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MEDITAÇÃO: Atenção x Concentração

Na semana passada, numa específica meditação, eu percebi claramente a diferença entre concentração e atenção.
Eu costumo dizer que na meditação eu tenho a oportunidade de praticar, treinar e desenvolver o modo como desejo agir durante todo o dia. Por mais que já tivesse lido nos livros sobre concentração e atenção, com vários destes valorizando a prática de um estado em detrimento do outro na meditação, só na vivência meditativa pude detectar qual é o que quero experimentar.
E vi que a atenção é muito melhor de se desenvolver para se tê-la como estado natural no decorrer do dia. A atenção é o que eu noto como sendo a mente alerta. Ela não exclui nenhum som, nenhum cheiro, nenhum objeto, nenhuma sensação corporal, nenhum pensamento e nenhum sentimento. E, por isso, é tão difícil de ser praticada.
Na atenção, nós estamos atentos ao TODO. Percebi isso enquanto na meditação eu ouvia a algazarra das crianças na escolinha que tem aqui em frente de casa, o barulho do liquidificador do apartamento vizinho, minhas sensações diante do frio da manhã aqui no quarto onde medito, minha respiração e a identificação de todos esses detalhes simultaneamente.
O mais difícil é perceber isso tudo – externamente – e continuar consciente dos estados internos…
Já a concentração é mais fácil. 
A concentração é um foco direcionado para determinado estímulo interno ou externo. Concentra-se exclusivamente, por exemplo, na respiração, ou na vela acesa, ou na música, ou no mantra, etc. E todos os outros estímulos são descartados, porque o foco deve incidir em apenas uma situação. 
Porém, eu percebi que a concentração – pelo menos pra mim – serve como pré-requisito para se alcançar a atenção plena. Principalmente nos dias em que estou mais agitado, a concentração é essencial para eu me focar profundamente, por exemplo, na minha respiração (inspirar, guardar o ar, expirar, guardar o vazio, inspirar, etc.). 
Através da concentração, eu consigo chegar ao estado de plena atenção (mente alerta). 
Na meditação, treino essa vivência. E procuro retomá-la constantemente nas atividades diárias. E como isso demanda disciplina… e bom humor. Porque há muita frustração nesse processo de sair da distração e da concentração numa determinada tarefa-atividade para se alcançar a plena atenção. Se a gente leva muito a sério, com rigidez para manter o estado alerta, fica mais difícil. Afinal, a natureza da mente já é dispersiva, de seguir as marés dos pensamentos que surgem e provocam em nós estados internos, emocionais, específicos ao conteúdo do pensar frenético…
Beijãozão nocês…
Yub 

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