Número 8, Lars von Trier, Dogville e o Assassinato de Cristo

  Há muito tempo evitei o filme Dogville. Muita gente falava desse filme pra mim. Mas eu não o via. Até que nesta semana, aproveitando as férias de faculdade da Cris, nós o locamos. Assistimos na noite de segunda-feira.

Caramba… o filme inicia parecendo que será aquele filme arrastado, chato, superficial e monótono. Mas vencendo essa resistência inicial, ainda mais por apresentar um cenário de teatro (que, confesso, me dá sono), putz, você vê que é um filme profundo e impactante.

Fiquei impressionado e maravilhado. Aí, pesquisando sobre o mesmo, a fim de escrever um post aqui no Blog, me deparo com a informação de que Lars von Trier o dirigiu. É o mesmo diretor da obra de arte Anticristo.

 Tive a sorte de assistir esse filme (Anticristo) no cinema. Porque é um filme visualmente maravilhoso, justamente por embelezar esteticamente as tristes e angustiantes densidades emocionais de alguns dramas humanos.
Mas, voltando a Dogville, em certo momento do filme, eu me lembrei bastante do livro mais polêmico, cru, revolucionário e libertador que já li em minha vida: O Assassinato de Cristo, de Wilhelm Reich
 Essa obra de arte literária mostra bem o efeito de se tentar influenciar as massas. Os líderes, como Jesus, que aceitam esse posto de salvador das pessoas, têm um destino único: serem assassinados. 
No caso do filme, a protagonista (Nicole Kidman) quase chegou a esse ponto. Só não chegou porque preferiu a humilhação. E buscou uma salvação passiva para aqueles a quem se doava. Se ela fosse mais incisiva, ativa, nessa busca por salvar os moradores de Dogville, fatalmente seria assassinada. 
E o final, justamente por ela não entrar nessa armadilha, revela-se surpreendente. Fenomenal! Ela usa o poder de uma outra maneira. E exemplifica bem a dinâmica de quem tem Número 8 no Mapa Numerológico. 
A pessoa, mesmo inconscientemente, aprende a lidar com o poder através de extremos. Primeiro sendo abusada, explorada, dominada. Depois abusando, explorando, dominando. Muitas vezes, por meio de atos violentos: sendo algoz e vítima. Violência, inclusive, física. 
Enfim, Dogville é um FILMAÇO!! Uma bela reflexão sobre a condição animal-humana…
Beijãozão nocês…
Yub   

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