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Parar, observar, deixar fluir. Sem julgar

Mais uma vez me aparece uma dica que mostra que “dar forma” a uma situação, pensamento, sentimento é algo que ajuda a lidar com aquilo, seja incorporando, seja fazendo desaparecer.

No post passado falei do talismã. Algo palpável, visível, material que ajudaria a lembrar/reforçar o que quer que seja que nos propomos a conseguir.

Agora abri o livro Oráculo Interior, de Dick Sutphen e veio a seguinte mensagem:

Subpersonalidades
É hora de pesquisar como suas subpersonalidaades estão influenciando sua vida. Dentro de você há o queixoso e o crítico, o manipulador e o mártir, o construtor e o destruidor, cada um com sua mitologia própria e, ao mesmo tempo, todos coexistindo como partes de sua personalidade. Experimente concentrar-se em um dos traços indesejáveis de sua personalidade. Conceba uma imagem que surge para representar essa parte de você. Pode ser animal, humano, macho, fêmea, monstro, símbolo ou qualquer outra coisa. Deixe essa imagem aparecer sem tentar formá-la conscientemente. Uma vez que a imagem tomou forma, dê-lhe oportunidade de se manifestar sem nenhuma interferência ou julgamento. Converse mentalmente com ela. Dê-lhe um nome. Torne-se consciente de quem ou o que provoca este seu aspecto para se afirmar. Veja também se pode identificar algum medo associado a essa subpersonalidade. Faça esse exercício repetidamente, até descobrir  tudo sobre suas indesejáveis subpersonalidades. No futuro, no momento em que a subpersonalidade surgir, reconheça-a e observe-a sem julgar ou interferir. Em seguida, diga para si mesmo: “Essa subpersonalidade é uma parte minha, mas não sou eu”. Sua recusa contínua a se identificar com a subpersonalidade pode levá-la a desaparecer.

Tem a ver com o que Eckhart Tolle fala no livro O Poder do Agora: na hora dos pensamentos compulsivos, pare e observe, sem julgar ou criticar.

Parar, meditar, observar, deixar fluir, deixar formar-se uma imagem, dar-lhe vida, conversar com ela. E perceber que ela é parte de nós, mas não é o que somos.

Sem julgar. Dois autores em duas publicações diferentes falando a mesma coisa: não julgar o que está dentro de nós. Observar, deixar fluir, perceber sentimentos associados, dar forma e entender que é apenas parte de nós, e não o que somos. E dar adeus a algo que tem uma forma definida talvez seja mais fácil do que dar adeus a algo que não reconhecemos e, principalmente, não aceitamos.

Nos esvaziando do que nos faz mal, temos mais espaço e clareza para reconhecer o que tem de bom dentro da gente. Parar, observar e dar forma a coisas boas, à nossa essência. Sentir o que queremos, sentir que merecemos, dar forma aos sonhos, co-criar a vida que sempre quisemos.

Tentando.

Um pouco por dia. Um dia de cada vez.

Por Lucia Fontes

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