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Criminal Minds, Tarot, Nietzche e Teoria Sistêmica!

 
“O que o pai calou aparece na boca do filho; muitas vezes descobri que o filho é o segredo revelado do pai.”
Nietzche
 
 
Criminal Minds é a série que eu mais AMO. Um grupo de agentes do FBI é especializado em traçar perfil psicológico. A equipe formada vai à caça de serial killers. O objetivo é encontrar o serial killer para impedi-lo que continue sua saga de assassinatos em série.
 
Ontem, no episódio 7 da Terceira Temporada, a frase acima foi mencionada. E a questão da família foi diretamente abordada.
 
Como tenho pesquisado a teoria sistêmica (uma abordagem da Psicologia), além de minha terapeuta seguir esta linha, gostei MUITO do que vi. Lembrei-me do Seminário que eu e a Cris assistimos no mês passado lá na Faculdade.
 
Por mais que tenho percebido em minha própria história familiar e nos livros que tenho lido, fiquei surpreendido com os casos clínicos que foram aprensentados. Impressionante como os filhos costumam ser xerox autenticado dos pais.
 
Confesso que tenho um fascínio por esse tema: mitos familiares. E como ir além da encruzilhada em que nossos pais chegaram. Não é à toa que meu primeiro romance policial em desenvolvimento (O Estuprador de Almas) aborda essa questão. Para quem gosta de Astrologia, meu nodo lunar sul no Signo de Câncer na Casa 4, tendo seu regente – a Lua – no signo de Escorpião na Casa 8, pode ser uma referência simbólica-astrológica desse meu profundo interesse.
 
Uma vez que sou espiritualista e acredito na Reencarnação, sempre procurei observar o quanto tendemos a repetir padrões. Costumo dizer que mudar um hábito é MUITO difícil, talvez porque o nutrimos durante muitas existências. Isso me permite ter mais paciência comigo mesmo e com as outras pessoas, principalmente clientes que estão há muito tempo aprisionados em uma determinada experiência. Essa prisão, muitas vezes, é fruto justamente da repetição vida após vida de um determinado padrão comportamental/psicológico.
 
Como nos libertar?
 
O Tarot – com o seu sistema simbólico – tem uma carta que reflete bem a situação arquetípica (comum a todos nós) da LIBERTAÇÃO. É o Arcano 16 – A Torre.
 
 
A imagem simbólica dessa Carta revela um raio atingindo uma torre. A destruição provocada pelo raio, dissolvendo as estruturas tão bem construídas, impele as pessoas a saírem daqueles muros. Estas são lançadas pra fora e mergulham de cabeça.
 
É uma situação que nós, inevitavelmente, somos convocados pela Vida a passar: dissolver os muros de nossas resistências, medos, e mergulhar, de corpo e alma, numa experiência libertadora. O objetivo consiste em sairmos da cômoda e acomodada posição de falsa segurança que determinadas estruturas por nós construídas (crenças, hábitos, relações etc.) representam. Quando a sensação de estreitamento, como se estivéssemos presos num quarto (num mundo que edificamos), torna-se sufocante, talvez seja sinal que a proteção virou prisão.
 
Algum evento exterior (simbolizado pelo raio) pode ser o estímulo que nossa alma tanto anseia para nos libertar do que nos insatisfaz, mas que mantemos – por comodismo e medo de uma nova experiência. Por mais que esta possa ser tudo o que desejamos e nos permita viver mais intensamente/plenamente, essas defesas construídas por nós são fortes. Mudar, muitas vezes, precisa de uma atitude ou acontecimento radical. Só assim para mergulharmos de corpo e alma em algo que, no fundo, tanto almejamos.
 
E os muros que herdamos de nossos pais (em sincronia com o que vida após vida construímos, pelos hábitos que desenvolvemos) parecem ter tijolos de aço. E merecem nossa cuidadosa, carinhosa e compreensiva atenção. Um trabalho alquímico como este demanda, ironicamente, talvez muitas vidas… rsrs Mas podemos utilizar este pensamento a longo prazo não para ser mais uma defesa e resistência à mudança. Não. Muito pelo contrário. Temos condições de usar esse foco futuro a nosso favor. Ao saber que estamos gradualmente superando maldições hereditárias a cada dia, um passo de cada vez.
 
Sei que o termo Maldição é forte. Minha terapeuta, amorosamente, me corrige. Diz que o termo mais apropriado é MITO FAMILIAR. rsrs Tudo bem. No fundo, dá na mesma. Têm o mesmo significado. Mas é que sou dramático e gosto de termos densos, impactantes. E Maldição familiar é mais saboroso pra mim. Sinto-me mais motivado a chegar nas encruzilhadas que meus pais desembocaram se considerar os nossos mitos familiares como Maldições. Porque da Maldição surgirá uma Bênção. E, de um mito, continuaremos encontrando um mito (tudo bem que talvez um novo mito familiar, o qual será herdado aos nossos filhos). Prefiro deixar como herança uma maldição do que um mito. rsrs
 
Bom, vou terminar por aqui. Ah! Vc esperava que eu, antes de finalizar esta mensagem, desse respostas prontas e dicas “auto-ajuda” para lidar com seus mitos familiar…ops, com as Maldições que seus pais (e vc) lhe deixaram como herança? Sinto muito. Deixo-lhe como legado, no máximo, o incentivo para mergulhar de cabeça na libertação de suas prisões mentais, emocionais, materiais e espirituais. 😉
 
Beijãozão nocês…
Yub
 


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