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Reine sobre mim e o egoísmo no ato de ajudar!!

No Domingo à noite, eu assisti o filme REINE SOBRE MIM. E um detalhe me chamou a atenção: o quanto a nossa vontade de ajudar uma outra pessoa pode justamente trazer-lhe mais sofrimento do que aquele que queríamos ver reduzido ou sanado. A dor que provocamos na outra pessoa será infinitamente maior do que a que já “enxergamos” nela.

Sempre me incomodou bastante intrometer no processo existencial dos outros. Deve ser meu Urano na Casa 7, o qual simboliza a disposição em deixar o outro (Casa 7) livre (Urano). Não gosto de forçar as pessoas a fazerem isto ou aquilo, “melhorarem” ou “evoluírem.” É uma pretensão absurda de minha parte querer que o outro tome determinadas decisões e “supere” certas “fraquezas” e experiências sofridas. Pra quê fazer isso? Cada um segue sua vida, caminha no ritmo que lhe aprouver.

Como não gosto de ninguém intrometendo na minha vida, dizendo que DEVO agir assim ou assado, tenho horror a fazer o mesmo com as pessoas. Quem quiser o tipo de auxílio que eu tenho condições de prestar, que venha, que peça, que declare objetiva e claramente esse desejo. Mesmo quando querem minha ajuda e pedem de modo indireto, eu reluto. Tendo, no máximo, a perguntar diretamente se ela, na verdade, quer algum tipo de ajuda de minha parte, em função do que estou percebendo no comportamento dela.

Pelo fato de conhecer – e trabalhar – com Astrologia, Numerologia e Tarot, acabo guardando os posicionamentos astrológicos e numerológicos das pessoas que se relacionam comigo, meus amigos, clientes e colegas. Sei quais os ciclos e os tipos de desafios eles provavelmente estão passando. E isso, antigamente, era um fardo para mim. Porque acabava achando que as pessoas não estavam vivendo o que “era” para elas viverem (em função da interpretação que fazia do simbolismo astrológico e numerológico delas e do que percebia no viver delas). E me desembestava a intrometer na vida delas para dizer-lhes “a verdade”. Quanta pretensão, arrogância e egoísmo de minha parte. Credo! Graças aos céus procuro não cair mais nessa bobagem.

Quando a gente quer forçar o outro a seguir por um caminho que NÓS consideramos o “certo” para ele, isso gera um desgaste de energia inútil. Porque essa nossa atitude presunçosa acaba gerando ainda mais resistência no outro, no que diz respeito a seguir o trajeto que nós imaginamos ser o melhor para ele. Ele finca os pés ainda mais fortemente na postura que vem tendo.

O Tao Te King, de Lao Tsé, foi uma bênção para mim. Ali percebi que o relaxamento, a liberdade ofertada ao outro e o desprendimento de se seguir o que se apresenta possível em cada momento de nossa vida é o melhor veículo de mudança – tanto para nós quanto para a mudança que gostaríamos de ver nas outras pessoas. Quanto mais confiamos na sabedoria da vida, de cada um está no seu caminho, seguindo-o do jeito que dá conta e, no fundo, quer, puxa, é libertador. Há um respeito pelas escolhas do outro.

Além disso, desenvolvemos a receptividade. Se o outro quiser a nossa ajuda, de algum modo ele virá. E perceberemos esse movimento.

Mas é justamente aí que se encontra o perigo de cair naquela armadilha da intromissão novamente. Sim. Porque quando o outro chega para pedir a nossa ajuda, o risco de a oferecermos de modo intrometido, arrogante e presunçoso dá o ar de sua graça. Porque poderemos impor, mesmo que sutilmente, o que consideramos correto para o outro seguir, decidir, desenvolver. E, o pior, passarmos a medir milimetricamente se o outro está avançando, seguindo a trilha que nós lhe mostramos…

Sei que muitos amigos, amigas e clientes podem me interpretar erroneamente. Muitas vezes, quando recebo um e-mail de alguma pessoa querida me pedindo ajuda, percebo que tal pessoa não quer efetivamente essa ajuda. Ela não demonstrou claramente que quer respostas bem fundamentadas astrologicamente, tarologicamente, numerologicamente para aquilo que está sendo sofrido na vida dela. E como não pediu explicitamente tal orientação, eu não a dou. No máximo, pergunto se ela realmente quer minha opinião astrológica, numerológica e tarológica a respeito de determinada situação ou sofrimento. Dependendo da resposta dela, beleza. Vou falar o que estou enxergando em seu simbolismo astrológico, numerológico e tarológico. E deixarei claro que o que ela fizer com essa orientação é da alçada dela, liberdade dela, livre-arbítrio dela, escolha e decisão dela. Eu continuarei considerando-a uma pessoa querida e aberto a auxilia-la no que me for possível, dentro de minhas limitações. Afinal, não sou vidente.

Beijo bem carinhoso nocês…
Yub

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