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Verônika Decide Morrer, Depressão e Reflexão.

 

Na semana passada, assisti ao filme VERONIKA DECIDE MORRER. Sempre gostei de histórias voltadas para o tema Morte/Transformação. Quando li a sinopse, me senti motivado a ver o filme justamente por essa temática.

 

Logo no início, uma cena me chamou a atenção. Verônikca encontrava-se dentro do metrô, observando as pessoas. E começa a enxergar a falta de sentido no desenrolar da vida. Vê nos rostos dos outros passageiros histórias iguais e que se repetem com todos. Ela se foca mais especificamente no casamento. Essa realidade vista de forma muito crua por Verônika toma proporções dolorosas. Ela desanima de viver. Não aceita repetir o mesmo script que a maioria das pessoas.

 

Então, não conseguindo suportar as dores da realidade de uma vida aparentemente mecânica e repetitiva (Saturno negativo), ela decide escapar dessa sensação limitante e aprisionadora (Saturno). Resolve se entupir de remédios antidepressivos. Opta pela fuga (Netuno negativo).

 

O bacana é ver esse Netuno na imagem que Verônika vislumbra enquanto começa a passar mau, a sentir os efeitos do envenenamento. Na visão, ela se atira na água e começa a afundar. Um mergulho passivo rumo ao afogamento (Netuno).

 

Diante dessas cenas iniciais do filme (prometo não contar mais nada… rsrs), fiz a associação do quanto a depressão pode ser representada simbolicamente (astrologicamente) tanto por Netuno quanto por Saturno. E essa associação me fez lembrar uma reflexão feita por mim no mês de julho/2009.

 

Numa mesma semana de Julho, ouvi histórias de pessoas próximas sobre a depressão que estavam vivendo (e continuam). E me veio uma intuição reflexiva:

 

Será que Depressão = decepção + orgulho?

 

Como assim?

 

Refleti sobre a POSSIBILIDADE da depressão estar associada à reação orgulhosa de nossa parte frente a uma impactante decepção. Encontrei na história dessas pessoas um colorido similar. Elas viveram uma profunda desilusão. Porém, em vez de reagirem de forma madura diante da mesma, aceitando que erraram por acreditarem numa ilusão durante tanto tempo, preferiram manter uma atitude orgulhosa. Não admitiram os erros de julgamento e de conduta perante as situações que imaginaram algo ilusório. Esperavam obter algo maravilhoso das mesmas e não obtiveram tal resultado.

 

Elas ainda se mantêm iludidas. Seu orgulho as impede de assumirem a responsabilidade pelas escolhas e expectativas ilusórias que mantiveram durante tanto tempo por outras pessoas, instituições e crenças. O resultado? Estão depressivas.

 

Talvez, quem sabe, se elas reconhecessem suas crenças ilusórias, admitindo sentir uma profunda decepção vinda com a desilusão, poderiam ter oportunidades de se movimentarem rumo à reconstrução de certos paradigmas, abandonando aqueles que se mostraram ilusórios?

 

Beijãozão nocês…

Yub


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