Interpretação de Sonhos e o Tarot

Cada dia eu me assombro mais com as semelhanças entre o Tarot e a arte de interpretar sonhos.
Ambos lidam diretamente com os possíveis significados de um símbolo. Um Arcano do Tarot, por exemplo, é como se fosse uma cena de um sonho. Ali estão todos os elementos simbólicos que nosso inconsciente resolveu selecionar para descrever fielmente determinada situação – e nossa postura diante da mesma. 
Se sonhamos com uma pessoa, é porque essa pessoa específica – e não outra – é a que melhor representa o tipo de atitude, de comportamento e de perfil que melhor descreverá o modo como estamos agindo – ou precisamos agir – diante de um atual desafio em nossa vida. Do mesmo modo, se tiramos do baralho de Tarot a carta 9 de Ouros, a mulher que aqui se encontra é a que melhor representa o modo como estamos agindo ou devemos agir parente uma circunstância de nosso atual momento existencial. 
Um belo exemplo foi o que ocorreu ontem. A Adriana – eliminada do BBB11 no paredão dessa terça-feira – foi simbolizada como o 9 de Ouros na vida do Rodrigão – seu par no programa e companheiro de paredão. Veja na previsão que fiz para este 8o. paredão e que foi crucial ver esse detalhe no jogo de Tarot do Brother para decidir quem seria eliminado:
Então, voltando à associação direta entre o Tarot e a Interpretação de Sonhos, vou compartilhar uma experiência. Na verdade, um insight.
Porém, antes disso, preciso compartillhar a estrutura do jogo de Tarot chamado Pèladan. Cada Método de Tarot é apropriado para determinadas dúvidas, questões e respostas. Por isso, cada um tem uma estrutura peculiar de disposição das cartas. Por meio delas, temos melhores condições de obter uma clareza compreensiva a respeito do que queremos saber.
Eis a estrutura do Método Pèladan, o qual demanda uma pergunta clara, objetiva e temporal, como nestes exemplos:
Meu financiamento será aprovado até 31 de Outubro de 2011?

Eu conseguirei comprar X (meu carro, meu apartamento, etc) até 31 de Dezembro de 2011?

Ele possui a seguinte disposição de Casas:
*****************Casa 3*************
Casa 01******casa 5*************CASA 02
****************CASA 4************

A Casa 1 significa o que está favorável de ocorrer (seja de “positivo” ou de “negativo”) na questão abordada.

obs.: no caso de uma dessas perguntas, o que está favorável de ocorrer nessa questão da aprovação do financiamento.

A Casa 2 significa os obstáculos à realização do que se perguntou.

obs.: no caso, os obstáculos à aprovação do financiamento.

A Casa 3 mostra o desenrolar da questão perguntada.

obs.: no caso, o desenvolvimento da questão da aprovação do financiamento.

A Casa 4 mostra o resultado da questão abordada.

OBS.: no caso, o resultado em termos de se o financiamento será aprovado ou não, dentro do prazo estipulado.

OBS.2: óbvio que se a Casa 1 e 2 negarem a realização do financiamento, mesmo se a Casa 4 tiver arcanos realizadores, isso não ocorrerá. Ou poderá ocorrer num tempo posterior. Enfim, a realização da Casa 4 estará condicionada às Casas anteriores.

E a Casa 5 mostra como o consulente está (as suas expectativas) em relação à pergunta abordada.

obs.: no caso, as suas expectativas no que tange ao financiamento ser aprovado.
O insight que tive foi o seguinte. Ao reler as partes que grifei do livro da von-Franz (O Caminho dos Sonhos), tive um olhar associativo sobre este trecho:
Temos uma técnica na psicologia junguiana. Comparamos o sonho a um drama e o examinamos sob 3 aspectos estruturais:
        A introdução ou exposição: o cenário do sonho e a colocação do problema;
        A peripécia: o desenrolar da história
        A Lysis: a solução final, ou talvez a catástrofe.
Foi aí que enxerguei o quanto a Casa 1 e a Casa 2 são belíssimamente descritas na parte da introdução ou exposição: o cenário do sonho (é a CASA 1) e a colocação do problema (é a CASA 2).
Já a Casa 3 é a peripécia (o desenrolar da história/desenvolvimento da questão perguntada ao Tarot).
E a Casa 4 é a Lysis (a solução final). 
Você pode perguntar: e a Casa 5???
Aí me lembrei da entrevista que fiz com o Tarólogo – e meu grande amigo – Rogério Novo. 
Ele, qualificado estudioso da história do Tarot, me dissera que o MÉTODO PÈLADAN, em sua origem, não tinha Casa 5!!!! Esta passou a existir, inicialmente, como soma dos números dos Arcanos Maiores que compunham as outras quatro Casas. Ou seja, o Arcano que havia na Casa 5 não era retirado do baralho pelo consulente, mas obtido pelo resultado da somatória dos outros Arcanos!!!
No caso da interpretação de sonhos, eu considero que a Casa 5 (a expectativa do sonhador diante da questão) está presente em TODO o sonho. Pois no contexto de cada cena ou atividade onírica, nossa expectativa e postura diante da questão abordada por nosso inconsciente são expostas.
Bacana, né?
Beijãozão nocês…
Yub

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