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Reflexões sobre Previsões e o desenvolvimento da Intuição

Colocarei um papo que tive com um amigo meu, o Kél. Refletimos sobre as Previsões e outros detalhes. Boa leitura a todos!!
Saudações PREDITIVAS, meu Querido Kél!!
Vamos prosear!!
VC ESCREVEU:
O problema da previsão para mim é saber e demarcar qual é o limite do simbolo e da interpretação simbolica? Esta pergunta me ocorreu apos assistir a bela palestra do Gustavo sobre 2012.

YUB: Por que a palestra do Gustavo te suscitou essa pergunta, Kél?

KÉL:
De certa forma trago a mesma problemática para ca ao pensar a questão da previsão. Afinal: como que fazendo uso de um instrumental simbolico pretende-se tocar a realidade?

YUB: a realidade É simbólica, a meu ver. O símbolo É a realidade…Trabalhar com os símbolos, pra mim, é tocar a realidade. E vice-versa.

KÉL:
Em qual nivel de interação o real e o simbolico se cruzam? No que tange aos videntes, como saber se a imagem vista é real e nao simbolica? Eu não tenho resposta para estas questoes, mas ficarei aqui falando sobre isso.

YUB: eu também não tenho, mas também ficarei falando sobre isso. Vou compartilhar com vc algumas dúvidas que tive e as que ainda tenho nesse processo de pescar do SÍMBOLO aquilo que de fato se realizará.

Quando uma pessoa vive o Ano Pessoal simbolizado pelo 1, por exemplo, é batata que ela estará desejosa de adquirir mais independência (1) neste ano que vive sob essa simbologia (Ano Pessoal). Para conquistarmos independência (1), muito provavelmente precisaremos afrontar com alguma figura de autoridade, seja o pai, a mãe, o marido, a esposa, o patrão.

Tenho uma cliente que está no Ano Pessoal 1. Está cansada de depender do marido para levá-la de carro aos locais que ela deseja ir. O marido trabalha demais. E sempre reclama quando tem de parar seu serviço para levar a esposa (minha cliente) até determinado lugar.

Ela, então, sentindo o ímpeto e a coragem de ousar para buscar mais independência típica deste Ano Pessoal 1 em que se encontra, quer tirar carteira, comprar um carro e conquistar essa autonomia.

O que eu consigo enxergar a partir da simbologia do Ano Pessoal 1 foi a necessidade de independência e de se enfrentar alguns conflitos com alguma figura de autoridade. No caso dessa minha cliente, NUNCA enxergaria que essa situação envolveria tirar a carteira, comprar um carro e não depender do marido para se locomover pela cidade. Pra mim, só um vidente teria condições de dizer que a necessidade de independência dela se daria por meio desse FATO. Que a pessoa com a qual ela entraria em conflito seria com o MARIDO e por causa dessa questão de locomoção.

Muitas vezes, pra mim, a previsão tem esse limite. Mostra a situação, o aprendizado (independência, no caso), mas não revela ATRAVÉS DE QUAIS FATOS esse aprendizado ocorrerá. Isso demarca o limite entre o símbolo e o real.

KÉL:
Outro ponto que gostaria de enfatizar é que ninguem acerta uma previsão, porque os acontecimentos mudam, quando ousamos prever. Esta linha é para mim a mais factivel de análise. Vem comigo:

O vidente acorda pela manha. Escova os dentes, penteia o cabelo, toma cafe e na xicara ve as primeiras imagens do dia. Meio apreensivo e assustado vai até a sua bola de cristal e lá ve, nitidamente, Joana vai bater o carro, Tulio se envolvera em uma briga e Cadu ganhara o BBB. Tudo isso seria assim e é assim, enquanto ele guardar silencio. No momento no qual ele liga para Joana tomar cuidado, para Cadu ficar mais tolerante e escreve que Cadu será o vencedor, ele produziu uma alteração na linha do destino. Aqui o sentido seria fazer a observação de que toda linha é curva e qualquer previsão coloca as coisas de cabeça para baixo. Por esta linha de raciocinio a previsão perfeita é a incomunicavel. Quando comunica-se, ela altera e é alterada por aqueles que a difundiram em maior ou menos grau.

YUB: creio que há um pouco de RADICALISMO aí. O de que NINGUÉM ACERTA UMA PREVISÃO PORQUE OS ACONTECIMENTOS MUDAM.

Tenho percebido que o Tarot se mostra INFALÍVEL nas previsões do MÉTODO MANDALA (desenho do início deste post) que jogo para mim, para a Cris e para meus clientes. O tempo de TRÊS MESES, quando mostrado via TAROT, revela algo IMUTÁVEL. É como se nesse tempo NÃO TIVÉSSEMOS LIVRE-ARBÍTRIO para mudar algo que o Tarot mostrou no Mandala, por exemplo.

Por mais que aconselho meus clientes a ficarem mais espertos com determinadas situações em função da presença de certo par de Arcanos em determinada Casa, sei que não vai adiantar nada. Nos próximos três meses, vai rolar aquilo ali que está demonstrado.

Mas é algo tipo a previsão do NÚMERO 1 COMO ANO PESSOAL citado acima. Não sei os fatos ao certo, mas o colorido da dinâmica que ocorrerá. Muitas vezes, pela troca de emails com meus clientes, eles já me contam os fatos que o Tarot mostrou por via do colorido da dinâmica que marcará aquela área da vida deles pelos próximos três meses (tempo de validade do Mandala). E ainda não vi cliente mudando tal situação para algo diferente do que estava mostrado no Tarot para aquele tempo…

Há outros casos que percebo isso que vc falou, Kél. Lembro de uma cliente minha. Saiu A IMPERATRIZ com 10 DE COPAS na Casa 7 do Mandala. Ou seja, ela, que queria um namorado, encontraria um naqueles três meses. Afinal, IMPERATRIZ frutifica, traz um resultado favorável, de acordo com o tema da Casa em que tal Arcano sai. E ainda com o feliz 10 de copas, nem se fala.

Pergunta se ela namorou naqueles três meses?

NÃO!!!!!!!!!

Porque não quis se comprometer. Por MEDO, por não querer reviver o que viveu com seu ex-marido. Então, OPORTUNIDADE de conhecer e ficar com vários caras ela teve naquele período. Mas não quis preservar um deles para romance… Frutificou (imperatriz) oportunidades de relacionamento (Casa 7), que a deixaram com a autoestima elevada (imperatriz e 10 de copas). Mas por medo de se envolver mais profundamente, ela não se comprometeu com nenhum pretendente/ficante.

Então, SIM, concordo com vc que DETERMINADAS PREVISÕES não merecer ser DITAS DE FORMA ESCANCARADA. Porque poderá fazer o CLIENTE se fechar às experiências previstas. Justamente por medo e resistência do CLIENTE com o que foi PREVISTO.

KÉL:
Nessas novas portas abertas e rumos rumados trago de novo a pergunta: como e quando as multiplas possibilidades do simbolo se faz e se torna objeto único, expressão da realidade manifesta? De novo não sei a resposta para as perguntas que levanto.

YUB: eu tenho percebido isso por meio de um detalhe bem bacana.

Quanto mais se estuda, angaria informação, lê, observa e aprende o que se busca conhecer, mais a intuição funciona para acertar em cheio na previsão.

É bem a união entre a Casa 3 e a Casa 9 da Astrologia. Esse pólo, quando unido naquilo que representa, permite a previsão certeira. Ou seja, muito estudo e conhecimento (Casa 3 – domicílio de Gêmeos) nos permite traduzir as múltiplas possibilidades de um símbolo (Casa 9) em um objeto único manifesto na realidade. E isso ocorre via INTUIÇÃO (Casa 9 – domicílio de Sagitário), a qual é “ativada” via muito estudo (Casa 3).

E creio que foi isso que me faltou nas análises do BBB10, principalmente na previsão da FINAL. Faltou mais conhecimento do MÉTODO PÈLADAN aplicado a esse tipo de pergunta/questão abordada pelo Tarot. Se tivesse esse conhecimento (Casa 3), isso teria me ajudado a acertar através da intuição (Casa 9) a resposta da FINAL.

Por isso é tão importante o estudo do simbolismo do Tarot. Ele aprimora e é pré-requisito para a previsão ser certeira.

E, nesse processo, é importante não se intimidar pela extensa interpretação simbólica dos pares de Arcanos que saem num jogo de Tarot. Por meio dessa interpretação dos possíveis significados ali, aprimoramos nossa intuição para fazer uma leitura global do todo que se apresenta ali em todos os pares de arcanos (Casa 9) e decretar a resposta (Casa 9).

KEL:
Eu achei a metodologia aplicada por meu irmão demasiadamente complexa. Num paredão triplo fazia a mesma pergunta para tres candidatos, lia as tres combinaçoes e deduzia qual seria a mais propicia de acontecer.

YUB: porque eu estava praticando o que acabei de falar no parágrafo acima. Essa inicial complexidade, com a prática, vira síntese. E por meio dessa visão sintética do todo (Casa 9), após ter passado por uma análise exaustiva (Casa 3), chega-se à INTUIÇÃO CERTEIRA DO RESULTADO.

Agora que percebi isso e aprendi essa prática, aprimorei e continuo aprimorando minha intuição. Os meus acertos (até então registrados em jogos aqui no meu caderno de Tarot) cresceram. Aos poucos, vou divulgando esses jogos na lista e no blog.

KÉL:
Numa tentativa de entender a metodologia, a conclusão que cheguei, foi a de que a ele não interessava o acerto e sim a análise das tendencias.

YUB: INICIALMENTE, sim. Justamente para chegar ao acerto da resposta final. Com o treino, essa análise das tendências (CAsa 3) nos leva a ter clareza sobre o mais provável resultado final (Casa 9), quando a intuição entra em cena e ajuda (Casa 9). Afinal, ela estará embasada nos conhecimentos adquiridos e análises feitas (Casa 3).

KÉL:
Porque para acertar o procedimento era muito mais simples, bastava perguntar quem vai sair? E utilizar uma, no máximo duas cartas para saber a resposta, que seria dada de forma direta, objetiva.

YUB; também achava isso bem no início de minha prática com o Tarot, Kél. Se vc tiver paciência para testar o JOGAR COM UMA OU NO MÁXIMO DUAS CARTAS, verá que é furada. Ele não dá certo. Porque a própria pergunta demanda uma análise mais complexa, ou melhor, de mais variáveis e detalhes, a fim de se chegar ao RESULTADO EFETIVO. E apenas uma ou um par de Arcanos é impossível.

É o mesmo que pedir para uma criança desenhar o arco-iris com um lápis preto. Vai dar errado. Ela precisa ter mais cores, mais variáveis, para atingir o resultado exato de desenhar um arco-iris verdadeiro.

KÉL:
No entanto o procedimento utilizado era o Peladan (peladão) que desnudava muito mais nuances do que as necessárias para a pergunta. Na pergunta direta: quem sai, quem será eliminado cabe muito pouco, fugas ou distraçoes. Ja em uma tiragem Peladan meu irmão Yub introduziu uma variavel psicologica, comportamental, que tirava o foco da pergunta central: quem será eliminado. E abria para reaçoes internas, externas, individuais, coletivas de cada um.

YUB: eu discordo, como expliquei acima, Kél. Mas respeito seu ponto de vista. Te convido a testar jogar um par de Arcanos para as perguntas que fizer com o Tarot para se obter respostas em questões deste âmbito. Veja se consegue acertar por meio das simbologias mostradas no par de Arcanos… Depois tente com o PELADAN…

KÉL:
De qualquer forma para se saber apenas quem será eliminado, o melhor é a matemática e não as artes divinatorias.

YUB: bom, se eu tivesse mais tesão em usar a matemática do que o Tarot, faria isso. Mas como sinto bem mais prazer em usar o Tarot para esse exercício/brincadeira de fazer previsões, vou continuar com ele… rsrs

KEL:
Na vida real, concreta e absoluta uma pergunta sobre a gravidez depois de uma trepada é objetiva, concreta e absoluta. Temos uma questão posta a ser averiguada pela disposição simbolica das cartas, do jogo. Perguntas da consulente se ela vai casar com o João ou se com a michelly, se vai ficar rico trabalhando ou se aliando ao marcos valerio, geram predisposiçoes simbolicas que o tarot e as artes divinátorias tem amplas condiçoes de responder, porque tanto as pessoas como as perguntas tocam, tangenciam a realidade.

Já, aos meus olhos, o BBB já é o proprio simbolo. Os candidatos que lá estão já são os proprios arcanos, e, finalmente, mas não por último, os tres, dois envolvidos no paredão criam uma dinamica muito peculiar. De tal forma que a questão, aos meus olhos, não é buscar o simbolo para descrever o simbolo e sim entender qual simbolo será eliminado e por quais motivos. O jogo é outro. É quase o jogo do jogo e sobre isso escrevi um outro e-mail paranoico.

De forma que aplicar a metodologia de previsao no BBB é similar a perguntar no tarot, ou na astro, ou na numerologia, se Capitu traiu ou não Bentinho. Se a Helena do Manuel Carlos vai ou não se casar com o Tiago Lacerda…. não consegue alcançar, tangenciar a realidade.

Creio que a aplicação simbolica das artes divinatorias naquilo que já é simbolico, ficticio, amplia demais as possibilidades de entendimento do jogo e o leva para um padrão do impoderavel.

YUB: respeito sua opinião, Kél. Mas discordo. Eu até bem pouco tempo achava isso também. De que é impossível utilizar o Tarot quando envolve tantas variáveis que influenciam o resultado de uma questão. Mas tenho observado na prática que não é assim não. Por mais que eu seja um cara só, fazer previsões para mim é tão difícil quanto para um grupo de amigos. Porque eu estou conectado com uma variável de pessoas, situações, época, ambientes, passado, história de vida, medos, desejos etc. E, claro, tais fatores contribuem para a complexidade da previsão.

No fundo, tudo está interconectado a tudo e influencia e é influenciado por tudo. Por mais que na aparência parece que fazer previsões para mim é menos complexo do que para o meu time de futebol, o Cruzeiro.

Não é. Mas não tenho como argumentar isso. A prática vem me convencendo de que não há diferença se vou fazer previsão para mim ou para um participando do BBB. O TAROT VAI MOSTRAR A RESPOSTA EXATA, SE FEITA A PERGUNTA CORRETA E UTILIZADO O MÉTODO APROPRIADO PARA A MESMA.

Quem erra NÃO É O TAROT; é o TARÓLOGO.

Beijãozão nocê…
Yub

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