A Temperança: a necessidade da harmonia interior

Perceba no desenho que o anjo da carta Temperança está misturando dois líquidos. A mão direita segura uma taça e a esquerda outra. Cada uma tem em si um líquido. Em alguns Tarots, há dois rios que se encontram e fluem em união.
Eis, simbolicamente, a grande necessidade representada pela Temperança: de unir. Só que muitas vezes consideramos que essa união é EXTERNA. A resolução diplomática e estratégica de determinados conflitos, por exemplo.
Porém, os conflitos externos são reflexões das dicotomias internas. Somos seres duais, conflitantes internamente. Pensamos algo e dizemos outra coisa. Desejamos duas coisas diferentes ao mesmo tempo. Não sabemos o que almejamos, porque nossa razão nos mostra algo e nosso coração outra.
Assim, quando A Temperança surge no Tarot, isso é indício de que há divergências internas que precisam ser conscientizadas. O conflito interior demanda resolução. Porque senão poderá ser projetado externamente e gerar conflitos com outras pessoas.
A Temperança me lembra bem a arte de cozinhar. É a tarefa de misturar substâncias heterogêneas e, ao uni-las, gerar uma alquimia que cria uma nova substância – fruto desse encontro entre o divergente.
Então, saibamos misturar os ingredientes internos do pensamento, do sentimento, do querer, unindo-os de modo a gerar uma substância psíquica, emocional, física e mental mais harmoniosa quando a Temperança surgir em nosso jogo de Tarot.
Beijãozão nocês…
Yub

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