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Momento família e a Numerologia

por lucia fontes

Interessante como os encontros com a família têm um incrível potencial de nos mostrar coisas sobre nós mesmos…

No sábado, dia 6, meu pai casou-se pela terceira vez. Segunda, se formos considerar a formalidade do documento em cartório. E foi dia de juntar boa parte da família, incluindo meus irmãos da segunda união do meu pai e duas primas, uma filha da única irmã e outra filha do único irmão do meu pai.

Após a visita ao cartório, o pessoal já estava bem relaxado e bebericando cervejas e caipirinhas quando minha prima trouxe à tona sua revolta, inveja e ciúme da minha pessoa quando éramos crianças. Em resumo, ela se ressentia muito da atenção e carinho que eu recebia dos meus pais, tios e avós, enquanto ela era deixada de lado. O desabafo dela, em tom de “drama novela das oito”, aconteceu com algumas testemunhas, entre elas a própria mãe. Eu era a Lucinha – era assim que todos na família me chamavam: suave, doce, quieta, comportada, acanhada, tímida, passiva, submissa. Ela era a pimentinha – assim que os pais a chamavam: expansiva, efervescente, espontânea, inquieta, exibida, extravagante, faladeira, agitada.

Qual o meu número de Impressão? Número 2. Qual o número de Impressão da minha prima? Número 3.

A conversa em torno da nossa infância foi longa e foi interessante notar as influências e reações dos nossos pais – na época – com relação à essas nossas características. Meu pai sempre foi muito ligado às aparências, então ter uma filha comportada, boazinha e quieta era interessante, já que ele sempre foi muito elogiado por isso. Minha mãe sempre foi controladora, portanto minha submissão atendia às expectativas dela. Eu (Impressão 2) queria a paz acima de tudo, então ficava quieta. E era fácil saber se eu estava dentro dos limites ou não: era só sentir o olhar fervente de reprovação do pai ou da mãe que eu já parava imediatamente de fazer o que quer que fosse. No caso da minha prima, o pai dela era quem impunha mais autoridade, mas como a mãe não tinha paciência com tamanha “espontaneidade” (Impressão 3), ela aprontava de tudo. E acabava, na maioria das vezes, frustradíssima, pois mesmo aprontando, era reprimida o tempo todo. Ficou profundamente marcada por ter sido criticada e desaprovada, já que minha tia “confessou” que falava o tempo todo para ela: por que você não é igual à Lucinha??

Tudo isso foi exposto e, para mim, fez bastante diferença. Embora eu esteja em um processo de autoconhecimento já há algum tempo, me conhecer através da Numerologia é algo recente e tem sido muito revelador. O Número 2 (minha Impressão) é o diplomático, harmonizador, sensível. O Número 6 (minha Motivação) é idealista, busca unir as pessoas em um clima harmonioso, quer integrar todos em um espírito de cooperação maior (seja a família, grupo de trabalho ou numa instituição). Até aí tudo bem, ou seja, pela Motivação e pela Impressão tenho tudo para ser uma excelente e carinhosa conciliadora. Só que tenho o Desafio 2.

Então percebi que vivi um quarto de século da minha vida me fazendo de capacho pelo medo puro e simples de perder as pessoas à minha volta. Fui boazinha, quieta e submissa porque sempre pensei que se emitisse uma opinião que fosse, se dissesse um não sequer, seria abandonada. E vi que a vida me desafiou a repensar essa atitude até que chegou a um ponto em que ESCOLHI me casar com uma pessoa que era o extremo oposto do que eu vinha sendo (Desafio 2). Durante seis anos tive aulas intensivas de como ser o oposto do que era: aprendi a falar palavrão, a dizer não e ainda xingar, a mandar tomar naquele lugar, a não levar desaforo pra casa. Fui ao extremo oposto e agora percebo que isso foi totalmente necessário para que eu conhecesse os dois lados e pudesse estabelecer um equilíbrio entre eles. É um processo contínuo e ainda me vejo sendo submissa em alguns pontos e exagerando no “não” em outros. Mas o reconhecimento desse processo deu mais consciência aos meus atos. Algo que, para mim, trouxe um belo alívio!

😉

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