEIS ASTROLÓGICAS.”
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OPA! PERCEBE!
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As leis astrológicas continuarão vigorando. Seu mapa continuará em ação. Suas previsões continuarão atuando. O ritmo das leis astrológicas continuará existindo, todavia, as atividades do homem em sintonia com Deus serão vividas de forma correta e natural com essas leis astrais.
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Yogananda vai continuar sendo de capricórnio, tendo ascendente em virgem e lua em leão.
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Só que expressará essas tendências de um jeito harmonioso, naturalmente correto com essa sua essência astrológica e de acordo com as previsões astrológicas.
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Agora a gente entra na questão do uso do bracelete astrológico.
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“Os antigos rishis descobriram muitos meios de encurtar o exílio do homem no mundo ilusório. Existem certas características mecânicas na lei do carma que podem ser habilmente ajustadas pelos dedos da sabedoria.”
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“Todos os males humanos se originam de alguma transgressão da lei universal. As Escrituras salientam que O HOMEM PRECISA SATISFAZER AS LEIS DA NATUREZA, MAS SEM DESACREDITAR NA ONIPOTÊNCIA DIVINA. Ele deveria dizer: ‘SENHOR, confio em Ti, e sei que podes me ajudar, mas tentarei, de todos os modos, reparar qualquer mal que tenha causado’
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“Por uma série de meios – a prece, o poder da vontade, a meditação iogue, a consulta aos santos, o uso de braceletes astrológicos – OS EFEITOS DO PASSADO PODEM SER DIMINUÍDOS OU ANULADOS”
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E olha que bela analogia: “Assim como uma casa pode ser equipada com um para-raios de cobre para absorver a descarga do relâmpago, O TEMPLO DO CORPO PODE SER PROTEGIDO DE ALGUNS MODOS.”
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Na página 257, a explicação do funcionamento de amuletos (pérolas e outras joias), bem como de plantas e metais, aplicados diretamente à pele:
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Enfim, recomendo bastante ler e absorver tanta sabedoria contida nesse livro.
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Beijãozão…
Yub

