4a.feira da semana passada (dia 28/12/11), eu e a Cris estávamos envolvidos com o processo de mudança residencial. No fim da 6a.feira, dia 30/12/11, terminamos esse processo, pois o novo apartamento se tornou organizado para morarmos. Tudo nos seus devidos lugares.
Ontem à noite, fizemos nosso primeiro Culto no Lar na nova residência. Após abrirmos numa passagem aleatória do Evangelho Segundo o Espiritismo e refletirmos a respeito, nós estudamos um capítulo do livro UM MODO DE ENTENDER: UMA NOVA FORMA DE VIVER, do Hammed.
Ontem foi a vez do Capítulo 13 – SIMPLICIDADE. Ao ler o conteúdo do mesmo, eu logo fiz a associação entre a Simplicidade e o Arcano 13: A Morte.
Essa Carta simboliza MUDANÇAS. Não é à toa que a derradeira mudança é a morte, literalmente. E nos faz associar MUDAR a tudo o que é essencial. Tanto é que o que é mais estrutural em nós é o esqueleto. E o que é supérfluo permeia e pavoneia o essencial. São as várias partes dilaceradas pela foice da Morte e que se encontram jogadas e espalhadas ao redor do esqueleto da carta (vide acima). Parecem partes do corpo de um rei e de uma rainha. Pois há duas cabeças com coroa decepadas e no chão da carta.
Os rostos e partes do rei e da rainha podem simbolizar as aparências, as superficialidades, enfim, aquilo que decora o essencial, nos atraindo. Pode ser o consumismo que nos seduz para apresentarmos posses que serão vistas pelos outros e que poderão nos proporcionar o reconhecimento social (rei e rainha). Podem nos oferecer a falsa sensação de importância, de nobreza, de superioridade (rei e rainha).
Na mudança, por aqui ter menos espaço que no outro apartamento, eu me vi forçado a doar muitas roupas, por exemplo. E vi a quantidade de roupas que eu guardava, acumulava, desnecessariamente. Fui aplicando a foice da morte no meu orgulho, no meu apego, na minha possessividade. E fui sentindo a liberdade que o essencial proporciona. O prioritário nos deixa simples. A simplicidade do essencial nos proporciona uma sensação deliciosa de prazer, riqueza (são os tufos de plantas que florescem na carta).
“Quando nos livramos de tudo o que é inútil e secundário, passamos a tomar consciência do que verdadeiramente temos e precisamos. Abrir mão dos trastes, de informações desnecessárias e de objetos em desuso exercita o desapego e facilita-nos a libertação dos ecos do passado.” HAMMED
Beijãozão nocês e uma EXCELENTE semana…
Yub