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Tragédia ou oportunidade? Carl Rogers e um exemplo inspirador!

Ontem à noite, eu e a Cris assistimos um filme comovente e inspirador. Chama-se Meu filho, meu mundo. Uma história verídica de uma criança autista: Raun Kaufman. Seus pais (o casal que está no vídeo acima) tiveram de se virar sozinhos para ajudar seu filho. Chegaram a procurar diversas ajudas profissionais para auxiliar Raun, o qual foi identificado com autismo severo. Doze dos treze sintomas eram manifestados por ele. E não conseguiram encontrar uma terapia realmente humana na época (por volta do início dos anos 70).

Desse modo, Barry e Samahria Kaufman decidiram ajudar Raun segundo os princípios que acreditavam (e praticavam) em suas próprias vidas. Conseguiram. E acabaram criando o método Son-Rise. Eles têm uma fundação para crianças autistas. Raun foi o primeiro autista beneficiado por tal programa.

Segundo Samahria, quando as pessoas perguntam como eles desenvolveram os princípios do programa de seu filho, ela diz que, para responder, precisa voltar à época antes de Raun nascer. Com a palavra, Samahria Kaufmam:

“Naquela época, Barry e eu estávamos em um processo de auto-descoberta. Isso envolvia descobrir e mudar as crenças que alimentavam os nossos medos, os julgamentos, as angústias. E transforma-las em algo que nos fizesse sentir bem conosco e com tudo em nossa vida. Quando Raun nasceu e foi diagnosticado com autismo, já éramos pessoas bem diferentes. Somente por causa de nossas mudanças pessoais que pudemos acolher essa criança em nossas vidas como fizemos: o percebíamos, víamos seus comportamentos e os desafios como uma oportunidade para nós. Ainda não sabíamos o porquê da oportunidade. Mas era uma oportunidade. E não uma tragédia em nossas vidas. Sentíamos que a presença dele era uma dádiva. Assim decidimos. Realmente decidimos que seríamos esperançosos sobre o futuro.”

Tenho me deliciado com a psicologia de Carl Rogers: A Psicologia Humanista. **Uma pausa para dizer que Rogers era (tinha de ser, né? rsrs) capricorniano (08/01/1902). http://www.astrotheme.com/portraits/JPE58LLQBp7F.htm ** Ele acreditava na capacidade do ser humano, no potencial do ser humano em se tornar livre para criar o seu futuro.

O que me deixou comovido no exemplo inspirador do casal Haufman foi justamente a coragem e a fé deles no potencial de Raun para se curar do autismo. “Acreditávamos que nossa atitude de aceitação seria mais atraente e convidativa para ele do que uma desaprovação.”

Raun, depois de ter demonstrado um progresso considerável, falando, aprendendo e participando da vida social, regrediu e apresentou todos os sintomas novamente. Foi um choque para seus pais e irmãs. Porém, eles aceitaram esse fato. Não a falsa (e passiva) aceitação que a gente costuma ter perante o inevitável e a realidade dos fatos. Muito pelo contrário. Eles aceitaram ativamente essa escolha de Raun. E diziam que, se ele quisesse, sairia novamente de seu mundo recluso e participaria novamente do “nosso mundo.” Continuaram acreditando no potencial de Raun para essa transição. Mas, seja qual fosse a escolha dele, seria respeitado, aceito e amado.

Quer gesto de amor mais nobre do que o de deixar/aceitar a outra pessoa ser do jeito que ela é, demonstrando nosso amor constantemente, MESMO ASSIM? Ou seja, não forçar a barra para que ela seja como NÓS queremos que ela seja? “Quando estamos com alguém que nos ama do jeito que somos, que nos aprova assim, somos diferentes com essa pessoa. Nós nos abrimos mais para ela. Nós nos sentimos mais ligados a ela. Ao contrário de como seríamos com quem nos julga ou mostra não aceitar algo em nós. Somos diferentes com essa pessoa. Com as crianças ocorre o mesmo. Elas percebem isso. Então, a aceitação era muito importante.” (Samahria)

O sonho dessa faceta de minha personalidade simbolizada por meu Urano na Casa 7 é viver essa atitude de aceitação e liberdade (Urano) em cada relacionamento meu (Casa 7) com cada amigo, parente, colega e inimigo. Graças aos Céus, eu e a Cris (uma uraniana, claro! rsrs), nesses 4 anos, tentamos construir diariamente um relacionamento assim. E isso “não tem preço.”

Esse princípio humanista é a base de nossa relação, muito antes de encontrarmos uma psicologia que a esclarece de forma magistral (como é a de Carl Rogers). Sem ela, sem a PRÁTICA dela, creio que não estaríamos mais juntos. Ou estaríamos, mas sempre nos machucando, nos frustrando e nos fazendo sofrer. Não, não estaríamos. Não suportamos fazer isso um com o outro, com os outros, e nem com nós mesmos…

Beijãozão nocês…

Yub

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