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Torre e o Naipe de Espadas: libertando-se dos padrões controladores!

Eu espero que eu tenha morrido, tal como o moço desta carta: o DEZ DE ESPADAS!!

Porque eu costumo escrever um conto (de suspense/policial) em um dia. Minha ansiedade de logo terminar me impele a concluir rapidamente algo que comecei a escrever. No máximo, em um final de semana. Porém, travei uma verdadeira luta contra mim mesmo do dia 12 de Fevereiro ao dia 26 de Fevereiro de 2013.

Há mais de um ano, creio eu, não escrevia um conto lá no blog. E no dia 26 de Fevereiro, eu publiquei este: http://www.yub-contosdesuspense.blogspot.com.br/2013/02/minha-timidez-e-negra-toda-vestida-de.html

Eu o terminara no dia 25 de Fevereiro. Mas não quis publicá-lo. Preferi esfriar a cabeça e relê-lo totalmente no dia 26, antes de expô-lo no blog. Por quê?

Porque nos quatorze dias que comecei, desenvolvi e terminei o conto MINHA TIMIDEZ E A NEGRA TODA VESTIDA DE BRANCO, eu aprendi muitas coisas… A principal, creio eu, foi viver sob a espada do conflito entre o que eu queria e o que meu inconsciente sugeria.

Agora entendo o quanto Jung falava que suportar o conflito dos opostos não é fácil… E o quanto nos amadurece… Vi nesse processo de publicar o conto uma metáfora de meu processo de individuação. E o atrito entre seguir o que algum complexo (padrão de comportamento que se repete, gerando um desperdício de energia) dita ao meu ego – e os ditames do Self (Si Mesmo/Deus Interno).

Justo no dia 25 de Fevereiro, eu saí com o par TORRE / 10 DE ESPADAS como os Arcanos do Dia.

Eu não sabia que terminaria meu conto neste dia. Só fui descobrir o significado (e o alvo-mor do significado) desse par de Arcanos à noite, quando o finalizei.

E foi realmente uma libertação (Torre) o doloroso processo de concluir (10 de Espadas) esse conto. Só alguns dias depois, na terapia, descobri que o buraco era muito mais embaixo. O que eu estava vivendo era a experiência de, quem sabe, me libertar (Torre) de um padrão comportamental negativo que pode chegar ao fim (10 de Espadas): o de querer ter o controle; no caso, sobre o processo criativo.

Geralmente, eu tenho a ideia toda na cabeça. Como o conto irá começar, se desenvolver e ser finalizado. Mas neste não. Eu só tinha, inicialmente, a imagem do começo dele: um rapaz preso no banheiro por conta de uma imensa timidez. Escondia-se ali quando recebia visitas em casa. Apenas isso em mente.

E já coloquei essa ideia logo no primeiro parágrafo. E agora? O que escrever mais? Para onde esse conto irá? Como será concluído? Simplesmente, não sabia. E ousei passar pela angústia de não saber e de querer colocar as mãos ansiosas sobre o conto e forçá-lo a ser de um jeito tal. Mas não adiantou nada. Não tinha a mínima noção de como espremê-lo para dar um resultado tal. Porque eu nem sabia que resultado seria este. Apenas sabia que esse rapaz iria matar.

Percebi que esse processo de viver o dia e me abrir para as ideias sobre qual a próxima cena era algo desafiante, estimulante. Minha mente queria entrar em ação e logo elocubrar a respeito do COMO e O QUE escreveria. E isso me fazia ficar atento e alerta. Quanto mais eu vivia intensamente determinada tarefa e situação de meu dia-a-dia, mais eu me conectava a receber de minha intuição qual seria a próxima etapa de desenrolar do conto.

E estas ideias surgiam “do nada.” Uma – que me trouxe várias outras – ocorreu quando fui mijar. Foi quase uma revelação.. rsrs Foi muito bacana…

Então, se eu aplicar essa atitude ao escrever o “conto” da minha vida, aí sim, o potencial de TORRE / 10 DE ESPADAS poderá se manifestar de uma forma muito mais profunda, existencial e transformadora. E eu conseguirei me libertar de padrões comportamentais negativos, especialmente no que tange ao complexo psicológico do CONTROLE.

Beijãozão nocês…
Yub

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