Libertando-se de hábitos nocivos, padrões familiares e comodismos: o cachorro Louco!

Hoje de manhã tinha tirado o par de Arcanos do Dia. Saiu O Louco e o 2 de Copas. Sempre deixo o par numa prateleira de umas das minhas estantes de livro que ficam no escritório onde trabalho e digito estas palavras. Como tais prateleiras ficam ao lado de duas escrivaninhas, fui pegar meus documentos na gaveta de uma delas. Sophia estava no meu colo. Sairíamos para ela vacinar e depois ir no Banco do Brasil (em greve) ver se resolveríamos uma pendência na conta da Cris. 
Sophia viu as cartas e, claro, as pegou. Ficou segurando, olhando atentamente para a dO Louco. Apontou o dedinho para o cachorrinho. Ai eu disse:
– Isso! O cachorrinho, filhota! Esse cachorrinho arranha o pé do moço (e arranhei o dela, mostrando). Sabe por que ele faz isso?
Ela me olhou. Eu respondi:
– Porque o cachorrinho não quer que o moço se jogue no abismo. Está chamando a atenção dele para não fazer isso, filha. 
Aí eu me lembrei da terapia junguiana. Quando surge um cão ou outro animal doméstico em nossos sonhos, principalmente os cachorros, isso indica que padrões instintivos (hábitos herdados de nossos pais/avós) estão atuando e influenciando nosso ego. Escolhas baseadas nestes padrões estão no comando. É necessário muita consciência para não reproduzirmos hábitos negativos…
Então, me veio à mente a conversa que tive ontem à noite com a Cris sobre alguns de nossos padrões comportamentais negativos herdados de nossas famílias. E na hora linkei com o Louco, o cachorro e o simbolismo desse animal. 
Daí um milhão de fichas a respeito da simbologia dO Louco caíram antes de sair de casa. 
Ele representa o potencial de fazer diferente, de inovar, de iniciar uma nova jornada – com ousadia – mesmo sem saber para onde essa nova trilha nos levará. 
Encaixou como uma luva na questão do cachorro simbolizar os hábitos instintivos que nos impedem de fazer escolhas diferentes, principalmente daquelas que nossos pais e familiares fizeram. 
Ou seja, sempre quando estamos para tomar uma decisão diferente daquela que nossos padrões familiares nos “obrigam”, esses hábitos arraigados (cachorro) nos chamam a atenção. As vozes internas de nossos pais e avós não aceitam que façamos diferente. Elas nos obrigam a seguir pelo mesmo e tradicional caminho que eles foram. 
“Não faça isso, meu filho, minha filha. É um caminho perigoso. Mantenha-se no que é seguro e já nos acostumamos” – o cachorro do Louco nos diz. 
“Olha esse precipício que está à sua frente… o próximo passo será perigoso… é um caminho sem volta… você vai sofrer, você vai se estrepar, você vai se perder, meu filho, minha filha…” – insiste o cachorro do Louco. 
É aí que esse Arcano entra em ação. Arriscar, ousar e tomar um caminho diferente do que fomos criados, dos medos e padrões comportamentais dos pais e avós não é fácil. É preciso coragem. É preciso ousadia. É preciso arriscar sair do tradicional, do convencional, do seguro. 
Cabe a nós decidir se ouviremos o cachorrinho e travaremos o nosso processo original e progressista… ou nem dar bola para ele (o Louco está com um olhar para um horizonte longínquo que apenas os olhos da alma enxergam… é para lá que devemos ir). É arriscado, sim. É incerto, sim. É perigoso, sim. Mas é tremendamente excitante, empolgante. É o espírito de aventura em ação. 
Obs.: até no trânsito eu resolvi hoje fazer caminhos diferentes ao dirigir pelas ruas de BH indo levar Sophia vacinar e a uma agência do Banco do Brasil. O inusitado (Louco) é que mesmo em greve, fomos atendidos. Enquanto a Cris resolvia, eu e Sophia brincávamos e corria por uma agência livre de pessoas e funcionários… puro Louco! rsrs
Beijãozão nocês…
Yub

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