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Saturno e os Pesos Inúteis – transcrição da palestra q farei no Domingo!

Eu e a Cris fazemos parte de um grupo. Há reuniões mensais, nas quais realizamos estudos a partir do livro RENOVANDO ATITUDES, do Hammed.
 
Neste próximo Domingo, eu levarei o tema Saturno para o grupo. Pois considero-o apropriado para o que foi veiculado no capítulo Pesos Inúteis do livro acima citado.
 
Compartilho com vocês o que prosearemos na reunião.
 
Saturno e os Pesos Inúteis
 
Logo na frase inicial deste capítulo, extraída do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, somos incentivados a encontrar nas nossas dores a razão divina: “Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, nelas encontraríeis a razão divina, a razão regeneradora (…).”
E talvez não haja na nossa vida uma dor tão incômoda e pesada quanto a simbolizada pelo posicionamento de Saturno no nosso Mapa Natal. Dói a cobrança que nos impomos para lidar com as questões associadas ao nosso Saturno. Dói nos envolver com essas experiências saturninas, já que temos medo de não dar conta das responsabilidades associadas às mesmas.
 
(1) Saturno na Casa 1 , Saturno em Áries e Saturno em Aspecto com Marte:
            Dói a cobrança que me imponho para ser independente, arriscar em meus projetos pessoais e iniciar qualquer nova experiência ou ciclo na minha vida? Dói me envolver com o desenvolvimento de minha independência, de minha identidade, de meu poder auto-afirmativo e de exercer liderança, por medo que tenho de não dar conta das responsabilidades?
 
(2) Saturno na Casa 2, Saturno em Touro e Saturno em Aspecto com Vênus:
            Dói a cobrança que me imponho para ter segurança (principalmente financeira), para ter saúde, estabilidade, paz de espírito e praticidade? Dói me envolver com o desenvolvimento de meus valores materiais e de minha determinação prática em pacientemente realizar minhas metas? É por que tenho medo de não dar conta dessas responsabilidades?
 
(3) Saturno na Casa 3, Saturno em Gêmeos, Saturno em Aspecto com Mercúrio:
            Dói a cobrança que me imponho para ter habilidades comunicativas, estudar, aprender e considerar-me inteligente? Dói também me relacionar com irmãos e parentes próximos? Dói me envolver com o desenvolvimento de minha inteligência, de saber escrever e falar bem, e de assumir responsabilidades com irmãos e parentes próximos? É por que tenho medo de não dar conta dessas responsabilidades?
 
(4) Saturno na Casa 4, Saturno em Câncer e Saturno em Aspecto com a Lua:
            Dói a cobrança que me imponho para lidar com as emoções, com a família, com o lar, a mãe ou meu lado maternal? Dói me envolver com o desenvolvimento de minha maturidade emocional, de minha segurança familiar e com a minha imaginação – por medo de não dar conta dessas responsabilidades? É o medo de cuidar das pessoas e demonstrar a minha sensibilidade?
 
(5) Saturno na Casa 5, Saturno em Leão e Saturno em Aspecto com o Sol:
            Dói a cobrança que me imponho para me divertir, ter prazer, ser criativo, ter auto-estima, lidar com meu pai (ou as figuras paternas/detentoras de autoridade)? Dói me envolver com o desenvolvimento da autoconfiança, de projetos criativos, de me expor com expressividade/prazer, de lidar com crianças/filhos/criança-interior? É por que tenho medo de não dar conta dessas responsabilidades?
 
(6) Saturno na Casa 6, Saturno em Virgem e Saturno em aspecto com Mercúrio:
            Dói a cobrança que me imponho para lidar com o processo de auto-aperfeiçoamento (integração corpo-mente-espírito), bem como com as tarefas cotidianas e profissionais? Dói me envolver com atividades que requeiram praticidade, eficiência, atenção aos detalhes (como questões burocráticas)? É por que tenho medo de não dar conta das responsabilidades cotidianas, profissionais e práticas?
 
(7) Saturno na Casa 7, Saturno em Libra e Saturno em Aspecto com Vênus:
            Dói a cobrança que me imponho para me relacionar, ser sociável, diplomático e justo, principalmente com a pessoa parceira e/ou um sócio? Dói me envolver com um relacionamento afetivo e com parcerias de um modo geral, por medo de não dar conta das responsabilidades sociais, afetivas e interpessoais?
 
(8) Saturno na Casa 8, Saturno em Escorpião e Saturno em Aspecto com Plutão:
            Dói a cobrança que me imponho me para relacionar mais intimamente com as pessoas, principalmente com a pessoa parceira? Dói me envolver com a entrega (emocional/sexual) e com o poder de transformação que possuo, a partir da força psíquica, emocional, financeira e/ou íntima sexual que tenho? É por que tenho medo de não dar conta das responsabilidades nas parcerias financeiras, emocionais, psíquicas e/ou íntimas?
 
(9) Saturno na Casa 9, Saturno em Sagitário e Saturno em Aspecto com Júpiter:
            Dói a cobrança que me imponho para ter fé, confiar no futuro e seguir as crenças que acredito (bem como em professa-las)? Dói me envolver com a espiritualidade/religiosidade, com viagens, com a transmissão do que sei, por medo de não dar conta das responsabilidades intuitivas e professorais?
 
(10) Saturno na Casa 10 e Saturno em Capricórnio:
            Dói a cobrança que me imponho para ser bem-sucedido, obter o reconhecimento social e a respeitabilidade profissional? Dói me envolver com os compromissos pessoais e profissionais, bem como com a realização de minhas elevadas ambições, por medo de não dar conta dessas responsabilidades?
 
(11) Saturno na Casa 11, Saturno em Aquário e Saturno em Aspecto com Urano:
            Dói a cobrança que me imponho para lidar com grupos, amigos/amizades e a realização de meus ideais inovadores, progressistas e humanitários? Dói me envolver com grupos, com amigos, com comunidades e os projetos futuros que idealizo, por medo de não dar conta dessas responsabilidades?
 
(12) Saturno em Peixes, Saturno na Casa 12 e Saturno em Aspecto com Netuno
            Dói a cobrança que me imponho para lidar com a espiritualidade, a mediunidade, o inconsciente, os sonhos, o transcendente e a entrega a uma Realidade Maior. Dói me envolver com o desenvolvimento de meu lado doador, espiritual, sábio, sensível, mediúnico, imaginativo e psíquico, por medo de não dar conta dessas responsabilidades?
 
            Portanto, por medo de não darmos conta dessas responsabilidades, acabamos gerando muita culpa. Sentimos culpa por fugirmos ao desenvolvimento dos dons que temos para lidar responsavelmente com essas atividades e experiências saturninas.
            Essa culpa nos machuca. E acaba se tornando um peso inútil que colocamos sobre nossas costas.
            Sendo assim…
 
(1) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades de não me arriscar, ser mais independente e corajoso para bancar meus projetos pessoais e encarar o desconhecido em cada novo desafio/ciclo de minha vida?
(2) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades de não buscar me valorizar, ser seguro financeiramente e cultivar o hábito de realizar gradualmente minhas metas de modo prático?
(3) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades de não buscar desenvolver minha mente, meu intelecto e minhas habilidades comunicativas, principalmente de falar e escrever bem para comunicar minhas idéias e conhecimentos?
(4) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a desenvolver minha segurança emocional, familiar e residencial?
(5) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a confiar em mim, em minha criatividade e no meu merecimento de sentir prazer, brilhar e inspirar as pessoas?
(6) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a desenvolver minha competência na execução das tarefas cotidianas, profissionais e voltadas para meu auto-aperfeiçoamento?
(7) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a me relacionar/namorar/casar e estabelecer parcerias?
(8) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a desenvolver meu poder psíquico, financeiro, emocional, sexual e transformador/íntimo?
(9) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a desenvolver minha fé, minha sabedoria e minha capacidade de ensinar e professar o que acredito e sigo?
(10) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a desenvolver meu poder de realização, minha autoridade, minha respeitabilidade pessoal e habilidade de influenciar algum nicho profissional?
(11) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a desenvolver minha sociabilidade, atuar em algum grupo onde possa divulgar minhas idéias inovadoras, assim como em participar de alguma comunidade para implementar meus ideais sociais?
(12) Eu me sinto culpado por fugir às responsabilidades no que tange a me conectar e me entregar à Vida através de atividades psicológicas, mediúnicas, artísticas, oníricas/psíquicas, imaginativas e espirituais/humanitárias?
 
            O Capítulo Pesos Inúteis se concentra no tema MORTE e nas reações dolorosas que nós tendemos a adotar frente à perda que ela nos provoca. Segundo Hammed, “ao provar o sentimento da perda, passamos por uma das maiores experiências como seres humanos: somos impulsionados a uma intensa reflexão.” E diz também que “a Vida Maior constantemente nos coloca à disposição situações e lugares novos, (…) para que possamos nos enriquecer com as múltiplas experiências.” Tudo em função da busca do aperfeiçoamento.
E as experiências saturninas podem muito bem ser associadas à Morte, a uma dolorosa situação de perda. Alguma frustração, alguma rejeição, a qual foi sentida como uma perda, pode ter nos marcado profundamente. E, daí em diante, poderemos adotar reações negativas frente à dor que vivemos nessas questões saturninas.
Aí entra algo bem bacana que liga nosso passado de outras vidas com Saturno. Por mais que cada posicionamento astrológico possa ter conexão com algo que vivemos em uma existência pretérita, a posição astrológica referente a Saturno talvez seja a mais evidente e forte. Pelo peso que sentimos nessas situações associadas a Saturno, fica mais fácil relembrarmos o que vivemos em outra vida que trazemos bem notório para a atual.
Hammed esclarece isso: “Nossos sentimentos resultam dos processos de nossas percepções, emoções e sensações acumuladas ao longo das vidas pretéritas.”
Portanto, seria legal nos perguntar:
(1)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei apostar em algum projeto, arrisquei enfrentar um desafio e iniciar algum ciclo/experiência? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a ser independente, líder, ousado e dinamicamente assertivo?
(2)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei comprar algo, vender algo, me valorizar e buscar a segurança financeira/material? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a finanças, posses, bens materiais, saúde e segurança/estabilidade?
(3)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei aprender, estudar, escrever, falar e me relacionar com algum irmão/primo/parente próximo? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a estudos, irmãos, parentes próximos e conversas/comunicação?
(4)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei expressar minhas emoções, cuidar de alguém/algum parente, usar minha imaginação e lidar com minha mãe/família? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a lar, família, mãe, emoção e privacidade?
(5)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei brilhar, me destacar, ter prazer, me expressar criativa/artisticamente e lidar com filhos/crianças? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito à auto-estima, criatividade, divertimento e lidar com crianças?
(6)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei cuidar de minha saúde (integrar corpo-mente-espírito), servir de modo prático e eficiente às pessoas através de meu trabalho e dia-a-dia? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a trabalho, tarefas domésticas, corpo/saúde e competência com detalhes cotidianos e profissionais?
(7)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei me relacionar com algum sócio ou pessoa parceira afetivamente? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a me relacionar, ser justo, diplomático, conciliador e unificador de pessoas, situações e idéias aparentemente divergentes?
(8)   Lembro-me de alguma frustra/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei confiar nas pessoas, me abrir e me entregar a uma parceria financeira, sexual, emocional, psíquica e/ou íntima? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a intimidade, sexo, ocultismo, psiquismo, finanças e emoções profundas?
(9)   Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei ter fé, confiar na minha intuição, desenvolver meu saber e transmitir minhas crenças? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a viagens, cursos, fé, intuição, crenças e divulgação do meu saber?
(10)                      Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei realizar minhas ambições, adquirir poder e ser respeitado social e profissionalmente? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a imagem social, reconhecimento público, respeitabilidade profissional, ambição e poder de realizar minhas metas?
(11)                      Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei fazer parte de algum grupo, estabelecer amizades, compartilhar meus conhecimentos diferentes e meus ideais sociais e progressistas? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a atuar em algum grupo, comunidade, estabelecer laços de amizade e divulgar meus inovadores ideais sociais?
(12)                      Lembro-me de alguma frustração/perda que vivi – nesta vida ou em outra – quando tentei me entregar à Vida, me conectar com uma Realidade Maior/Deus e ajudar as pessoas através de meus auto-sacrifícios? O que pode ter acontecido comigo em outra vida ou na minha infância que me marcou tanto no que diz respeito a sonhos, inconsciente, mediunidade, espiritualidade, doação, humanitarismo, arte e psiquismo?
 
Diante desses questionamentos, talvez tenhamos mais claramente acessado alguns possíveis pesos inúteis que carregamos. Quais seriam? E como lidar com eles?
 
Beijãozão nocês…
Yub


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