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Tarot: o seu limite é o limite do tarólogo

Hoje a Lua está em Sagitário, conforme falei aqui:

Portanto, é um dia favorável para a gente refletir sobre o Tarot. Sagitário ama questionar e encontrar significados nas coisas. Busca enxergar de uma forma mais ampla e sábia, por isso aprecia filosofar. É o que farei agora, sobre o Tarot.
Cada dia fica mais claro pra mim que o limite do Tarot é o limite do Tarólogo. Exagerando sagitarianamente, jogue o Tarot para cada pensamento que tiver. As cartas revelarão o teor e seu pensamento. Por isso, eu sugeriria a cada novo estudante da arte tarológica a experimentar o Tarot nas situações mais simples do dia-a-dia. 
Na segunda-feira, uma cliente-amiga me ligou. Compartilhou comigo uma experiência. Ela se submeteu a algo que, pra mim, me pareceu humilhante. Ela já sabia o que lhe ocorreria, qual seria a postura de uma pessoa arrogante em relação a ela e, mesmo assim, lá foi ela se humilhar.
Fiquei encafufado com isso. Por quê, meu Deus? Por que ela buscou essa experiência? Por que se submeteu a algo humilhante novamente? Ela tinha consciência que o camarada não mudara e agiria da mesma forma prepotente de novo… Então, por quê?
Como estava com o Tarot na mão, jogando para o 8o. paredão do BBB11, resolvi jogar um par de Arcanos sobre a intenção dela em ir se encontrar com tal pessoa que sempre a tratou mal. Enquanto a ouvia no telefone (viva voz), tirei um Arcano Maior e um Arcano Menor. Eis o par que saiu:

Antes de julgar, perguntei:
– O que te levou a ir lá se encontrar com ele neste ambiente e situação?
Ela respondeu:
– Fui para acabar com tudo. Fui para romper e colocar um basta de uma vez por todas. Por isso, me sujeitei a esta situação.
E perguntei:
– Foi uma libertação, então, pra você?
– Foi – respondeu convictamente.
Senti firmeza. E vi que ali estava a manifestação do par Torre – Rainha de Copas. A libertação (Torre) através de uma posição passiva (Rainha de Copas). Eis a humilhação que a libertou, por romper de vez (Torre) com qualquer expectativa (Rainha de Copas) e possibilidade envolvendo o camarada e o que ele estava oferecendo em termos profissionais.
Então, jogue o Tarot na cozinha, na copa, no banheiro. Jogue o Tarot na rua, no quarto. Busque enxergar em cada situação aparentemente idiota do cotidiano a manifestação prática de cada Arcano, jogando o Tarot para situações comuns do dia-a-dia.
É assim, na prática, que a gente vai compreendendo vivencialmente os significados de cada Arcano. Isso ensina pra valer, porque aplica aquela teoria estudada nos livros, blogs e comunidades de Tarot que temos ao nosso dispor. O limite do Tarot é o limite do tarólogo. Não se limite e não limitará sua prática tarológica.
Obviamente que, para isso, você precisará superar aquele receio de estar profanando o Tarot. Considerá-lo mais sagrado do que ele já é, só avacalha. Não precisamos acender incenso toda vez que formos manusear o Tarot. Não necessitamos fazer mil e quinhentas orações para jogar o Tarot. Ele já é sagrado por si só, uma vez que é formado de símbolos, os quais descrevem fielmente nossa sacralidade interna e externa, nossa e da vida como um todo.
Mas, se discorda de mim, exagerando na sacralidade do Tarot, tudo bem. Eu te respeito. Embora não concorde contigo.
Beijãozão nocês…
Yub

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