fbpx

Globo Repórter, Medo, Saturno e Experiência Prática

No Globo Repórter da última sexta-feira (28/08/2009), o assunto abordado foi o MEDO.

Quando observei o belíssimo (e efetivo) trabalho feito pela psicóloga Laura Granado (USP) com voluntárias com medo de aranha, naquele instante eu associei: “Isto é lidar com o MEDO representado por SATURNO de uma maneira Saturnina!”

http://g1.globo.com/globoreporter/0,,MUL1284990-16619,00-TRATAMENTO+ACABA+COM+PANICO+CAUSADO+POR+ARANHAS.html

A homeopatia trabalha muito com a filosofia do SEMELHANTE. A cura vem por meio do uso do semelhante. O que nos mata é o que nos salva – é o que costumamos ouvir por aí. E essa é a mesma “filosofia” de Saturno: nossas maiores fraquezas representam as nossas maiores forças. Nossos medos são os nossos dons. Nosso ponto forte é o nosso calcanhar-de-aquiles. Enfim, naquilo que nos assombra está algo que nos liberta e significa MUITO para nós.

Quando uma pessoa tem Saturno na Casa 4 (ou em Câncer, ou em Aspecto com a Lua), por exemplo, seu maior medo (Saturno) talvez seja o de ser responsável (Saturno) por criar uma família (Casa 4; Câncer; Lua). E ela só vai superar esse medo NA PRÁTICA, ao criar uma família, ao se responsabilizar por seu lar e pela segurança que reinará no ambiente doméstico. Ela pode inicialmente (gradualmente) se envolver com famílias carentes, fazer um trabalho voluntário com órfãos, enfim, iniciar a superação desse medo de família, lar e segurança emocional vivenciando uma atividade associada ao mesmo.

Sempre digo que o MEDO só é vencido na prática. É no enfrentamento de uma situação que tememos o meio de nos familiarizar com o medo. Nesse enfrentamento, enxergamos nosso medo com mais realismo. Vamos nos acostumando com o que antes nos aterrorizava, nos atormentava, nos assombrava. E é justamente isso que tal psicóloga fez com as voluntárias detentoras de um medo sem igual em relação às aranhas. Esse bicho tão horrível para elas.

Tal psicóloga (Laura Granado) criava uma situação segura na qual as voluntárias iam, gradualmente, se familiriazando com o medo de aranha. Diante de imagens que não eram de aranhas, mas, pelo seu formato, faziam lembrar uma aranha, tal como os cabos de um guarda-chuva, um emaranhado de linhas, arquiteturas com esse formato, as voluntárias foram enxergando com mais realismo o que lhes causava pânico. Com isso, o medo foi diminuindo, gradualmente. Até o ponto no qual não havia mais medo de aranha.

Achei uma estratégia altamente saturnina de lidar com o medo. Magnífica!! Essas doses homeopáticas de realismo (e dor) numa situação prática e segura, a partir das quais há uma constatação prática do despropósito do terror e de seus efeitos paralisantes, existe a possibilidade da superação do que antes nos imobilizava de medo. Brilhante!!

Beijãozão nocês…
Yub

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.